77º Dia

Janeiro 7th, 2009 por Gerson Campos

Pista e teste com gasolina

Pessoal, antes de tudo, peço desculpas pela tardia publicação deste post e pela simplicidade que ele terá. Explico: hoje fomos à pista de testes da TRW, em Limeira, para testar o Voyage com gasolina no tanque e aproveitamos para usar o Volks como carro de apoio para outro matéria da CARRO.

No fim do dia de trabalho, saímos após às 17h. Com a combinação trânsito pesado do fim do dia + caminhão acidentado na Marginal Tietê, fiquei nada menos que duas horas para percorrer um trecho que seria feito em dez minutos, ou seja, já passam das 22h e eu preciso descansar um pouco antes de baixar os números de teste do equipamento e compará-los com os que aferimos quando o carro estava com álcool.

De cabeça, lembro que o Voyage fez o 0 a 100 km/h em 11s8, 0s7 mais lento que os 11s1 conseguidos com “cana”. Amanhã comparo as planilhas e posto aqui direitinho as diferenças de desempenho entre álcool e gasolina.

Aliás, quando mudamos de combustível, cheguei a sentir a diferença de desempenho nos primeiros dias, mas depois fui me acostumando. Não que ele fique lento com gasolina, mas é perceptivelmente mais esperto com álcool. Bom, amanhã veremos isso com mais detalhes. Vou jantar. 

Abraços.

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76º Dia

Janeiro 6th, 2009 por César Tizo

Uma breve opinião feminina

Ontem quando estava manobrando o Voyage na garagem do prédio, minha vizinha, que tem um Clio 1.6 2007, pediu se podia conhecer o sedã mais de perto. Feliz com a iniciativa, apresentei para ela o carro e logo ouvi o primeiro elogio. “Achei o novo Gol muito bonito. Não gosto muito de sedãs, mas o Voyage ficou bem acertado, por isso gostaria de conhecer ele melhor.”

Pode parecer um detalhe, mas um item muito importante para a Dona Cida (como a conhecemos aqui no prédio) foi a luz colocada no teto que ilumina o espelho do pára-sol dianteiro quando aberto. Muito feliz por ter descoberto o acessório, ela fez questão de destacar que “isso para mulher é ótimo!”. Pode ser um paradoxo, mas a única ressalva ficou para o restante do acabamento interno: “Pensaria duas vezes antes de comprar pelo interior, acho simples demais para um sedã”.  

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Errata: revisão, só aos 15 000 km

Janeiro 5th, 2009 por Gerson Campos

Pessoal, acabei me precipitando aqui. Diferentemente de alguns modelos da linha Volks, como o Polo, que tem revisões a cada 10 000 km ou 6 meses, Gol e Voyage só fazem a primeira visita à concessionária aos 15 000 km ou depois de um ano de uso.

Logo, teremos de esperar um pouco mais para levar o sedã, que atualmente está com 11 811 km, à autorizada. Desculpem a falha.

Abraços.

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Consumo semanal - 22/12 a 5/1

Janeiro 5th, 2009 por Gerson Campos

Como o Teste dos 100 Dias fez uma breve parada de fim de ano, estamos condensando neste post o consumo do Voyage nas duas últimas semanas.

Como vocês acompanharam, a maior parte do trajeto ocorreu em estradas: foram nada menos que 1 977 km nesse período. Na cidade, andamos 697 km. Com gasolina, a média ficou em 12,76 km/l. O que acharam? Confiram os números:

Percurso Parcial Parcial semanal
Cidade 4 406 km 697 km
Estrada 6 181 km 1 977 km
Total 10 587 km 2 674 km
Consumo da semana (gasolina) 12,76 km/l
Consumo médio (álcool) 8,23 km/l
Consumo médio (gasolina) 11,63 km/l

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75º Dia

Janeiro 5th, 2009 por Gerson Campos

Volta com chuva, trânsito e idiotas por toda parte

Quem esteve ligado no noticiário nos últimos dias viu que o mundo desabou em água sobre Santa Catarina neste início de 2009. E nossa viagem de volta, feita ainda na sexta-feira (2), foi regada por um belo temporal de Florianópolis a São Paulo.

