The End

Fevereiro 2nd, 2009 por Gerson Campos

voyage_final.jpg 

Foram 100 dias de teste, 15 062 km rodados, 17 motoristas, quatro visitas em três diferentes concessionárias, muitos elogios, muitas reclamações, muitas polêmica e, principalmente, muita participação.

Depois de mais uma maratona cumprida, nos despedimos do Voyage com a certeza de tê-lo colocado a toda prova. Como aconteceu com a Fiat Palio Adventure Locker, o Voyage superou seu antecessor e foi o carro mais rodado até aqui, com média de 150,62 km por dia.

Novamente agradecemos a participação, as críticas e os elogios de todos e os convidamos para participar de mais 100 dias a bordo do Honda Fit EXL 1.5 (clique aqui para acessar o novo teste).

Até lá e um grande abraço!

Equipe portal Carro Online / Revista CARRO 

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Consumo final

Fevereiro 2nd, 2009 por Gerson Campos

Ficamos devendo o consumo da semana passada (19/1  a 26/1), período no qual o Voyage rodou com 50% de álcool e 50% de gasolina, e da semana que se fecha hoje (26/1 a 2/2). Veja abaixo os números:

Semana de 19/1 a 26/1 (50% a / 50% g)

Percurso Parcial Parcial semanal
Cidade 5 628 km 280 km
Estrada 8 269 km 296 km
Total 13 897km 576 km
Consumo da semana (50% a / 50% g) 10,61 km/l
Consumo médio (álcool) 8,23 km/l
Consumo médio (gasolina) 11,20 km/l
Consumo médio (50% a/ 50% g) 10,20 km/l

 

 


Semana de 26/1 a 2/2 (100% a)

Percurso Parcial Parcial semanal
Cidade 5 896 km 268 km
Estrada 9 166 km 897 km
Total 15 062 km 1 165 km
Consumo da semana (100% a) 8,46 km/l
Consumo médio (álcool) 8,17 km/l
Consumo médio (gasolina) 11,20 km/l
Consumo médio (50% a/ 50% g) 10,20 km/l

 

 


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Infiltração e palhetas ressecadas

Fevereiro 2nd, 2009 por Gerson Campos

Hoje pela manhã nosso assistente de testes Leonardo Barbosa levou o Voyage à concessionária Brasilwagen para tentar resolver o problema da infiltração de água pelas borrachas das portas.

A visita foi agendada na sexta-feira (30), mas a autorizada nos informou que seria impossível entregar o carro até o final desta segunda-feira (2). Como precisamos levá-lo de volta à Volkswagen impreterivelmente amanhã cedo, não pudemos deixá-lo para a inspeção. De qualquer forma, informaremos a Volkswagen sobre o ocorrido. Também estamos aguardando uma resposta oficial sobre os problemas enfrentados com a assistência técnica. Assim que obtivermos o retorno da VW, prometido para hoje, publicaremos aqui.

Outro problema relatado pelo editor de testes Angelo Treviso foi o ressecamento das palhetas nos dias finais do teste. Veja o relato abaixo:

Após um levantamento realizado em uma concessionária autorizada VW e também em lojas de autopeças do mercado paralelo, descobrimos que a palheta do Voyage só pode ser substituída na concessionária. A Brasilwagen, de Santo Amaro, por exemplo, cobra R$ 42 pelo jogo de palhetas dianteiras, com mão de obra gratuita. Quando perguntamos sobre garantia, fomos informados pelo consultor técnico de que esse tipo de peça não é coberta pela garantia da fábrica.

Em contrapartida, acionamos o SAC da Eletromecânica Dyna S/A (0800 558 611), fabricante das palhetas, e recebemos do atendente a confirmação da informação transmitida pela Brasilwagen: “Neste primeiro momento, estamos produzindo somente para atender a encomenda da montadora, no caso a VW. A partir da metade do ano, quando a Dyna lançar um novo catálogo de produtos, é provável que tenha a do Voyage/novo Gol”. Assim sendo, mais uma vez o consumidor está nas mãos da concessionária — ao menos até o próximo semestre.

