Medições e considerações finais
Conforme eu havia prometido no meu post anterior, e atendendo aos pedidos dos blogueiros de plantão, vou revelar uma parte da segunda e última medição do Fiat Punto ELX 1.4 realizada com 100% de álcool no tanque. Eis alguns resultados:
1ª medição
0-100 km/h = 14s8 em 260,8 metros
0-400 metros = 19s5
80-120 km/h (4ª marcha) = 15s2
ruído interno a 120 km/h (5ª marcha) = 69,0 decibéis
frenagem de 100-0 km/h = 41,0 metros
Consumo urbano = 8,2 km/litro
Consumo estrada = 10,3 km/litro
2ªmedição
0-100 km/h = 14s8 em 264,9 metros
0-400 metros = 19s3
80-120 km/h (4ª marcha) = 16s1
ruído interno a 120 km/h (5ª marcha) = 70,2 decibéis
frenagem de 100-0 km/h = 39,7 metros
Consumo urbano = 9,1 km/litro
Consumo estrada = 12,3 km/litro
Quer ver o teste completo? Confira na próxima edição da CARRO, que estará nas bancas no final do mês, a tabela comparativa na íntegra.
Minhas considerações:
Como proprietário de Fiat — tenho um modelo Palio ELX 1.3 — fiquei ansioso com a chegada do Punto. Afinal, trata-se de um modelo de sucesso na Europa, onde por coincidência tive o primeiro contato com o carro. Seu desenho, inspirado no Maserati, me agrada. É um carro bonito, sem dúvidas. Quanto ao espaço interno, confesso que esperava mais do modelo. Acho que quem vai no banco traseiro se sente apertado, isso sem falar no tamanho do porta-malas que é pequeno. Gosto da posição para o motorista, o banco veste o corpo e o formato do volante oferece boa pegada. O acabamento me agrada, mas acho que a Fiat deveria caprichar mais na escolha das peças plásticas. Quanto ao motor, concordo com a maioria das opiniões: ele é fraco e isso incomoda! Em relação ao seu funcionamento áspero não tenho queixas, acho até que ele dá um toque de esportividade ao acelerar (faz lembrar o Alfa 166). O consumo com álcool é razoável em comparação a gasolina, mas ainda assim acho que o Punto não pode ser considerado gastão. Por fim, para um carro recém-lançado e com cerca de 20 000 km rodados o “nosso” Punto apresentou muitos defeitos. O principal deles, no ABS, grave! Fora alguns defeitinhos de acabamento e na parte elétrica que deram trabalho. Espero que a partir do segundo ano de fabricação a Fiat reveja esse pontos antes de comercializar o modelo. Em relação ao câmbio, que no final do teste apresentou dificuldades de engates, não se trata de um defeito do sistema. A explicação é simples: durante os testes da segunda medição de pista, quando as trocas das marchas precisam ser feitas de maneira rápida, o trâmbulador da alavanca de câmbio sofreu um desajuste na peça. Por isso a dificuldade de engates citada pelo editor Gerson Campos. Um caso isolado. Em uma situação nornal de uso isso não deve acontecer.
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Fevereiro 20th, 2008 at 7:32 pm
O carro do teste realmente foi premiado, por ter alguns “defeitos isolados” (ABS, cambio, sensores que demoram a acionar o limpador de parabrisas e faróis), o que indica má controle de qualidade por parte da Fiat. A melhor opção é aguardar mais um tempo para os interessados adquirirem o modelo. O amaciamento do motor apenas melhorou o consumo e sem alterar o desempenho.
Fevereiro 20th, 2008 at 7:58 pm
Angelo, na minha opinião,troca rápida, ao contrário do que você disse, é situação normal de uso. Eu gosto de acelerar fundo e trocar marcha rápido (no limite das rotações!!) em saídas de pedágio, por exemplo. Nos carros que tive (Palio, Gol, Golf, Astra, Peugeot 206) isso nunca desajustou trambulador. Trata-se de fragilidade do Punto, com certeza.