Para melhorar a situação, trânsito pesado na região de Itapema, SC, e mais de duas horas para rodar cerca de 40 km. Mas, como a companhia era a melhor possível e o humor pós-feriado também, viemos numa boa, sem stress.

Infelizmente essa “vibe” positiva não foi seguida por outros motoristas, que cortavam pelo acostamento e andavam a velocidades absurdas mesmo debaixo de uma chuva torrencial. Eu vinha com o maior cuidado do mundo na serra, a 50, 60 km/h, e alguns imbecis insistiam em pedir passagem a mais de 90 km/h mesmo com os inúmeros acidentes no caminho mostrando que era preciso ter cautela para continuar vivo.

Nessas horas, penso que a grande maioria dos acidentes não são acidentes. São batidas provocadas por gente irresponsável, que não tem amor à própria vida ou a dos que estão dividindo o carro com ele/ela.

Quem pega estrada em qualquer trecho no Brasil já pode presenciar vários exemplos de imprudência, mas digo que nunca vi tanta idiotice como nessa viagem. Será que ninguém vê que conduz uma “massaroca” de mais de 800 kg (isso falando de um carro levíssimo; alguns SUVs passam de 2 000 kg) de aço, plástico e combustível que pode ser letal se mal-utilizada?

Se eles querem se matar, sigam em frente, pulem de um prédio, o mundo não sentirá falta de gente estúpida assim, mas em uma rodovia não é apenas uma vida que está em jogo! Desculpem o desabafo, mas acho que a opinião não é só minha, principalmente depois de um feriado desses.

Bom, vamos voltar ao Voyage. Como era de se esperar, o consumo aumentou em função do trânsito, mesmo com a velocidade reduzida. Com o ar ligado o tempo inteiro para manter o pára-brisa desembaçado, nosso sedã fez média de 13,68 km/l.

O computador de bordo, porém, marcava 14,9 km/l, diferença semelhante a que observei na ida, quando o gasto real foi de 13,99 km/l e o apontado chegou a 15,2 km/l. Como na viagem anterior, acho que a média foi boa.

Com essas e com outras, chegamos ao momento de fazer a primeira revisão, já que o nosso sedã passou dos 10 000 km. Vamos à concessionária ainda nesta semana e contaremos como foi aqui.

Abraços!

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74º Dia

Dezembro 28th, 2008 por Gerson Campos

Viagem de descobertas

Nada melhor que 699,7 km de estradas, mais de sete horas sentado no banco de um carro e 50,01 litros de gasolina gastos nas BR-116 e 101 para conhecer ainda melhor um carro.

Se você é detalhista, já percebeu que o Voyage fez 13,99 km/l (com 100% de gasolina no tanque) na viagem feita neste domingo (28) de São Paulo até a bela Florianópolis, capital de Santa Catarina. Das pouco mais de sete horas de estrada (descontado o tempo gasto na parada), andei duas horas com ar-condicionado desligado e as cinco horas restantes com o equipamento quebrando o galho nos verões paranaenses e catarinenses.

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Considero a marca muito boa pela tocada que imprimi, já que rodei a maior parte do tempo entre 100 km/h e 120 km/h com muitos trechos de serra no caminho, o que exigiu algumas reduções de marcha.

Como disse ontem, fomos em dois, mais bagagens. Já havia rodado bastante com o Voyage na estrada, mas fui ainda mais atento nesta viagem para ver se conseguia extrair novas impressões. E consegui: nas curvas mais acentuadas das serras, senti que a carroceria rola pouco, e a suspensão não assusta inclinando demais o carro se você mudar de direção um pouco mais rápido. Ainda falando sobre coisas positivas, o isolamento acústico deixou boa impressão, já que sentia pouca vibração nos pés e ouvia muito pouco o barulho do motor. E quem viaja bastante sabe como os ouvidos ficam aguçados e ainda mais intolerantes a esses ruídos em trechos longos.

Só fiquei decepcionado com o banco. Ergonomicamente ele é muito bom, mas as espumas são duras demais, o que me causou um certo “aquadradamento da região glútea”, se é que vocês me entendem. Quem tem Voyage aí e já viajou, percebeu isso?

