Teste dos 100 dias - Kawasaki Versys Tourer

Preparando para parar

(87º, 88º, 89º e 90° dias) Fala ai pessoal! Tranquilo? Estamos de volta!

Dessa vez, esse será um post curto e sem muito que dizer. A moto segue em suas condições bem precárias e hoje entramos em contato com os responsáveis da Kawasaki para solicitar a sua revisão.

Eles nos pediram para que mandássemos um e-mail com os itens que deveriam ser trocados. Além daqueles do tombo, que vocês já puderam ver a alguns post atrás, adicionamos um par de pneus e pedimos para que verificassem as pastilhas da Versys.

Andamos muito pouco com a motocicleta desde a última postagem, então, não há novos dados de consumo, ou muito que se falar. Assim que obtivermos uma resposta da marca japonesa, iremos divulgar o dia em que a moto será encostada, os custos de revisão e os individuais de cada um dos itens.

Diário de bordo

Km inicial: 1 825 km

Km rodados no teste: 6 290 km

Km total da moto: 8 115 km

Combustível consumido: 329,8 litros

Último consumo: 24,3 km/l na estrada

por lucas Paschoalin

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Novas percepções

(85º e 86° dias) Na última terça-feira, 24, recebi das mãos do Lucas Paschoalin, nosso supervisor de testes, as chaves e o documento de porte obrigatório da Kawasaki Versys Tourer para andar, observar e fazer novos comentários sobre a motocicleta.

Como ele mesmo já disse em outro post anterior (mas eu ainda não tinha sentido), o pneu traseiro está no seu limite extremo, o que torna a condução diferente. Com uma calibragem mais baixa, a instabilidade torna-se mais clara. Com a calibragem recomendada pela fábrica, a estabilidade é maior, mas ainda assim bem diferente do início do nosso teste pela falta de borracha. Com relação ao pneu dianteiro, ele já dá sinais de cansaço, mas ainda não interfere tanto no comportamento da moto.

A luz espia do pisca esquerdo "dedurou" que o indicador de direção traseiro parou de funcionar

Nesses dias de andanças com a Versys, o painel foi ao mesmo tempo um vilão e um aliado. Primeiro, a parte chata da história. Não tinha notado até então, mas o belo painel vibra com uma intensidade alta, no meu ponto de vista acima do aceitável. Porém, foi ele o parceiro ao avisar que o pisca traseiro esquerdo parou de funcionar. Pelo visto, a lâmpada queimou. Por ser um item de segurança, vamos arrumá-lo o mais rápido possível.

O pisca traseiro esquerdo da Kawasaki Versys Tourer custa: R$ 129,44

Por fim, outra surpresa (desagradável) foi ver o rompimento do parafuso que envolve o cabo da embreagem. Assim, o cabo saía do lugar e tornava o acionamento mais difícil. A embreagem “baixava” muito e ficava com o funcionamento irregular. Com um pouco de jeito, reposicionei o parafuso para normalizar o problema, até fazer a parada para a sua substituição.

É assim, o tempo passa, os quilômetros vão se acumulando e pequenos contratempos acabam surgindo. Mas, ainda bem, nada grave e que tire o sono. Vamos em frente porque ainda temos tempo com essa máquina fantástica.

Até mais.

Diário de bordo

Km inicial: 1 825 km

Km rodados no teste: 6 182 km

Km total da moto: 8 007 km

Combustível consumido: 329,8 litros

Último consumo: 24,3 km/l na estrada

por Vinicius Piva

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Visão do mercado

(81º, 82°, 83º e 84° dias) Sabemos que o mercado nacional de motocicletas está a todo vapor. Por isso, fizemos um pequeno gráfico com a trajetória da Kawasaki Versys  durante o ano de 2011, para que você, leitor, possa ver a evolução desse modelo.

Também fizemos uma pequena tabela com as dez primeiras colocadas da categoria no ano, em que a Versys ocupa a sétima posição.

Obs: Essa soma inclui todas as motocicletas Versys, ou seja, estão inclusas as versões: Versys Standard + Versys ABS + Versys Tourer ABS.