Fevereiro 20th, 2008 at 8:07 pm
Fernando, no Palio também faço trocas rápidas e nunca tive problemas. Ah, e olha que estou em meu terceiro Palio! Mas sei que não é incomum ocorrer desregulagem no trambulador quando se usa o carro “no limite” o tempo todo. Por ter passado pela mão de mais de 20 jornalistas, não me parece difícil que tenha ocorrido este problema. Já viu carro de empresa, que diversos funcionários utilizam? A maioria tem câmbio duro e com dificuldades para entrar alguma marcha. Estamos falando de Gol, Palio, Corsa. Já vi todos estes com o mesmo problema no trambulador. Em comum, o fato de serem carros usados por muita gente, em situações críticas - carro de empresa. Pois o Punto passou exatamente por isso. E mesmo que você dirija esportivamente, já sabe como fazer a troca com precisão, conhece o carro. É uma situação bem diferente. Para finalizar, não podemos dizer que o carro tenha um “problema crônico” se o mesmo foi detectado em somente um carro.
Fevereiro 20th, 2008 at 9:03 pm
Fizeram uma avaliação pra saber o atual preço que a concessionaria pagaria nele, como no teste do C4 pallas? fiquei curioso hehe
Fevereiro 20th, 2008 at 9:05 pm
Fernando e Felipe
Eu trabalho em montagens industriais, geralmente em lugares de dificil acesso e uso Palios alugados para locomoção.
Como são alugados, é lenha nos carrinhos todo dia em estradas ruins. Não troco o Palio por Celta, Gol, Corsa outro similar.
Normalmente nestas obras utilizamos de 20 a 30 carros alugados e nunca ouvi um comentário de alguém ter desajustado o trambulador do cambio.
Quebrar a caixa em pedras na estrada sim, mas desajustar trambulador?
Troquei o meu Astra no Punto HLX. (até agora só problemas relaconados com os vidros e problemas de acabamento(borrachas e batentes mal fixados)
Fevereiro 20th, 2008 at 9:23 pm
Angelo, a informação passada anteriormente era de o 2º teste havia sido feito com 100% GASOLINA e não ALCOOL, como informado agora. Qual está correto?
Fevereiro 21st, 2008 at 8:35 am
Pela relação peso x potencia foi louvavel o 14,8s no 0-100.
O problema do trambulador é sorte, quero dizer azar, pode acontecer com qualquer carro.
Fevereiro 21st, 2008 at 8:53 am
Emerson e Felipe,
Duvido que o problema no trambulador do Punto de teste tenha sido causado pela simples troca rápida de marchas, no limite. Com certeza foi mal uso ou falha de projeto e/ou fabricação. Para trocar marcha rapidamente, não é necessário emprego de força, por exemplo. É possível trocar rápido, mas com suavidade. Mas, se a alavanca for tratada como o cabo de uma enxada, os problemas certamente ocorrerão ;). E olhe que minha experiência automobilística total é de mais de um milhão e meio de quilômetros, dirigindo esportivamente carros de várias marcas. Nunca regulei ou troquei um trambulador em toda a minha vida.
Fevereiro 21st, 2008 at 9:25 am
Caros blogueiros, eis algumas respostas:
Para Fernando/Reinaldo: Respeito a sua opinião, mas quando digo troca de marchas rápidas é em situação de testes, no campo de provas, onde “todas” as marchas são passadas com giro alto (6 500 rpm).Não acredito que você faça igual em saída de pedágio com “todas” as marchas no limite, como disse. Por isso, não afirme que o sistema do Punto é frágil.Para finalizar, Reinaldo, por pior que a estrada seja, ela não exige do trâmbulador como em uma condição de testes, onde as trocas de marchas são feitas exaustivamente;
Para Emerson: Também realizei o teste com gasolina. Porém, como muita gente reclamou, dizendo que teria que ser feito como na primeira medição, vamos publicamos apenas os números com álcool;
Para Fernando: Para quem já dirigiu mais de um milhão de quilômetros, como você mesmo disse, me admira a sua afirmação. Trocar de marchas rapidamente em situação de testes é completamente diferente de trocar de marchas “suavemente” na rua. Convido você a participar de um teste com a gente, lá você verá como é trocar de marcha rápído. Por fim, tenha a certeza: aqui na redação não costumamos fazer mal uso de carro de testes.