Fora esse incômodo, sem ressalvas para o nosso carro na viagem. Como já disse, achei que ele bebeu pouco com gasolina comparado a outros carros com os quais já fiz a mesma viagem com tocada idêntica (não se esqueça do ar ligado em 70% do trajeto) e ofereceu espaço de sobra para as bagagens (uma mala grande bem pesada, duas médias e demais apetrechos). E vocês, o que acharam disso tudo?

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A propósito, respondendo à pergunta do Andre-CWB, o nível do óleo não baixou, e portanto não precisamos completá-lo. Esse procedimento, aliás, só deve ser feito em caso de emergência. O correto é fazer as trocas na quilometragem correta. Dessa forma, ele não baixa e você não terá lubrificante novo misturado com velho.

Para o Luciano, que perguntou qual é a cor do carro, sim, ela é a Cinza Stone.

Pessoal, agora vamos a um aviso muito importante: o TESTE DOS 100 DIAS FARÁ UMA BREVE PARADA ATÉ O DIA 5 DE JANEIRO.

Voltaremos daqui uma semana com o relato da viagem de volta e mais novidades para incrementar o final da nossa jornada com o Volks.

Tomando a liberdade de falar em nome da nossa equipe, agradeço a participação de todos, que nos ajudam a tornar esse espaço cada dia mais interativo. Espero que continuemos com essa ótima “vibe” no ano que vem.

A todos um excelente fim de ano, muita saúde, paz e carros pra dar e vender!

Grande abraço e ótimo 2009!

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73º Dia

Dezembro 27th, 2008 por Gerson Campos

Voyage rumo a Florianópolis

É isso mesmo, vamos cair na estrada neste final de ano rumo à capital de Santa Catarina. Peguei o Voyage hoje depois da utilização do Rafael Miotto e do João Anacleto para o comparativo e rodei pouco (o sedã já passa dos 10 000 km), mas já estou preparando tudo para a viagem (abastecimento, calibragem e checagem dos níveis de água, óleo etc).

Calculo que rodarei cerca de 2 000 km somente com gasolina (antes do fim do Teste dos 100 Dias, voltaremos a usar álcool) com duas pessoas a bordo, mas muitas bagagens. Por mais que eu vá levar poucas malas, vocês podem calcular o efeito da seguinte frase dita para uma mulher: “Pode levar bastante coisa. Precisamos testar o espaço do porta-malas e andar com o carro carregado”. Exatamente: teremos quilos e mais quilos de todo tipo de apetrecho no Voyage. Depois tiro uma foto do porta-malas cheio e posto aqui.  

Falando um pouco sobre o comparativo do João, assino embaixo. Totalmente embasado em números e impressões mais do que claras que compartilho aqui, pois também rodei alguns dias com esta versão do Logan. Diante do confronto, não dá para negar que o Voyage é um carro superior. Penso que ele também venceria se fosse colocado ao lado da versão Privilège do Renault, mas para isso teríamos de usar um Voyage Comfortline. Como o nosso é Trend, pegamos o Expression. Simples como 2 + 2.

Parto amanhã bem cedo e, na chegada, trago o relato da viagem, com números de consumo e tudo o que rolar nas horas de estrada. Buzine se vir o nosso DNT 4049 rodando por Floripa ou na BR amanhã. Abraços!

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72º dia

Dezembro 26th, 2008 por João Anacleto

Última parte do comparativo (sem tender para um ou outro, nunca se esqueçam!)

Pacote de peças

Esse item pode ser feito por você mesmo, caso ache que os valores são discrepantes. A cesta de peças escolhida vai além dos itens básicos. Considere aqui alguma colisão ou reparo que tenha de ser feito ao longo do tempo. Os itens escolhidos foram pára-lamas dianteiro esquerdo, pastilhas de freio dianteiras, jogo de amortecedores, retrovisor esquerdo (manual no Logan, elétrico no Voyage), jogo de velas (quatro), farol dianteiro esquerdo, troca de óleo com filtro e filtro de ar.