Gráfico de venda mensal da Kawasaki Versys

 Acumulado do ano e Top 10 da categoria maxitrail

A Versys ocupa a 7ª posição entre as motos maxitrail

 

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Voltando para a rotina!!!

(80º dia) Opa! Tá na hora de acordar!

O despertador tocou, mas ativamos o modo ”soneca” para ganhar um tempinho. Devido a isso, e a chuvinha boa para um descanso, a demora para entrar novos comentários no blog. A tentativa de realizar as medições do segundo post sobre os acertos de suspensões continuam, mas São Pedro não está colaborando, por isso ainda não temos os números. Para compensar esse período de vazios, esta semana tentaremos dar um gás aqui no blog, e atualizar tudo o que deixamos passar.

No mês passado, batemos o recorde de rodagem com uma moto dos 100 dias. Foram percorridos exatos 2 687 km com essa “Kawasakizinha”, que deu os primeiros sinais de que está na hora de trocarmos alguns de seus componentes. Para começar, quem está no seu limite máximo é o pneu traseiro. Com um total de 7 667 km, esse Dunlop apresentou um desgaste rápido. A parte central do pneu já está em condições perigosas.

O parafuso de regulagem do cabo de embreagem quebrou. Até agora não tivemos problemas com sua regulagem, mas precisa ser trocado em breve. A intenção é colocarmos a Versys para fazer uma boa revisão logo mais, e depois passarmos um pouquinho dos 100 dias para compensar os dias de chuva que nos prejudicou e a correria dos dois últimos fechamentos.

Nesse tempo em que ficamos sem postar informações, peguei um fim de semana de loucura e fiz um bate-volta para Marília, interior de São Paulo. Embora a distância seja de 1 000 km (ida e volta), a viagem em si foi bem tranquila. Apesar de ser um percurso cansativo, foi bom para explorar o que a Versys tem para nos oferecer quando o assunto é conforto. A postura do motociclista sobre a moto é muito positiva, e com os braços altos e o banco largo, é possível seguir viagem por muito tempo. Com uns 380 km é possível sentir uma pequena deformação no banco, mas nada como uma levantadinha para descansar.

A bolha da Versys poderia ser mais eficiente. Para ser bem sincero, não senti muita diferença naquele ajuste de altura desse equipamento. O vento causa pequenas turbulências ao longo do percurso.

A ciclística da Tourer é muito boa. As curvas que vinham pela frente sempre eram diversão garantida. Firme, a motocicleta não passa nenhum susto ao piloto.

Com longos trechos de retas, consegui fazer consumos bons e outros muito… ruins. Entre a maior parte do tempo, o consumo da moto se mantinha próximo dos 25 km/l. Porém, em um momento de frio e cansaço, o desespero foi maior, e tive que acelerar um pouco para diminuir o tempo de viagem. Nessa hora o bolso sentiu mais do que meu cansaço quando fiz as contas e a motocicleta apresentou o triste número de 10 km/l.

Bom, ainda nesta semana teremos mais informações da Kawasaki Versys Tourer. Um abraço e até mais!

Diário de bordo

Km inicial: 1 825 km

Km rodados no teste: 5 842km

Km total da moto: 7 667 km

Combustível consumido: 315 litros

Último consumo: 24,3 km/l na estrada

por Lucas Paschoalin

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Suspensões (parte 1)

Como de costume nessa época do ano, São Pedro fez faxina no céu e mandou água com vontade. Some a isto um resfriado no meu filho, parceiro de viagem com a Kawasaki Versys 650 Tourer e a quilometragem do fim do ano foi por água a baixo, sem trocadilhos. Mas não desanimei, e como primeiro post (que vou dividir em duas partes), falo agora das suspensões dessa Kawasaki, que com alguns ajustes, possibilitam uma grande diferença de comportamento.

