94º Dia

Fevereiro 14th, 2008 por Mário Sérgio Venditti

Reencontro não muito feliz

A vantagem de ficar muitos dias sem fazer a mesma coisa – nesse caso específico, andar no mesmo carro — é que você passa a desconhecer, ou simplesmente esquece, esse ou aquele problema que essa coisa tem. Por que digo isso? Porque fiquei muito tempo sem dirigir o Punto e agora, quando reencontrei o modelo, tive a sensação de que a caixa de câmbio não está lá essas coias. Os engates, principalmente a redução de terceira para segunda marcha, não acontecem tão suavemente. Não gostei também da primeira para a segunda. Outra coisa: rodados mais de 17 000 km, em vez de o motor trabalhar mais solto, ele me pareceu ainda “amarrado”. Sendo bem sincero, não foi um encontro feliz. Estou ranzinza, sim, reconheço. Vai ver eu também não estava num bom dia… Mas também não duvido que muitos donos de Punto pensem como eu.

Hoje de manhã, o Punto foi personagem de uma reportagem feita pela revista MOTOCICLISMO, da Motorpress Brasil, que também edita a revista CARRO. Eu com o Punto e o repórter Pablo Berardi, com a Yamaha MT-03, saímos do mesmo lugar em São Bernardo do Campo a caminho da editora. A idéia é mostrar consumo, tempo gasto, enfim, um confronto entre os dois meios de locomoção. Aproveite e confira na edição de março da MOTOCICLISMO.     

 P.S.: Caros, o teste do Punto acaba na quarta-feira que vem. Portanto, vamos deixar os comentários sobre o Novo Ka para o dia 21 em diante.

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Ka 1.6 l estréia dia 21/2

Fevereiro 14th, 2008 por Gerson Campos

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Em sua reta final com o Punto, o Teste dos 100 Dias já tem um substituto escolhido para a nova empreitada: nos próximos 100 dias a partir da quinta-feira que vem (21/2), a equipe da revista CARRO e do portal Carro Online avaliará o Ford Ka 1.6 Flex.

Escolhido pelos leitores por meio de enquetes no site, o Ka derrotou modelos como os Renault Sandero e Logan. Em uma segunda consulta para saber qual versão seria a mais adequada, os internautas optaram pela 1.6 l de 110 cv com álcool.  

O que vocês acham do lançamento da Ford? Ele mudou para melhor? Ou está sendo bastante procurado nas concessionárias – as filas de espera chegam até a 60 dias – apenas por ser uma novidade? Em tempo: o modelo parte de R$ 31 800 e pode custar até R$ 36 390 em sua configuração mais equipada.

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93º Dia

Fevereiro 13th, 2008 por Angelo Treviso Neto

Agora sim, mais perto do fim

O término do Teste dos 100 Dias para o Fiat Punto está cada vez mais próximo. Além dos sete dias faltantes para o dia do juízo final, outro indício de que o teste está chegando ao fim é que o “nosso” Punto já passou pela 2ª medição de pista. Ontem o hatchback foi avaliado no Campo de Provas da TRW que fica em Limeira, SP, onde passou por uma bateria de testes (aceleração, retomada, frenagem, fadiga e ruídos). Ao contrário da primeira vez que o carro foi levado para a pista, dessa feita o Punto foi medido com 100% de gasolina. Em breve os números serão revelados — resumidos aqui no blog, e na íntegra na edição de março da revista CARRO. Enquanto isso, apostem suas fichas: vocês acham que o Punto se saiu bem com gasolina?

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92º Dia

Fevereiro 12th, 2008 por César Tizo

Companheiro de viagem 

Confesso que esperava ansioso a oportunidade de ficar alguns quilômetros com o Punto. E, da espera, veio um presente: pude dirigir o veículo por exatos 201 km em duas etapas, 102 km de São Paulo até Indaiatuba, como o Gerson comentou, e mais 99 km de lá para Limeira.

Uma característica que me agradou muito, quase de imediato, no Punto é a posição de dirigir: o banco parece feito sob medida por um alfaiate e o que pode parecer simples, como o apoio para o polegar no volante, ajuda muito a conduzir o carro com mais conforto.

Destaco também a eficiência do sistema de freios com ABS, ao menor toque o veículo reduz a velocidade rapidamente e sem susto.

Infelizmente, como nem tudo na vida é como a gente quer, o hatch “sensação” da Fiat também tem um defeito: o motor. Utilizei somente gasolina na viagem e os 85 cv do 1.4 l fizeram, por exemplo, o Punto pedir uma redução de 5ª para 4ª marcha a 100 km/h em uma pequena subida da Rodovia dos Bandeirantes e olha que estava viajando sozinho, imagine com cinco pessoas…

Apenas como comparação, estou acostumado a dirigir um Peugeot 206 a gasolina com 75 cv. Achava que o Punto, 10 cv mais potente, desse um banho no hatch francês, mas não foi o que senti no percurso rodoviário.