Entre os fatos curiosos, soubemos que um pára-lamas dianteiro do Logan custa quase o preço de dois pára-lamas do Voyage. E que o retrovisor esquerdo do Renault, mesmo sendo bem simplificado, custa R$ 54 a mais que o do Voyage, elétrico e pintado na cor preta ninja.  Pesquisamos em três concessionárias de cada marca e tiramos uma média por equipamento. O resultado é a soma total dos equipamentos, que culminou nos seguintes valores:

Logan - R$ 1 716,92

pára-lamas dianteiro esquerdo - R$ 249,72

pastilhas de freio dianteiras - R$ 202,50

jogo de amortecedores - R$ 338,00 (D) + R$ 276,00 (T)

retrovisor dianteiro esquerdo (manual) - R$ 126,00

jogo de velas - R$ 61,20

Farol dianteiro esquerdo - R$ 280,00

troca de óleo com filtro - R$ 151,00

filtro de ar - R$ 32,50

Voyage R$ 1 667,25

pára-lamas dianteiro esquerdo - R$ 136,58

pastilhas de freio dianteiras - R$ 151,67

jogo de amortecedores - R$ 312,00 (D) + R$356,00 (T)

retrovisor dianteiro esquerdo (elétrico) - R$ 180,00

jogo de velas - R$ 96,00

Farol dianteiro esquerdo - R$ 267,00

troca de óleo com filtro - R$ 138,00

filtro de ar - R$ 30,00

Por R$ 49,67, vitória do Voyage.

Voyage 6 x 2 Logan

Reparabilidade

Este item mede quanto do carro é afetado em igual colisão nos dois casos. O números são medidos pelo CESVI Brasil (www.cesvibrasil.com.br). A escala vai de 10 a 60 e quanto menor for o número (índice), melhor é a sua capacidade de reparabilidade sem ser necessária a troca de peças ou substituição de equipamentos.

Logan  - índice 13

Voyage - índice 14

Apesar da pouquíssima diferença, vitória do Logan.

Voyage 6 x Logan 3

Custos 

Levando em consideração o preço base de cada carro, que como você deve ter reparado foi a tônica do comparativo, calculamos seguro proporcional, IPVA e desvalorização de Voyage e Logan. Na questão do seguro, o protegido em questão tem entre 35 e 40 anos, é casado, só utiliza o carro para lazer e para se locomover para o trabalho e guarda o cara na garagem tanto em casa como no trabalho. O CEP de utilização foi o do bairro de Santo Amaro, na capital paulista. Foram consultadas cinco corretoras de seguro, sendo que o segurado fictício não tinha classe de bônus.

O Logan 1.6 8V, com preço base de R$ 33 502, traz os seguintes números, de acordo com nossa pesquisa.

IPVA (4%) - R$ 1 340

Seguro - R$ 2 130 (R$ 6,35%) - Franquia R$ 1 680,00 (5,0%) 

Desvalorização - 9,1 % (Logan 1.6 8V 07-08 - R$ 30 459)

O Voyage com preço base de R$ 36 489 traz os seguintes valores nos quesitos:

IPVA - R$ 1 459,56

Seguro - R$ 2 681, 48 (7,3%) - Franquia R$ 1 575 (4,3%)

Desvalorização (projetada) - 9,9% 

Vitória do Logan

Voyage 6 x 4 Logan

É isso. Não haverá conclusão (os números do embate falam por si só), creio que quem lê o blog e analisa os itens do comparativo soube analisar as vantagens e desvantagens de cada um. Espero que tenha sido esclarecedor.

A partir de amanhã voltam os posts de diário de bordo.

Nos vemos (ou lemos) em 2009. 

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71º dia

Dezembro 24th, 2008 por João Anacleto

Continuemos o comparativo, sem ser tendencioso, hein?

Design (arquitetura e construção)

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Olhe bem para os dois carros. Qual lhe parece mais belo? Quem está mais adequado? Isso é a arquitetura do design. Entre no carro, olhe à sua volta. Abra o porta-malas, veja o espaço, os recortes laterais. Sinta como ele “torce” a carroceria a cada curva. Pense no efeito rolling. Você se sente seguro? Isso é a construção. Sendo assim, agrada-se gregos e loganos, ou melhor, troianos, desculpe. Afinal, o carro da Renault pode perder por um lado, mas ganhar por outro. Mas considere esta frase dita por Sérgio Habib, então diretor geral da Citroën do Brasil: ”Argentino é que compra carro bom, brasileiro primeiro vê se o carro é bonitinho”. Ele disse isso para se referir ao sucesso da Citroën no mercado argentino ser maior que por aqui. E eu retruquei. “Mas o C3 não é bonitinho?” E Habib emendou que “esse carro vende bem no mundo inteiro”. Vende-se o peixe de acordo com o papel que se tem para enrolá-lo, não?