Monoamortecedor Traseiro da Kawasaki Versys

 Começando pelo monoamortecedor traseiro, sua regulagem de pré-carga pode ser manipulada facilmente graças a sua posição. Depois de alguns testes, para uma pilotagem confortável optamos pela terceira posição de pré-carga partindo da mais rígida (degrau mais alto). Esse ajuste casou perfeitamente bem com a regulagem hidráulica da suspensão dianteira, que apesar de estar em apenas uma das bengalas (atuando mais em retorno do que compressão), funciona de forma efetiva. Nessa vareta, partindo de tudo fechado, colocamos 2,5 voltas.

Ajuste da suspensão dianteira da Kawasaki Versys

Por último, e mais complicado, tratamos de amolecer também a pré-carga da mola dianteira. O problema dessa regulagem é a rosca sem fim, que não possibilita um ajuste preciso. No nosso caso, utilizando uma chave “L” 19, soltamos toda a mola (virando para o lado esquerdo) e depois aplicamos duas voltas de pré-carga.

Analisando o quanto a suspensão está trabalhando

 O resultado final dessa combinação de ajustes foi uma Kawasaki Versys mais confortável e receptiva para o nosso asfalto ruim. Em relação ao setup que nos foi enviado, a moto aceita melhor as ondulações e castiga menos os ocupantes. Nessa semana vamos fazer mais alguns ajustes para passar a vocês o setup esportivo e também as medidas de frenagem obtidas em ambas as regulagens. Não é comum falar disso, mas o ajuste de amortecimento influencia bastante o comportamento e rendimento de frenagem. Mas esse é um assunto para o próximo post! Até mais…

por Rafael Paschoalin

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Pela estrada

Até então, eu só tinha andado na Kawasaki Versys Tourer nas ruas de São Paulo, SP. E como já relatei em um post tempos atrás, ela se saiu muito bem. Nesta época de festas, resolvi testá-la em um novo ambiente. Fiz as malas junto da minha mulher e partimos rumo a Pirassununga, SP, pouco mais de 200 km da capital paulista, para passar o Natal com a família.
Tanque cheio, pneus calibrados, saímos ainda de manhã do dia 25 de dezembro no trajeto que incluía a rodovia dos Bandeirantes e na sequência a Anhanguera, até o nosso destino. Como estava com minha mulher na garupa e as malas laterais cheias, nossa viagem foi tranquila, para curtir a paisagem e o prazer de pilotar na estrada.
Por esse motivo, seguimos nosso caminho sem ultrapassar os 130 km/h, velocidade segura em meio aos poucos veículos que viajavam. Com a sexta marcha, pode-se chegar a esse patamar sem dificuldades e ainda garantir uma velocidade de cruzeiro estável, sem exigir muito esforço do poderoso motor de 650 cm³. Naturalmente, a sensação da moto é outra com garupa, tanque cheio e malas carregadas (lembrando que o limite é de 5 kg em cada uma delas). É possível senti-la mais pesada, mas nada que atrapalhe o desempenho como as retomadas e a aceleração.
Aproveitei para fazer a medição do consumo de combustível nos dois trajetos, na ida e na volta. No primeiro percurso, rodei 225 km, e o motor da Versys consumiu 18,1 km/l. Confesso que a margem agradou, diante das circunstâncias (peso e velocidade, como já mencionado). Esperava algo em torno de 16 ou 17 km/l. Na volta, o vento estava muito forte, por isso não passei os 115 km/h. O consumo aferido nesse segundo percurso foi de 16,7 km/l. Mesmo com a velocidade mais baixa que no primeiro trecho, o consumo foi mais baixo. Com toda a certeza, culpa dos fortes ventos que enfrentamos. Ainda assim, dentro do que eu imaginava.
Em um balanço geral, a experiência de pilotar a Versys na estrada foi bastante satisfatória. Força e potência de sobra, estabilidade e segurança nas curvas e conforto garantido tanto para o piloto quanto para o garupa. Nesse último quesito, ressalto o bom funcionamento da bolha frontal e dos protetores de mãos, que além do conforto por barrar o vento frontal, protegem dos inúmeros insetos que se desfazem nesses aparatos. Tudo isso para um consumo de combustível dentro do esperado.