Angelo Treviso, editor de testes da revista CARRO

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Mais conclusões

Fevereiro 2nd, 2009 por Gerson Campos

Segue a última leva de conclusões sobre o Voyage:

Como o Ricardo e o João, concordo que o Voyage foi o melhor carro que já passou pelo Teste dos 100 Dias. Começando pelo excelente conjunto motor e câmbio, ele dá prazer ao dirigir mesmo sendo um veículo voltado à família. A suspensão bem acertada e o design são os outros itens de destaque.

Conheço bem todos os rivais e digo sem titubear: fosse o meu dinheiro em questão, compraria o VW em detrimento de Fiesta, Siena, Prisma, Corsa Sedan e cia. Não só pelo projeto mais novo, mas também pelo ótimo espaço, dirigibilidade e pela impressão de qualidade que o carro passou durante esses 100 dias.

Ok, não precisam me xingar: sei que a lista de problemas não foi pequena, e quando digo que houve uma impressão de qualidade, falo de itens como robustez do motor, suspensão etc. As falhas no i-System, a troca dos amortecedores traseiros e a recente infiltração de água me aborreceriam muito como proprietário, mas, mesmo assim, creio que são problemas de um carro recém-lançado.

Vejam bem: não estou amenizando nem dizendo que devemos aceitar isso passivamente. É direito do consumidor reclamar e pedir até o dinheiro de volta, se for o caso, mas, como produto, ainda acho que o Voyage é um bom carro.

O acabamento, muito criticado, não me incomoda. Sim, ele é bem simples, mas é honesto. Não se pode confundir simplicidade com qualidade. Além disso, os rivais na mesma faixa de preço não trazem nada muito melhor.

Daria nota 9 para o Voyage apenas como automóvel, mas os problemas e o péssimo atendimento da rede de concessionárias VW não me permitem mais que um 8.

Nota: 8

Gerson Campos, editor-chefe do portal Carro Online

Dou nota 8 para o Voyage e o compraria sem dúvida. As duas únicas coisas que me deixaram algum receio na reta final do Teste dos 100 Dias foram a grande quantidade de “barulhinhos” espalhados pelo carro e o serviço nada bem feito que nós encontramos na rede de concessionários Volkswagen.

Fora isso, o Voyage tem um conjunto motor e câmbio louvável, com um propulsor econômico e na medida para o carro, o que transforma a tarefa de dirigir em algo ainda mais agradável com a suavidade e precisão da transmissão. Por se tratar de um sedã, o espaço interno é condizente com a proposta do carro, mas o acabamento interno poderia ser mais caprichado, uma crítica recorrente dos convidados para os quais apresentei o Voyage.

Nota: 8

César Tizo, repórter do portal Carro Online

O nome Voyage, por si só, já foi uma escolha acertada. O carro parou de ser fabricado, mas continuava na boca do povo como referência de qualidade. Ignorar a marca, portanto, seria um erro. O atual modelo, na minha opinião, tem mais itens positivos a ressaltar do que negativos.

Vou começar pelos positivos. A parte mecânica do veículo ficou impecável. O motor de 1600 cc é como bem “esperto”, como se fala na linguagem popular, e não te deixa na mão em nenhuma situação. O câmbio é a melhor parte, com engates rápidos e precisos, sem falar do escalonamento das marchas, que não é muito curto e privilegia o consumo de combustível.

A posição de dirigir é excelente graças aos reguladores de altura e profundidade do volante (ausentes em diversos modelos de categoria superior) e ao ajuste de altura do banco (item que precisa ser melhorado). A suspensão é bem acertada, um pouco dura, mas na medida certa para quem gosta de um toque de esportividade. É uma pena que as estradas do nosso Brasil não nos favorecem. O espaço interno é bom e o porta-malas tem grande capacidade.

Como nem tudo é perfeito, vamos aos defeitos. O acabamento é relativamente bom para categoria, mas emprega materiais de baixa qualidade e é perceptível a falta de cuidado nos cortes e fixações das peças. O rádio não conta com a opção do CD: a marca apostou que a entrada USB supriria essa necessidade, mas ouvi muitas reclamações de pessoas, mesmo jovens, que continuam utilizando os CDs. Por ser um projeto novo, o VW sofre com aqueles defeitos que são corrigidos ao longo do tempo, como infiltrações por borrachas nas portas e panes no i-System.