Assim, à primeira vista, depois à segunda e até à décima, você achará o Voyage mais belo. Por quê? Pelo simples motivo de ele ter um desenho projetado e desenvolvido para o mundo capitalista do novo século. Enquanto isso, o Logan , apesar de ter sido lançado em 2004, foi desenhado pela romena Dacia. Esta infelizmente ainda traz nos traços artísticos a herança do período no qual ficou relegada aos caprichos da ex-URSS, dona da cortina de ferro que fechava os olhos de parte do leste europeu ao ocidente. Hoje ele é produzido em mercados marcados pelo apelo ao preço em vez da modernidade, como Marrocos,  Colômbia, Irã, Rússia, Índia e a própria Romênia. Sim, sua plataforma é moderna, o Logan roda sobre a mesma estrutura que equipa o Nissan Micra e o Renault Modus (este sim um carrinho que nós merecíamos). Mas, por fora, ele é de doer.

Mas o fato é que… Bom, eu não vou falar. Mas meu amigo Fernando “Bocão” matou a charada quando me viu dirigindo o sedã. “Putz, esse carro parece aquele Fiat Prêmio que sua mãe tinha, lembra?”. Caí na risada, o convidei para entrar e mostrei que não era bem assim. Ele é muito melhor que o Premião Azul Florença. A vantagem é que ele nasceu para ser sedã, ao contrário do Voyage, que é derivado do Gol e ganhou uma traseira. Em suma, os traços do VW são bem mais atuais que os do Renault. Uma linha de cintura alta, que corre em linha ascendente da dianteria para a traseira. A impressão de frente baixa e traseira alta sugere certa esportividade até. Impossível de ver isso no Logan. O romeno-brasileiro é racional demais. Não passa emoção alguma.  Tudo bem, alguém aqui vai jogar uma pedra dizendo que “ele falou que o Voyage ganhou porque acha mais bonito”. Tudo bem, eu e torcida da China. Apesar de achar a traseira do VW ”a cara” do Corsa Sedan, afirmo que basta ter um mínimo de bom senso para dizer qual é mais atual. Ou não?

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Quanto à construção, o Logan se dá melhor, mas é por pouco. Ele é bem agradável de dirigir. Robusto, tem um conjunto de suspensão que agüenta firme o tranco do dia-a-dia. Passa sem transmitir a dureza de buracos e valetas. Não vai mal nas curvas, resultado da boa largura e do excelente entreeixos. A sensação do Voyage é que ele tem mais molejo, a carroceria “rola” mais nas curvas, sem ser “cremosa” demais como no Fiat Siena, por exemplo. É mais agradável de conduzir e também encara os buracos com tranquilidade.

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Mas há ainda um outro lado. Quando você senta no Logan ou no Voyage, sente a diferença de atmosfera. A posição de guiar é inclinada, você dirige apoiado no volante, sensação igualmente tida no Chevrolet Classic e no Gol antigo, o G4, carros que compactuam o raciocínio de construção dos anos 1990. E isso independe das regulagens, que no Logan só existem para a altura do assento. Altura do volante? Profundidade? Nem como opcional. No Voyage, a primeira é de série e a segunda e a terceira custam R$ 405. Vale a pena pagar por isso.

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Indo ao porta-malas, que faz parte da construção de um carro, nova vantagem para o Logan. Essa, um pouco maior. No compartimento dele (510 litros) cabem 30 litros de bagagem a mais (uma mochila média). No entanto, assim como no criticado Voyage, os braços responsáveis pela abertura são em “V”, invadindo o compartimento quando fechado.

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A vantagem do Logan se estende quando nota-se a posição do estepe, mais adiantado do que no Voyage. Caso você tenha muita bagagem, não precisará tirar toda para remover o estepe. No VW sofrerá mais. Contudo, no Renault não há abertura interna da tampa. Sempre que precisar abrir terá de levar a chave. No Voyage isso é de série e ainda há a opção de um controle remoto na chave. E a tampa ergue-se sozinha.