Se eu tive um Natal cheio de alegria e paz, devo isso em partes a essa máquina da Kawasaki.

por Vinícius Piva

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Malas laterais

(35º ao 40º dia) Pessoal, primeiramente precisamos pedir desculpas a todos vocês.

Devido a minha viagem para a China e a correria para fechar a revista antes, não conseguimos postar no blog durante esses últimos dias.

No entanto estou de volta e os post também.

Bom, respondendo algumas dúvidas novamente, vou falar um pouco dos bauletos laterais da Kawasaki Versys Tourer, consumo das últimas semanas e novos probleminhas…

Como já havíamos dito uma vez, a Versys com as malas laterais alcança uma medida de 990 mm. Isso ultrapassa a largura do guidão, ou seja, trânsito jamais!

Os suportes da Versys são fixados na estrutura do chassi e muito para fora, logo, as malas são mal posicionadas, e impedem uma boa agilidade. Sua capacidade de armazenamento não é nada surpreendente, ficando na média de outros maleiros. Para se ter uma ideia do que cabe dentro, o máximo que consegui colocar dentro de uma única mala foi um macacão tamanho 52. Para isso, tive que dar aquele jeitinho, mas a mala fechou tranquilamente.

Cada mala deve pesar um pouco mais de 2 kg. Seu desenho é bem aerodinâmico e apenas com as malas o consumo não apresenta variação. A verdade é que o que pode fazer diferença é o peso a ser carregado mais o passageiro, mas, esse tipo de consumo ainda não foi feito por ninguém, mas já que estamos com as malas, tentarei fazer uma viagem com as malas e alguma acompanhante.

Sobre os probleminhas que falei, o parafuso de ajuste do cabo de embreagem se partiu ao meio. Tudo bem que isso não é um mega problema, mas ele atrapalha, principalmente, se precisarmos ajustar a regulagem. Ainda não trocamos essa peça, mas não pode passar dos R$ 5.

O consumo durante os dias ficou em torno dos 15,8 km/l  na cidade. Foram rodados dentro de São Paulo 293 km.

Essa semana ainda completaremos o blog com mais informações. O Rafael Paschoalin irá falar um pouco sobre ajustes de suspensões, e eu, até o final de semana, pretendo voltar aqui com informações de mercado cedidas pela Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares -, para falar de números de vendas da Versys e suas concorrentes.

Um abraço e até mais!

Km inicial: 1 825 km

Km rodados no teste: 3 080 km

Km total da moto: 4 905 km

Combustível consumido: 178,4 litros

Último consumo: 15,8 na cidade e 25,2 km/l na estrada

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A família está mais completa!

(31º ao 34º dias) Toda chegada de um novo integrante à família é um bom motivo para comemorar, não é verdade? Este post será um pouco diferente do que vocês estão habituados. Vou deixar de lado um pouco a pauta Versys dos 100 dias e lhes apresentar a mais nova integrante da família: Kawasaki Versys 1000.

Apresentada no Salão Internacional de Milão (EICMA) no início de novembro, essa nova maxitrail japonesa vem para deixar ainda mais disputado o mercado das grandes máquinas de luxo.  Diferente da sua irmã mais nova, o modelo 1000 vem equipado com propulsor tetracilíndrico no lugar do conhecido dois cilindros. Esse gerador de energia oriental é original da nossa velha conhecida Z1000, mas com algumas modificações para deixá-lo mais “tranquilinho”. Em vez dos 138 cv oferecido pela naked, os 117 cv a 9 000 rpm oferecem um controle mais fácil ao piloto. O torque oferecido pela maxitrail chega a 10,4 kgfm em 7 700 rotações por minuto.

A aventureira do outro lado do mundo conta ABS e controle de tração para disputar espaço com suas concorrentes. Duplos discos de 300 mm na dianteira e único disco na traseira de 250 mm são os responsáveis por parar a motocicleta.