De forma geral é um carro que agrada, tem um preço justo para o país em que vivemos, proporciona boas emoções ao dirigir, tem um conjunto resistente, é bem equipado e com design atual. Aconselho como excelente opção de compra nessa faixa de preço diante da escassez de projetos totalmente novos, já que estamos na era dos facelifts.

Nota: 7,5

Robson Lima, assistente de testes     

Confesso que aguardei com ansiedade a chegada do novo Voyage, já que nos idos de 1980/1990 conheci bem a antiga geração do modelo. Lembro-me com saudades de um Voyage LS que tínhamos em casa, nosso “carrão” depois de uma Variant 74. Também do Voyage Sport, que vinha com rodas BBS e um visual esportivo.

Deixando a nostalgia de lado, e considerando minha atual situação de chefe de uma família de quatro pessoas — tenho dois filhos pequenos —, o Voyage é uma boa opção para viagens curtas, levar as crianças na escola ou ir às compras no supermercado. Seu porta-malas tem boa capacidade. Como motorista gosto muito da “pegada” do sedã, melhor até que a do Gol. O Voyage é estável e bom de curvas e responde bem às acelerações.

Entre os pontos fortes do carro destaco a dirigibilidade, o desempenho, o porta-malas e a sua beleza. Acho o desenho do Voyage o segundo mais bonito, depois do novo Siena. No decorrer do teste não gostei do atendimento prestado pelo serviço autorizado VW. Nem mesmo sabendo se tratar de um carro da fábrica as concessionárias se prestaram a atender bem. Quanto aos defeitos apresentados, não importa se foi o I-System ou a palheta do limpador, acho que a VW deveria prestar mais atenção na qualidade da inspeção final. Do que adianta o carro passar por uma chuva artificial no final da linha de produção e sair para a rua com a palheta ruim? E aos concessionários, acho que não custa nada fazer uma boa revisão de entrega.

Nota: 6

Angelo Treviso, editor de testes da revista CARRO

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Mais conclusões do Teste dos 100 Dias

Fevereiro 1st, 2009 por Gerson Campos

Seu eu estivesse buscando um carro simples e prático, o Voyage seria uma opção interessante, principalmente, pela impressão de robustez passada por sua mecânica. Porém, nos tempos atuais em que passamos mais tempo dentro do carro, o cuidado com o habitáculo do veículo é muitíssimo importante.

O design interno do painel e a escolha dos materiais utilizados precisam ser agradáveis aos olhos e ao toque. É como na nossa casa, precisamos nos sentir bem dentro. Nesse ponto, o Voyage deixa muito a desejar.  E, por isso, não compraria.

Nota: 6

Marcos Villela, diretor de redação das revistas Sport Life, Transporte Mundial e Motocliclismo

Compraria Voyage sim, porque ele aparenta ser muito resistente e tem várias qualidades que notei durante o Teste dos 100 Dias, com exceção de alguns acessórios como o i-System, rodas de liga leve e rádio original de fabrica, que são itens que encarecem na hora da compra e não valorizam na revenda. Nesse período de avaliação, destaco alguns pontos:

Pontos Fortes:

· Motor e transmissão estão bem casados, proporcionando uma troca fácil e precisa de marcha e tornando o motor mais ágil
· Suspensão tem muita estabilidade nas curvas sem perder o conforto ao rodar
· Equipamentos

Pontos Negativos:

· Visibilidade: os retrovisores são muitos pequenos
· Acabamento
· Braços da tampa do porta-malas que roubam espaço

Nota: 7,5

Leonardo Barbosa, assistente de testes

Nas  poucas oportunidades em que fiquei com o carro, gostei do que vi, senti e tive muita  pena  ao devolvê-lo… Além de bem acabado, espaçoso e confortável, ele oferece um “handling” fantástico.

E,  pequenas  falhas à parte, é um produto que merece ser considerado  na hora da compra de um sedã pequeno. Tem  minha nota 8 com muito louvor. O carro  é bom! E vai deixar saudade… Bon Voyage…

Nota: 8

Pedro Bicudo, editor de fotografia da Motorpress Brasil Editora

Tive a oportunidade de avaliar o Voyage por alguns dias e fiquei com uma boa impressão do carro. A nova carroceria conferiuum funcionamento muito bom, com ótimo compromisso entre estabilidade, conforto e maciez ao rodar. Em nada lembra a antiga versão. O motor está adequado à proposta do veículo, mas, quando o sedã está carregado, faz falta mais uns 15 cv. O câmbio tem engates perfeitos e o espaço interno é bom, principalmente o do porta-malas.