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No geral, vitória do Voyage.

Voyage 3 x 2 Logan

Segurança

Para quem achou que seria “mais do mesmo”, parabéns. Claro, porque segurança é uma só, como a sua vida também é. Faço minhas as palavras do piloto Ingo Hoffmann durante um curso de pilotagem o qual tive o prazer de realizar. Num dos exercícios fazia-se a frenagem, vindo a 80 km/h em piso molhado, com e sem ABS. A diferença era “apenas” um giro de 360º quando o equipamento estava desligado. “Deveria ser proibido vender carro sem ABS, isso beira a irresponsabilidade. A segurança ativa além de salvar a vida pode evitar o próprio acidente”, afirmava Ingo, contestando uma afirmação de que o ABS era menos importante que o air bag.

Vale dizer isso porque no Logan 1.6 8V não há a opção de freios com ABS. Ele traz como itens opcionais, de acordo com o www.renault.com.br, os seguintes itens: rodas de liga leve (R$ 660) e o Expression Pack (R$ 6 370), um pacote promocional que inclui direção hidráulica (R$ 1 800), ar-condicionado (R$ 3 560), travamento elétrico das portas com controle remoto e sistema CAR e a bolsa inflável apenas para o motorista (R$ 1 470). A bem da verdade ele tem boa visibilidade lateral e traseira, apesar dos retrovisores terem área menor que os do Voyage e repugnantemente servirem para os dois lados do carro. Isso mesmo, não há “retrovisor esquerdo”, por exemplo. A mesma peça se encaixa dos dois lados. Tudo bem, isso reduz os custos da produção e do carro, mas acho que não é dessa vertente “visionária” que precisamos.

Já o Voyage traz ambos os itens em seu portifólio. Mas o preço é bem salgado. O ABS custa R$ 3 010 e o airbag duplo, que terá de vir acompanhado de seu volante específico, sai por R$ 2 145. É caro, mas vale a pena pensar no outro dia. No mais do mesmo. No mais da sua vida. Com segurança, apesar dos R$ 5 155 desse “conjunto”, peque pelo excesso. Seguem abaixo os números do teste de frenagem, para que você mesmo comprove a diferença entre ter ou não ter o sistema anti-travamento.

Logan

60 km/h a 0 - 19,3 m

80km/h a 0 - 35,0 m 

100 km/h a 0 - 58,8 m

Voyage

60 km/h a 0 - 14,7 m

80km/h a 0 - 25,2 m 

100 km/h a 0 - 40,6 m

Vitória do Voyage

Voyage 4 x 2 Logan   

Acabamento (inclui ergonomia e ruídos)

Este parece ser o maior alvo de críticas do Voyage. Ninguém gostou do formato, do desenho nem como os equipamentos estão dispostos no carro. É porque vocês não conhecem o Logan. Para começar, o Renault tem chicote elétrico central, o que acaba com qualquer forma decente de se projetar os botões dos vidros elétricos, desembaçador, ar-condicionado, faróis de milha (se houver), tudo num mesmo lugar. Esta versão não traz a opção de vidros elétricos atrás. É na manivela. Vale a ressalva de que no Voyage o motorista também tem de ir ao painel para acionar os vidros traseiros. Mas cada porta tem o seu botão respectivo.

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Quanto ao acabamento do painel interno das portas, essas versões intermediárias se equivalem. Muito plástico e pouco tecido para o motorista. Ruins, só que no Logan o porta-objetos lateral é melhor posicionado. Ambos os tecidos dos bancos não são lá essas coisas, mas no Renault, os dianteiros são ligeiramente mais confortáveis, contudo são mais curtos que no do VW. Diferença de 1 cm tanto no dianteiro quanto no traseiro. Você nem percebe.