A ciclística vem com boas armas para ser uma incômoda concorrente. O chassi de dupla viga de alumínio vem acompanhado com suspensões invertidas na dianteira, monoamortecedor na traseira, rodas de 17” vestidas por pneus 100% on-road. Apesar de se encaixar na categoria maxitrail, em que as motos possuem um estilo aventureiro para qualquer terreno, a Versys não esconde sua preferência pelo asfalto.

Ainda não sabemos qual será o preço dessa máquina e nem quando ela chega ao Brasil, mas, certamente, espaço para esse modelo tem de sobra. Torcemos também para que o preço não fuja da realidade brasileira.

Bom, esse post termina aqui. Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais da família Versys.

Um abraço

por Lucas Paschoalin

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Acidentes acontecem!

(30º dia) Um acidente é um evento indesejável e inesperado que causa danos pessoais, materiais (danos ao patrimônio), danos financeiros e que ocorre de modo não intencional. É com essa introdução etimológica da palavra acidente que inicio com certo pesar esse post.

Após uma forte pancada de chuva ocorrida no final de tarde em São Paulo ontem (29), decidi ir com a Versys para casa. Percorri exatos 1,8 km e cheguei à Av. Adolfo Pinheiro, onde parei em um semáforo para fazer uma conversão à esquerda. A luz verde se acendeu e, como me localizava bem à esquerda da pista, fiz a conversão fechada, mas repentinamente a dianteira da Versys escapa do asfalto e vai ao chão. Eu nem cheguei a cair, apenas a moto saiu deslizando pela pista. Logo corri para tirá-la do chão e após dar uma boa olhada no local onde a roda dianteira havia deslizado, não encontrei nenhum vestígio evidente de óleo na pista ou de qualquer outra coisa que facilitasse tal escorregada. Minha velocidade no momento era de no máximo 30 km/h, pois havia acabado de arrancar com ela e não tinha percorrido mais do que cinco metros. A única conclusão que pude obter foi que não dá para confiar no pneu dianteiro fazendo curvas um tanto quanto fechadas a 30 km/h com a pista molhada.

Bem, vamos à relação das peças danificadas e seus preços (lembrando que não há a necessidade de trocar quase nenhuma delas):

  • Carenagem Lateral esquerda : R$ 777,74
  • Adesivo “Kawasaki”: R$ 68,16
  • Adesivo “Versys”: R$ 49,56

Carenagem Lateral esquerda : R$ 777,74. Os adesivos da Kawasaki são cobrados a parte.

 

  • Aleta lateral prateada: R$ 295,48 

Aleta lateral prateada: R$ 295,48

  • Tampa esquerda do motor: R$ 396,16
  • Junta da tampa do motor: R$ 33,00

    Tampa esquerda do motor: R$ 396,16 + junta da tampa do motor: R$ 33,00

  • Pedal do câmbio: R$ 233,09
  • Borracha do pedal do câmbio: R$ 14,00

    • Pedal do câmbio e borracha do protetora: R$ 233,09 e R$ 14,00, respectivamente.

  • Total: R$ 1 867

Se estivesse pilotando sua concorrente direta, a BMW G 650 GS, os valores seriam:

  • Carenagem lateral esquerda: R$ 720,00
  • Tampa esquerda do motor: R$ 899,00
  • Pedal do câmbio: R$ 318,00

Total: R$ 1 937

Diário de bordo

Km inicial: 1 825 km

Km rodados no teste: 2 107 km

Km total da moto: 3 932 km

Combustível consumido: 124,4 litros

Último consumo: 14,9 na cidade e 25,2 km/l na estrada

por Derkian Mendes

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Tirando dúvidas

(25º e 29º dias) Fala pessoal do Blog, tudo bom? Esse fim de semana me reservei à Kawasaki Versys dos 100 Dias com um intuito: responder as dúvidas que vocês, leitores, vinham postando em nosso blog. Infelizmente, não sei se vou conseguir responder a todos os questionamentos, mas a intenção é fazer o máximo o possível.