Para constar: até Indaiatuba, rodando com o ar-condicionado ligado consegui uma média de 12.9 km/l. Já no segundo trecho, com ar-condicionado desligado, o consumo ficou em 14 km/l. Nos dois casos sempre com gasolina.

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91º Dia

Fevereiro 11th, 2008 por Gerson Campos

De volta ao lar

Estamos de volta. Eu e o Punto, definitivamente duas espécies urbanas. Depois de 1 042 km de estrada  gosto muito de viajar, mas, sem dúvida, a metrópole me agrada mais que o interior, excelente para o fim de semana , o Fiat voltou ao seu habitat natural.

Deixei os amigos em casa e, sem o “lastro”, o carro parecia outro, muito menos amarrado. A falta de potência, gritante na estrada, passa quase despercebida no cenário urbano.

Em um bom trecho no caminho de volta, testei o consumo sem ar-condicionado e com o pé leve. Resultado: 12 km/l. Vocês acham isso bom? Achei regular. Para um carro 1.4, esperava mais de 13 km/l ou até médias acima de 14 km/l com gasolina. O fato é que, mesmo com o pé leve, não há como manter mais de 100 km/h sem reduzir, vez ou outra, uma marcha na subida. Quando liguei o ar, o consumo caiu para 11,3 km/l. 

Gastei, ao todo, R$ 231,27, média de R$ 0,22 por quilômetro rodado. Na viagem que o Ricardo Meier fez utilizando apenas álcool até Gramado, no Rio Grande do Sul, o custo foi de R$ 0,16/km.

No meu caso, a média de preço da gasolina colocada foi de R$ 2,50 por litro. No caso dele, o álcool usado saiu por cerca de R$ 1,50. As médias do Ricardo geralmente ficaram acima de 9 km/l, enquanto as minhas não passavam muito dos 11 km/l.

E aí, será que vale a pena rodar com gasolina na estrada?

Na volta, com um trânsito infernal graças a um engavetamento de cinco carros na marginal Tietê, em São Paulo, os excelentes bancos fizeram a diferença para não deixar as costas “travarem” depois de mais de quatro horas de viagem. Já a embreagem dura e o câmbio que, para mim, é impreciso e duro, diferentemente de modelos da Fiat como o Palio, por exemplo, deixou bastante a desejar.

Hoje eu passo o carro para o César Tizo, que fará uma viagem até Indaiatuba, distante 102 km da capital paulista. Como ele ainda não andou com o Punto, sem dúvida será interessante observar as opiniões de um novo motorista depois de tantos “pitacos” em 91 dias. Acompanhem, então!

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90° Dia

Fevereiro 10th, 2008 por Gerson Campos

Back on the road

Ontem reabasteci o Punto e a “facada” não foi pequena: nada menos que 112 pilas serão descontadas do saldo na segunda-feira. O frentista, inclusive, perguntou duas vezes se eu realmente queria encher com gasolina. Ele justificou dizendo que quase ninguém com carro flex deixa de colocar álcool.

Respondendo ao leitor Emerson: sim, o consumo é um item muito abordado aqui justamente porque achamos que é do interesse dos que acompanham o Teste dos 100 Dias. Mas, é claro, não deixamos de falar de outros assuntos. Ontem mesmo comentei sobre o desempenho.

Concordo que o consumo é em grande parte influenciado pelo pé do motorista, mas, mesmo assim, achei que ele foi alto demais para um carro 1.4 com gasolina, a despeito das circunstâncias.

Hoje vou voltar a São Paulo mais “maneiro” e, se o calor não estiver muito forte, desligo o ar em alguns trechos.

Aliás, lembrei de outra coisa que me chamou atenção andando na cidade: a embreagem do Punto está bem dura (o carro virou 16 000 km ontem). O de algum de vocês também está assim?

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89° Dia

Fevereiro 9th, 2008 por Gerson Campos

O Sofredor Rodoviário

Se a minha viagem com o Punto até Marília, cidade do interior de São Paulo distante 432 km da capital paulista, fosse filme, certamente esse título não cairia nada mal. Não, não tivemos nenhum pneu furado e a “trip”, como diz o Ricardo Tadeu, foi “de boa”.

Tive uma confirmação e uma surpresa: vi que, de fato, a praia do Punto não é a estrada. Com três adultos no carro, bagagens e ar-condicionado ligado, o motor Fire 1.4 sofreu demais para manter 120 km/h em alguns trechos. Até carro “mil” deu sufoco em certas horas.

A surpresa ficou por conta do alto consumo. Usando gasolina, consegui média de apenas 10,6 km/l. Como de quinta-feira (7/2) para sexta-feira (8/2) eu consegui 14,3 km/l na cidade (sem ar-condicionado, sozinho, sem trânsito e em vias expressas, vale lembrar), esperava mais na estrada.

A explicação para isso pode ser sustentada em um fator principal. Eu não me preocupei em dirigir de forma econômica (o a/c foi ligado o tempo inteiro) e cravei o pé para manter 120 km/h quando era necessário, inclusive reduzindo marcha.

Acredito que rodando a 100 km/h, 110 km/h, ele tranqüilamente faria 13 km/l ou mais. Quem tem Punto aí está contente com o desempenho e o consumo dele na estrada?