O que não gostei foi o acabamento um tanto tosco para o preço do carro. Acho o Voyage uma boa opção para uma família com dois filhos pequenos. Eu compraria sim, mas apenas com ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico.

A versão avaliada, com som, abs e air bag, torna o valor inadequado, entrando na categoria de veículos maiores.

Nota: 7

Pablo Berardi, editor-assistente das revistas MOTOCICLISMO e MOTO VERDE

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Conclusões do Teste dos 100 Dias

Janeiro 30th, 2009 por Gerson Campos

voyage_conclusao.jpg 

Como prometemos, segue a primeira parte com as opiniões de alguns jornalistas/colaboradores que dirigiram o Volkswagen Voyage 1.6 Trend nesses 100 Dias.

Ao longo do dia e até a semana que vem colocaremos mais conclusões com notas de 0 a 10 dadas por cada motorista. E você, o que achou da participação do sedã na maratona? Dê a sua opinião. Mais tarde voltaremos com novas conclusões e mais dados dos 100 dias.

Como disse, foi o melhor carro que vi passar até agora pelo Teste dos 100 Dias. Todas as vezes em que o dirigi nesses mais de três meses, não tive um momento sequer de decepção. Pelo contrário, é um carro no qual você logo se sente à vontade: as respostas do motor, o bom consumo, os equipamentos sob medida. Sem falar que me surpreendi com o espaço, sobretudo no banco traseiro – não parece que o carro oferece esse conforto.

É um carro bonito? Diria que não é perfeito, a impressão é que a Volkswagen poderia ter ido além. O que mudaria se pudesse? O ajuste de altura do banco do motorista, que é incômodo e, por capricho, colocaria todos os acionadores dos vidros na porta. Esse negócio de botão no painel ou no console central é sinal de economia da montadora.

Nota: 8

Ricardo Meier, publisher de internet

Dentre os cinco carros os quais já passaram pela sabatina de testes dos 100 dias, o Voyage foi o que eu mais gostei. E olha que até o C4 Pallas já passou por aqui. O que mais me agradou foi o conjunto de câmbio e motor, muito bem acertado pela VW nesse projeto VHT e, principalmente, a dirigibilidade do carro. Ao contrário de outros sedãs da categoria, ele não vacila em curvas mais “ousadas” nem o furta do conforto natural que um carro para a família deve entregar. É justo, firme, transmite tranquilidade ao volante.

Evidentemente, tem os seus problemas. As falhas de luminosidade do I-System, o volante torto e o pino da porta traseira incomodam, mas, sinceramente, é pouco pelo que o carro entrega em um aspecto geral. Gostei muito do espaço, sem as medidas latifundiárias do Logan, mas com capacidade suficiente para uma família de cinco pessoas. A única falha de projeto que reconheci (além do pino, claro!) nele foram os braços “pescoço de ganso” do sistema de abertura da tampa porta-malas. Num carro com esse nível de evolução em matéria de sedã compacto, o sistema pantográfico seria a cereja do bolo. Mas não abriria eletricamente. Questão de prioridades? No lançamento a VW enfatizou isso. Em linhas gerais, foi muito bem. Se eu teria um Voyage? Sim.

Nota: 8

João Anacleto, editor-executivo da revista CARRO

Começando pelo fim: gostei do Voyage e, como produto, dou-lhe nota 7,5. Mas não compraria. Contrassenso? Não, e explico por quê.

Tive a oportunidade de dirigir o Voyage na cidade, em rodovias e até em estradas de terra com cinco pessoas mais as respectivas bagagens, e sempre senti que estava a bordo de um carro robusto, bem construído e moderno. O habitáculo me surpreendeu pelo espaço — tanto na frente quanto no banco de trás —, pela ergonomia e por certa dose de requinte em itens como painel de instrumentos, por exemplo. Também gostei do irrepreensível comportamento dinâmico do sedã (o câmbio é nota dez, mas senti falta de uns 15 ou 20 cv a mais no motor e não gostei do acelerador eletrônico E-GAS).