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O Logan testado está com 12 500 km. E nas borrachas dos vidros traseiros (na parte inferior onde se junta à porta) estão onduladas, isso ou é fruto de um material com baixa qualidade ou o carro ficou exposto de sol a sol antes de chegar às nossas mãos. Alternativa A? No VW, a mesma borracha é mais espessa, sem ondulações, por enquanto. Ambos consoles centrais estão longe de serem elogiados. O acabamento é espartano e as entradas de ar redondas lembram o Celta (lançado em 2000), carro que não é exemplo de “beleza interior”. O painel de instrumentos do Voyage é melhor resolvido e seu i-System (apesar dos pesares elétricos) agrada mais aos olhos do que o letreiro de relógio digital (lembra do Timex Ironman?) que vem no “computador de bordo” do Logan. O Renault também peca pela extrema simplicidade do conjunto, todo preto e branco, sem contornos que evidenciem com clareza cada instrumento, além de ser mais profundo dentro da peça. No Voyage ele lhe parece mais claro, chama sua atenção. Não se pode esquecer de relatar um detalhe, que não parece, mas incomoda. Quando você acelera o Logan com a marcha engatada, a haste do câmbio vibra a ponto de se mexer. Situação que não se vê no VW.

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Por fora, o acabamento do VW também é melhor. Repare nas fotos lá em cima como as emendas das portas são mais justas do que no Renault. Repare na largura da emenda entre a tampa do porta-malas de um e de outro. Esse é um trabalho duro de resolver depois do carro pronto. É claro que há certa tolerância milimétrica na produção, mas isso culmina em diferença no coeficiente de rigidez estrutural de um carro para o outro, na mesma linha de produção e, principalmente, no nível de ruído, uma vez que uma fenda mais larga causará mais atrito com o ar que passa e se infiltra por ela. Por falar nisso, eis os números do teste de nível de ruídos.

Logan (em decibéis)

Ponto Morto - 44,8 db

50 km/h em 3ª - 61,3 db

80m/h em 4ª - 66,8 db

100 km/h em 5ª - 69,5 db    

Voyage (em decibéis)

Ponto Morto - 43,1 db

50 km/h em 3ª - 60,2 db

80m/h em 4ª - 63,4 db

100 km/h em 5ª - 68,4 db    

Vitória do Voyage.

Voyage 5 x 2 Logan

Amanhã não haverá post, devido ao feriado do Natal. No dia 26 compararemos manutenção (cesta de peças), reparabilidade e custos (IPVA, seguro, preço). 

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70º dia

Dezembro 23rd, 2008 por João Anacleto

Desempenho, consumo e espaço interno

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Comecemos o embate (que se você achar que é tendencioso, por favor, não leia). O primeiro quesito a ser analisado será o desempenho. Que em um carro para o seu dia-a-dia pode ser como o futebol, “a coisa mais importante dentre as menos importantes”, já diria um famoso radialista.

Desempenho 

Afinal, ninguém precisa fazer de 0 a 100 km/h em 6 segundos para ir de um semáforo ao outro, concorda? Mas, no fim das contas, é um item que mexe mais no ego do dono ou do “torcedor” da marca X ou Y. Em carros como o Logan 1.6 8V Hi-Torque (95 cv e 14,7 kgfm de torque a 2 850 rpm, abastecido a álcool) e o Voyage Trend 1.6 VHT (104 cv e 15,6 kgfm a 2 500 rpm, também a álcool), a diferença é praticamente irrisória. Andando em qualquer um deles, você perceberá muito mais diferenças em acabamento, posição de dirigir e espaço interno do que na hora de pisar fundo.

Vamos aos números. Nos testes feitos pela revista CARRO e portal Carro Online na pista de provas da TRW, em Limeira, SP, os itens aceleração e retomada são medidos em quatro passagens, sendo divulgada a melhor dentre elas e não a média. Eis os tempos, afinal, neste caso não há muito o que explicar. Os números falam por si só.