Um abraço,
Angelo
Fevereiro 21st, 2008 at 10:16 am
Angelo Treviso Neto
Creio não ter sido claro. Vou descrever melhor.
Situação: 110km de estrada de chão toda manhã com reduções para 2 a cada 2km e esticadas a 130km/h depois disso. Isto durante um período de 14 meses. Quando eu falo em “lenha no carro” é tocar até o giro de corte em cada marcha (os Palios que eu usei não tinham conta-giros, portanto não sei a rotação, mas a troca da 2 para 3 em ~72km/h (medição de velocímetro).
Creio que você não conhece Eng. de Obras, para saber como nós dirigimos.
Quanto à afirmação de fragilidade do cambio do Punto, ainda não tenho opinião pois o meu ainda está novo e estou passando as marchas em 4000 rpm por enquanto e não creio ser vantajoso ir muito além de 5000rpm em motores 8 válvulas pois a curva de torque do motor cai rapidamente após isso e não ocorre mais aceleração significativa. Estou usando o exemplo do Astra 2.0 e Palio 1.8R para este exemplo.
Eu estava elogiando a resistência do conjunto do Palio quando falei sobre a durabilidade do cambio da Fiat.
Fevereiro 21st, 2008 at 11:13 am
Outro fato que chama a atenção é o aumento de 1,2 decibéis em um carro com apenas 20.000 Km rodados em estradas e ruas asfaltadas. Um aumento considerável já que a escala é logarítmica.
Fevereiro 21st, 2008 at 11:18 am
Caro Angelo,
Não foi minha intenção dizer que os pilotos de vocês tenham “braço duro” ou tratem o câmbio como cabo de enxada. Desculpe se minha mensagem deu margem a este tipo de interpretação. O que eu quis dizer é que, se não foi mal uso, foi fragilidade do sistema.
Meu percurso diário atual é São Paulo - Campinas - São Paulo, feito num Peugeot 206 1,6 16v. A cada saida de pedágio, estico, desde a segunda marcha, até +/- 6.000 RPM (que é aproximadamente a rotação de potência máxima do meu carro). Diariamente, de segunda a sexta. Isso fora as saídas de semáforo, para apavorar os donos de Golf e Astra ;). E reafirmo o meu ponto: é possível dirigir esportivamente, trocando marchas depressa, no limite de rotação, sem maltratar o câmbio. Tudo com suavidade e precisão. Lembra do Alan Prost? Pilotava mal, não? Pois ele deu diversas entrevistas dizendo exatamente isso, que dá para preservar o equipamento numa pilotagem. Conhece o Bob Sharp? Ele entende pouco de carro? Pois diz a mesma coisa.
Sem querer parecer prepotente, eu sei exatamente o que é trocar marchas no limite. Fique tranqüilo, e não me subestime sem me conhecer.
Não é possível acreditar que fazer algumas passagens de pista com um carro (mesmo que sejam 50, o que duvido) possa maltratar o câmbio ponto de estragar o trambulador.
Em tempo, gostaria muito de participar de algum teste de vocês!!!
Fevereiro 21st, 2008 at 11:49 am
Caros blogueiros,
Quando se projeta um mecanismo p/ um veículo são feitos teste de fadiga p/todas as peças e o resultado é que em determinado tempo de uso ela quebra aí então se tem a idéia do tempo que ela aguenta em regime máximo.Então traduz esse tempo p/ um uso normal “uso normal” estando este dentro de um tempo determinado satisfatório elas são aprovadas para o uso no veículo.Portanto, teste é “teste” e na pista de provas todo o conjunto é exigido no seu máximo e deve ser assim.Porém um motorista comum e consciente dirigi de maneira natural sabendo poupar sua máquina de um desgste prematuro.
Para aqueles que trocam marchas no limite de corte do motor… e outras barbaridades, só uma coisa devo dizer, os mecânicos adoram vcs.