Entretanto, no final das contas, não compraria o Voyage porque, em minha opinião, a Volkswagem quer “impor” ao carro um status que ele não tem, e cobra por isso. Talvez uma versão menos equipada tenha um custo/benefício melhor, mas aí, muitas desses detalhes que tornam o ato de dirigir o Voyage um prazer também desaparecem.
 
Nota: 7,5

Gabriel Berardi, repórter das revistas MOTOCICLISMO e MOTO VERDE

Ao olhar o novo Voyage ficam clara as profundas mudanças que ocorreram no veículo em relação ao modelo anterior. Não só pela natural evolução técnica obtida neste tempo, o sedã evoluiu demais e tornou-se um carro maior, adequando-se aos dias atuais. Fiquei alguns dias utilizando o veículo e minha principal impressão foi positiva, mas, claro que pontos negativos também aparecem no VW.

Como qualidades principais, elejo digiribilidade, suspensões, câmbio/motor, espaço da cabine e do porta-malas. Quanto ao visual, creio que fica em um meio-termo, não é absurdamente bonito, mas faz o seu papel com elegância. O principal defeito, em minha opinião, é o material do acabamento interno, muito básico e grosseiro.

Se tivesse uma família grande, com certeza compraria o veículo. Porém, escolheria uma versão um pouco mais básica, para chegar a um valor menor, já que o Voyage do teste custa cerca de R$ 52 000.

Nota: 8

Rafael Miotto, repórter das revistas MOTOCICLISMO e MOTO VERDE

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Novo Honda Fit: o próximo carro do Teste dos 100 Dias

Janeiro 30th, 2009 por Gerson Campos

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Foi difícil, mas conseguimos nos segurar até o último dia de avaliação do Voyage para contar a vocês qual será o novo participante do Teste dos 100 Dias. Não nos entendam mal: o objetivo era focar as atenções no carro do momento.

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Depois de muitos debates na redação, chegamos à conclusão de que o modelo da marca japonesa é o mais adequado para a nossa avaliação.

O carro que está na nossa garagem é este top de linha EXL, que traz motor 1.5 e câmbio automático de 5 marchas.

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Sabemos que o ideal seria uma das versões 1.4, mas a Honda tem poucas unidades com esse motor e pediu nossa compreensão para que fizéssemos a avaliação com o EXL.

Na tabela, ele custa R$ 67 725. Agora chega! A partir de segunda-feira, começaremos a destrinchar o Fit em nada menos que 100 dias.

fit_4.jpg

E aí, curtiram a escolha?

Infiltração

O Teste dos 100 Dias do Voyage chega ao fim hoje, mas teremos um dia extra para verificar o problema de infiltração de água. Na segunda-feira levaremos o sedã a outra concessionária e postaremos aqui e no novo endereço do Fit o desfecho do caso. No sábado e domingo, novas conclusões sobre o VW serão publicadas, e na segunda o Honda estreia em nosso portal. Até lá!

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100º Dia

Janeiro 30th, 2009 por Rafael Munhoz

Avaliação final

De cara, posso dizer que, em geral, o Voyage me surpreendeu positivamente. Eu não imaginei que um modelo popular pudesse contar com conforto (sim, achei confortável!) para todos os ocupantes e ter um desempenho considerável, além de um porta-malas bem espaçoso (apesar de as alças atrapalharem na acomodação das bagagens). O câmbio também é algo que ganha nota altíssima.

Como não tenho uma família para levar no carro, não sei se compraria um sedã, mas entre os modelos do segmento, sem dúvidas o VW seria um dos indicados. Alguns pontos, como o acabamento interno e problemas (com o I-System, por exemplo), fazem-nos perceber que nenhum automóvel faz milagre. O Voyage tem, sim, muitos detalhes que deixam a desejar (e não repetirei, já que foram publicados ao longo do teste), mas, em meu ponto de vista, as características positivas são mais relevantes.

Minha nota em relação ao Voyage do Teste Dos 100 Dias: 9

Ao longo do dia, postaremos as opiniões dos outros motoristas que andaram com o carro.

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99º Dia

Janeiro 29th, 2009 por Leonardo Barbosa

Depois de 15 000 km, o Voyage continua intacto

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Após 99 dias de teste, nesta quinta-feira (29) levamos o Voyage para o Campo de Provas da TRW, em Limeira, SP, para tirar os números de ruído interno, aceleração, retomada, frenagem e fadiga dos freios.