Hoje o carro vai descansar um pouquinho e andar só na cidade, mas amanhã estaremos “on the road” novamente! 

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88º Dia

Fevereiro 8th, 2008 por Gerson Campos

Punto pós-folia: democrático e econômico

Depois de 32 dias, voltei a andar com o Punto nesta quinta-feira (7/2) pós-carnaval - ao contrário de mim, o carro está ok e não pegou “no tranco” após o feriado.

Logo ao assumir o “cockpit” do carro – chamo assim porque este Fiat realmente tem uma vocação mais esportiva que os outros modelos da marca –, percebi uma coisa bacana: ele  permite “n” tipos de regulagem de altura e profundidade do volante, altura e distância do banco e inclinação do encosto. Até aí, nenhuma novidade.

O que chamou atenção mesmo foi o fato de nenhum dos outros carros que eu dirigi nesse meio tempo - coloque aí Fiat Siena, Renault Logan, Volkswagen Golf, Volkswagen Polo e Fiat Stilo, que eu me lembro - tinha tantas opções de regulagem e me pareceu tão “democrático” com pessoas de diferentes estaturas. No Polo, por exemplo, eu passo perto de ficar apertado (tenho 1,80 m). No Punto, de jeito nenhum.

Outra coisa boa: rodando com gasolina no tanque, finalmente percebi a diferença de comportamento que os outros blogueiros já relataram aqui. O acelerador pareceu mais esperto - nada que vá alterar os números de performance, mas uma mudança que já ameniza o delay do acelerador eletrônico Drive By Wire. Delay que, em todo caso, pode perfeitamente ser implicância minha. Fique à vontade para discordar (se possível, concorde).

Terceira boa nova (hoje acordei de bom humor): o carro está bem econômico. Ontem, sem trânsito algum e após as 21 horas, ele marcou 14,3 km/l (sem ar-condicionado) andando pelo corredor Washington Luís/Rubem Berta/23 de Maio/Tiradentes (as três primeiras vias expressas e a quarta com poucos semáforos), Marginal Tietê e Via Dutra, também quase sem paradas. Hoje (8/2), com trânsito das 9 horas e ar-condicionado ligado, a média ficou em bons 11 km/l.

Mais tarde parto para uma jornada ao interior de São Paulo que totalizará cerca de 1 000 km. Amanhã volto para contar como foi a ida do Punto com três adultos a bordo na Rodovia Castelo Branco. Até! 

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87º Dia

Fevereiro 7th, 2008 por Ricardo Tadeu

Para voltar à rotina, nada como o trânsito caótico digno de um pós-carnaval. A epopéia me fez chegar à editora após 1 hora e 40 minutos que saí de casa, um percurso que vem de São Caetano do Sul até o bairro paulistano de Santo Amaro. O Punto fez o trajeto sem problemas e, após ler alguns comentários, resolvi observar detalhes criticados pelos leitores. Novamente, não ouvi ruídos na direção hidráulica, mesmo ao final do seu curso. Nenhum outro ruído afeta a “paciência” de quem ocupa o Punto, que ainda roda silencioso (exceção feita ao motor) mesmo com seus 15 445 km rodados. Abasteci o carro hoje e, pela primeira vez, o frentista conseguiu fechar a tampa do bocal de combustível. Mais uma vez o sensor de chuva demorou a funcionar e precisei acionar o eficiente limpador de forma manual. Algo que não aconteceu mais, pelo menos nas minhas mãos, é a troca sozinha da estação de rádio. Aproveitando a sugestão de um leitor, gostaria de pedir para vocês, proprietários de Punto, um dossiê com problemas e elogios ao carro, para que possamos, futuramente, apresentar para a Fiat.

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86º Dia

Fevereiro 6th, 2008 por Ricardo Tadeu

O Punto voltou para o seu habitat natural: o cenário urbano da capital paulista Após uma longa jornada no litoral, com aproximadamente 300 km rodados desde o início do feriado de carnaval, ele está de volta. Chegou a hora de passar as minhas impressões do carro na subida da serra. Sem trânsito, o Fiat veio bem e percorreu o caminho de aproximadamente 80 km em 1 hora e 10 minutos. Na maior parte da viagem o Punto veio em 3ª e 4ª marcha, pedindo 2ª marcha apenas em algumas situações de ultrapassagens, nas quais o carro se mostrou um pouco fraco. No entanto, se saiu melhor que um carro equipado com motor 1.0, demonstrando uma ligeira superioridade em desempenho. Novamente a chuva decidiu atacar na serra e os sensores de chuva se mostraram prontos para ajudar. Dessa vez, o consumo ficou mais alto e o Punto subiu a serra com a média de 11,5 km/l. Outro item que merece elogios e não foi citado durante o feriado é o sistema com sensores de estacionamento, excelentes para realizar manobras rápidas. Uma boa notícia é que mesmo encarando situações de chuva, a luz do ABS não voltou a acender e parece que o Punto está totalmente recuperado.

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