Além do desgaste prematuro, gasto a mais de combustível e maior poluição, em muitas situações isso de nada adianta, pois o torque máximo de um motor quase sempre não está nesses giros elevados que vcs condiciona as trocas.
Abraços!!!
Fevereiro 21st, 2008 at 3:49 pm
Geraldo
Quem nos “adora” são as locadoras quando devolvemos apenas o volate e o certificado do carro. O restante vamos deixando pelo caminho.
Falando sério, geralmente uso carros em situações extremas (estradas de terra, buracos, lama, poeria, altas temperaturas, etc.) e me espantou o problema no trambulador diante da experiência que tenho com carros da Fiat com uso em longa duração (média de 45000 km/ano) nestas condições sem ter ouvido uma vez sequer uma situação similar à acontecida neste teste. Detalhe, usamos em média 20 a 30 Palios simultaneamente nestas obras.
Imagino e espero (sendo proprietário de Punto) ter sido uma falha de ocasional de montagem o que ocasionou isto.
Fevereiro 21st, 2008 at 4:24 pm
Em conversa com chefes de oficina de concessionárias Peugeot e Fiat, em ambas marcas obtive uma mesma resposta: 206 e Palio sofrem de desajuste e desgaste na trambulação, sim.
Quanto à rapidez em trocas de marcha, blogueiro nenhum (eu incluso) consegue os mesmos tempos de troca de marcha de um piloto profisisonal e experiente, caso dos pilotos da revistas. Por melhor que seja um motorista, saída de pedágio não é reta de campo de provas, assim como “achômetro” não é equipamento de teste.
Fevereiro 21st, 2008 at 6:07 pm
Mário Coutinho Leão
Só uma pergunta.
Você tem certeza que nenhum blogueiro consegue?
Significa que se um piloto escreve em num blog, ele deixa de ser piloto?
Não pré-julgue, nem subestime pessoas que você não conhece.
Fevereiro 21st, 2008 at 6:42 pm
Parabéns pelo teste do Punto, depois dele ficou muito claro o que é o carro. Ou seja, ainda continua em minha lista de opções!
Ok, agora chega de Punto.
Não era pra começar o teste do novo Ka hoje?
Estou curioso pra saber o consumo deste carro.
Fevereiro 21st, 2008 at 9:56 pm
ao Reinaldo
Sem ofensa, desdém ou pré-julgamento, se algum blogueiro daqui fosse piloto profisisonal, trabalharia como tal, e se identificaria como um.
Portanto, na minha humilde opinião, “motorista é motorista, piloto é piloto”.
Por mais experiente que seja um motorista, ele não está habituado a “correr contra o correvit”, contanto os centésimos numa aceleração e nas trocas de marcha.
A propósito, deixo aqui uma boa sugestão à equipe de testes da Carro: Convidar os “audazes trocadores de marcha” aqui do Blog dos 100 Dias pra um “tira-teima” no cmapo de provas da TRW usando o correvit.
Fevereiro 21st, 2008 at 11:13 pm
Mário Coutinho Leão
Vê se pára e assistir “Velozes e Curiosos”, tá?
Estamos falando de vida real aqui.
Fevereiro 21st, 2008 at 11:17 pm
À equipe que realizou o teste.
Grato pela oportunidade de acompanhar/comentar o teste. Este tipo de espaço é importante para nós consumidores, sejamos pilotos, usuários ou frequentadores assíduos das locadoras de filmes de corrida.
Abraços e até uma proxima!
Fevereiro 24th, 2008 at 11:34 am
Estive observando os comentários sobre consumo sobre o punto ELX 1.4, estou interessado em comprar este carro, mas quero saber realmente seu consumo com gasolina, se for exagerado ñ quero; de já agradeço.
Fevereiro 24th, 2008 at 1:18 pm
Em primeiro lugar, parabéns pelo trabalho com os testes!
Mas, mudando de assunto, alguém sabe dizer se o Fiat Bravo chegará ao Brasil? Qual deverá ser o preço? Ele é melhor que o Stilo?
Abraços,
Gustavo