Acelerações - Logan

0 -40 km/h - 2s7 em 15,7 m

0 - 60 km/h - 5s3 em 51,4 m 

0- 80 km/h - 8s3 em 109,7 m

0 -100 km/h - 12s7 em 217,5 m

0- 120 km/h - 19s2 em 420,4 m

0 - 400 m - 18s8 a 118 km/h

Acelerações - Voyage

0 -40 km/h - 2s6 em 14,5 m

0 - 60 km/h - 4s7 em 43,0 m 

0- 80 km/h - 7s3 em 95,4 m

0 -100 km/h - 11s1 em 188,3 m

0- 120 km/h - 15s7 em 331,0 m

0 - 400 m - 18s1 a 125 km/h

Retomadas -  Logan

40 a 100 km/h (3ª marcha) - 11s4

60 a 120 km/h (4ª marcha) - 17s4

80 a 120 km/h (4ª marcha) - 12s5 

Retomadas -  Voyage

40 a 100 km/h (3ª marcha) - 11s0

60 a 120 km/h (4ª marcha) - 16s5

80 a 120 km/h (4ª marcha) - 11s2

Caso o nosso aparelho de medições não seja “tendencioso” como muitos acreditam, a vitória do Voyage é clara. Contudo, os números do Logan foram muito bons. Mesmo com 9 cv a menos, ele ficou pouco para trás. E mostrou agilidade em baixas rotações. Seu principal problema é o “buraco” de força que existe da 3ª para a 4ª marcha. Apesar de tal marcha ímpar já ser um tanto longa, ele sofre mais para desenvolver velocidades acima dos 120 km/h. Foi feito claramente para agradar na cidade, não na estrada. Já o Voyage é mais equilibrado. Seu câmbio também tem 4ª e 5ª marchas mais longas que o usual, contudo a elasticidade do motor 1.6 VHT faz dele muito agradável em retomadas a altas velocidades, acima dos 100 km/h. Isso tudo sem decepcionar na cidade, já que seu torque chega em 2 500 rpm. Antes do Logan, que traz a palavra “torque” até no nome, mas não acompanha o VW em nenhum dos dois percursos.

Voyage 1 x 0 Logan

Consumo

Em nosso teste específico de consumo, rodamos um percurso de 65 km na cidade e 137 km na estrada (o trecho de ida para a pista de testes em Limeira, SP). Em trecho rodoviário, procuramos manter a velocidade entre 100 km/h e 120 km/h (limite da rodovia utilizada), em 5ª marcha, tentando fazer a viagem parecer a mais adequada à realidade. No caso do Voyage, as médias diferem das alcançadas no teste dos 100 dias , já que cada um que anda no carro não faz o mesmo trecho do teste. Eis as médias com álcool:

Logan  

Cidade - 7,4 km/l - Estrada 10,6 km/l - Média - 9,0 km/l

Voyage

Cidade - 7,1 km/l - Estrada 11,0 km/l - Média - 9,1 km/l

Com tal diferença não há como apontar vencedor. O que vale é que quem comprar qualquer um dos carros terá médias bem parecidas de consumo, independente do trecho a percorrer. Empate!

Voyage 2 x 1 Logan

Espaço interno

A nova geração do Gol inovou tanto por fora quanto por dentro. Sendo assim, o Voyage traz os mesmos elogios do hatch quanto ao espaço interno. Mas nessa categoria ninguém é páreo para o Logan. Até sedãs médios levam uma lavada do pequeno francês. Não há quem entre no carro e deixe de se impressionar com o espaço para a cabeça, pernas, ombros e joelhos. Três adultos sentados atrás, ambos com mais de 1,80m, não sofrerão de claustrofobia a bordo do Renault (primeira foto abaixo). O teto alto, os assentos posicionados quase na mesma altura, tanto na frente quanto atrás, e a largura do carro 9 cm maior do que no VW (1,65 m contra 1,74 m) lhe dão a acachapante vitória. Isso sem falar do espaço entreeixos, infinitos 17 cm maior no Logan (2,63 m contra 2,46 m).   

dsc09065.JPG

dsc09066.JPG 

Para quem gosta de números e para provar que não é por esses elogios que a Renault vai nos brindar com anúncios, como alguns binariamente pensam, na revista CARRO damos a nota de espaço interno em 10 medidas. Entre elas calculamos o espaço entre o assento e o teto, na frente e atrás, a largura do habitáculo, espaço médio entre o volante e o encosto do banco do motorista, distância entre os assentos, etc. O Logan acumulou 642 cm contra 637 do Voyage. A pequena diferença se dá porque o VW é mais equilibrado, dando bom espaço aos ocupantes na frente e atrás, enquanto o Logan privilegia claramente quem vai sentado no banco traseiro. Ponto para o Renault.

Voyage 2 x 2 Logan     

Amanhã falaremos sobre design, acabamento e segurança  

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