Vou começar com as dúvidas mais antigas e virei de trás para frente. Logo na primeira semana, o Ricardo havia nos perguntado sobre o câmbio da Versys, e mais para frente o Fernando ressalvou isso. Podemos caracterizar o câmbio dessa motocicleta como algo pesado, e não duro. Quem tem o costume de trocar as marchas no tempo, percebe que a moto engata as marchas com muita facilidade, algo que não acontece com os modelos que possuem um engate duro. Em algumas situações, o câmbio da Versys já deixou de engatar 2ª e entrou em ponto morto, mas isso acontece com outras motos também. Ricardo, o câmbio da Versys é muito honesto. Seus engates são precisos em 98% das vezes. Seu escalonamento de marcha é muito agradável, já que a moto é elástica e sempre crescente.

Em um post do meu colega de trabalho Vinícius, o Gustavo Erivan nos questionou sobre a largura da Tourer com as malas laterais. Essa, sem dúvidas, é a minha maior decepção referente a essa motocicleta. A Versys chega a 990 mm com as bags e supera a largura do guidão de 840 mm. Como vocês podem ver na foto, isso nos trouxe problemas, pois ficamos enroscados algumas vezes.

As malas foram personalizadas pelas enroscadas

No dia em que estava indo para casa, dei uma carona para o Vini até a concessionária para ele buscar a sua moto. Como piloto, sinto que o passageiro fica um pouco alto, e se não estiver bem firme, atrapalha principalmente nos corredores. No entanto, quanto a conforto, vejam as palavras do Vinícius Piva: “Estar na garupa da Versys tem os lados positivos e negativos. Primeiro, vamos ao lado bom. O banco é largo e confortável. Fica-se bem à vontade, seja qual for o percurso. Outro ponto elogiável é a alça lateral para se segurar. Firme, segura e do tamanho suficiente para encontrar a melhor posição de apoio. No entanto, existem queixas. A altura é um entrave para subir na moto. E também a posição do pedal de apoio, alta demais para o meu gosto, e com vibração.” Essa era uma dúvida do Luiz Augusto, que espero termos ajudado.

No segundo post do nosso estagiário Derkian, ele comentou sobre os freios ABS. Particularmente falando, eu concordo que todas as máquinas deveriam sair de fábrica com esse sistema antiblocante de frenagem, mas, como eu não gosto dos freios ABS, acredito que todos eles deveriam ter a opção de modo on e off. Assim, quem comprasse o modelo já compraria segurança junto, ficando por conta própria o uso desse sistema. O ABS da Versys é muito bom. Menos incisivo que o de outros modelos, apresenta menos trepidações que os da BMW, por exemplo.

Para finalizarmos, a dúvida mais recente foi a do Maurício. Meu amigo, infelizmente não posso fazer um teste prático de passar na água com o modelo para não comprometermos a nossa avaliação. No entanto, tiramos a medida para se ter uma ideia do quanto a Versys seria capaz de resistir. Sem massa em cima da máquina, a altura da ponteira de escape fica 280 mm distante do solo. Se você pegar um pouquinho acima disso, é só não ter refluxo que não acontece nada. Ou seja, “na dúvida acelera!”.

280 mm separam o início da ponteira de escape do chão

Com todas as dúvidas esclarecidas, acho que só falta falar do consumo do fim de semana. Como disse o leitor Diego, precisávamos fazer o teste no Tiozão Modo ON. E assim foi. Velocidade máxima de 120 km por 381 km e a surpresa. Na hora de abastecer entrou 15,1 litros no tanque, o que nos deu a média de 25,2 km/l. Esse foi o melhor consumo feito em estrada até agora. Assim, acredito que algumas mãos estão pesadas demais, incluindo a do meu próprio pai que fez um consumo de 17,1 km/l indo para o Rio de Janeiro.

Km inicial: 1 825 km

Km rodados no teste: 2 103 km

Km total da moto: 3 928 km

Combustível consumido: 124,4 litros

Último consumo: 14,9 na cidade e 25,2 km/l na estrada

por Lucas Paschoalin

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