Os dados obtidos no começo do Teste dos 100 Dias pelo João Anacleto em comparação aos aferidos hoje mostram que o Voyage não mudou muito, melhorando um pouco o desempenho em relação ao começo do teste. Veja a comparação abaixo:

Aceleração (9° dia de teste)                      Aceleração (99° dia de teste)

0-40 Km/h - 2s6 (14,5m)                                 0-40 Km/h - 2s4 (14,1 m)
0-60 Km/h - 4s7 (43,0 m)                                0-60 Km/h - 4s5 (42,9 m)  
0-80 Km/h- 7s3  (98,4 m)                                0-80 Km/h - 7s2 (96,1 m)
0-100 Km/h - 11s1 (198,3 m)                          0-100Km/h - 11s0 (191,4 m)
0-120 Km/h - 15s7 (333,1 m)                          0-120 km/h- 16s1 (346,5 m)
0-140 km/h - 25s1 (655,4 m)                           0-140 km/h- 23s6 (619,0 m)
0-400 m - 18s1                                                0-400 m - 17s9
0-1000 m - 33s5                                              0-1000 m - 32s8

Retomada (9° dia de teste)                    Retomada (99° dia de teste)

40-100 Km/h (3° marcha) - 11s0                     40-100 Km/h (3° marcha) - 10s5
60-120 Km/h (4° marcha) - 16s5                     60-120 Km/h (4° marcha) - 16s4
80-120 Km/h (4° marcha) - 11s2                     80-120 Km/h (4° marcha) - 11s2

Frenagem (9° dia de teste)                         Frenagem (99° dia de teste)

40-0 Km/h - 6,3 m                                              40-0 Km/h - 6,2 m
60-0 Km/h - 14,7 m                                            60-0 Km/h - 13,7 m
80-0 Km/h - 25,2 m                                            80-0 Km/h - 24,7 m
100-0 Km/h - 40,6 m                                         100-0 Km/h - 38,7 m
120-0 km/h - 60,4 m                                          120-0Km/h - 55,5 m

Ruído Interno (9° dia de teste)                  Ruído Interno (99° dia de teste)

Ponto Morto - 43,1 db                                           Ponto Morto - 43,3 db
50 Km/h(3°) - 60,2 db                                         50 Km/h(3°) - 60,8 db
80 Km/h(4°) - 63,4 db                                         80 Km/h(4°) - 63,4 db
120 Km/h (5°) - 68,4db                                       120 Km/h (5°) - 69,6db 

Fadiga dos freios (99° dia do teste)

1. 40,5 m
2. 39,7 m
3. 42,3 m
4. 42,1 m
5. 40,8 m
6. 41,8m
7. 42,9 m
8. 43,5 m
9. 44,7m
10. 45,0 m

Assim, o Voyage vai se despedindo do Teste dos 100 Dias em boas condições e com muitos quilômetros a rodar pela frente.

Amanhã voltaremos com a primeira parte das conclusões. 

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Marcas Famosas responde novamente

Janeiro 28th, 2009 por Gerson Campos

Pingou na minha caixa de entrada agora há pouco a resposta oficial da Marcas Famosas sobre o ocorrido. Segue abaixo:

Bom dia Sr. Gerson Campos,
 
Segue [sic] esclarecimentos referente ao serviço executado no Voyage:
 
- A tampa do óleo estava em seu devido lugar, conforme nosso check-list.
  Obs: se a tampa estivesse fora do local em cima de qualquer compartimento do veículo, este teria caído com o movimento do mesmo.
 
- O cliente não autorizou o alinhamento do veículo.
 
- Foi verificado o sistema da luz do painel, onde não foi identificado nenhuma anomalia.
 
Atenciosamente,
Cristiane Venâncio
Depto. Marketing
Marcas Famosas

Sim, a Marcas Famosas duvida de nós. Segue, portanto, a foto tirada na sexta-feira (23) assim que o carro chegou à redação. Como vocês podem ver, a tampa está encaixada entre a “flauta” com os bicos injetores e a tampa do cabeçote (já manchada do óleo que espirrou), o que justifica ela não ter caído nos cerca de 2 km de vias planas que separam a concessionária da editora.

tampa_oleo.jpg 

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