71º Dia

Maio 1st, 2008 por Mário Sérgio Venditti

22 dias depois…

A última vez que havia dirigido o Ford Ka foi no 48º Dia. E, agora, tive a sorte de ficar com ele no feriadão logo após sua primeira revisão, a dos 10 000 km. Ontem à noite, nem deu para aproveitar um pouco do esperto motor 1.6, por conta do trânsito intenso a caminho de São Bernado do Campo. Portanto, as segunda e terceira marchas foram as mais exigidas e é incrível como o carrinho retoma facilmente o fôlego depois que o ponteiro do velocímero registra monótonos 40, 50 km/h. Na Via Anchieta, aí sim, pisei um pouco mais fundo no acelerador. E o motor, mais solto, correspondeu bem mais. Aos que defendem a tese de que, atualmente, devido à tecnologia mais avançada os motores não precisam mais ser amaciados, respondo: papo furado. Esse é o nosso terceiro Teste dos 100 Dias e, em todos, os automóveis ficaram bem melhores com o tempo. Você concorda? 

Gosto de porta-trecos e, ontem, com mais atenção, reparei que o Ka é repleto de nichos, onde pude acomodar a caixa dos meus óculos, o molho de chaves da minha casa, o controle remoto da minha garagem e o celular. Só não gosto do porta-trecos das portas, muito apertado para enfiar a mão à cata de algum objeto. 

O problema é que a revisão não solucionou os pequenos ruídos internos. Na garagem de casa, procurei localizar os pontos que fazem barulho. Mexe daqui, aperta dali e, de volta às ruas, a “melodia” continuava. Com mais de 10 000 km, ele bem que poderia estar mais silencioso.

Amanhã, pretendo visitar uma loja de seminovos e uma concessionária Ford. Quero simular a venda de um Ka. Se é fácil, se não é, a devalorização etc. Depois eu conto.

um abraço

    

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70º Dia

Abril 30th, 2008 por Ricardo Tadeu

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Um banho de chuva e a parada dos 10 000 km!

De ontem para hoje, peguei o Ka novamente! Por mais que seja repetitivo, vale lembrar que dirigi-lo com o seu ágil motor 1.6 l é sempre um prazer e “segurar o pé” se torna tarefa nada fácil, mas consegui. Acostumado a dirigir carros 1.0 l, senti que o “nosso” Ford está beberrão. Rodando no álcool e pisando de forma moderada, fiz uma média de consumo de 4,7 km/l — rodei 53 km em cenário urbano e consumi 11,25 litros de combustível ou ¼ do tanque.

Consumo alto à parte, ontem, voltando da editora, peguei uma chuva considerável na região do ABC paulista. Somando a tempestade ao trânsito infernal, me restou conhecer os atrativos internos do Ka. Enquanto os limpadores de pára-brisa e do vidro traseiro trabalhavam itensamente e muito bem por sinal, utilizei o refrigerador de ar para não embaçar os vidros: foram perfeitos. Devo elogiar também os bancos do Ka, que graças as suas laterais, “abraçam” o condutor e não agridem as costas.

Hoje, levei o Ka para sua revisão dos 10 000 km (ele está com exatos 10 073 km). O trabalho será feito pela concessionária Frei Caneca Aeroporto, na região sul de São Paulo. No final da tarde, postaremos o que se passou durante a revisão.

Sobre a revisão dos 10 000 km 

Conforme o repórter Ricardo Tadeu comentou no seu post acima, hoje o Ka dos 100 Dias passou pela primeira revisão programada: a dos 10 000 km. Nosso Ka entrou na oficina da concessionária Frei Caneca do Aeroporto — a que ofereceu o orçamento com melhor preço em comparação a Lemar e a Projeto Nações/Sandrecar — com 10 073 km no hodômetro, sob a Ordem de Serviço (OS) nº. 28 005 de prisma 30 vermelho.

 

No Plano de Manutenção previsto substituíram:

Óleo do motor 5W30 = R$ 95,00

Kit-filtro (ar/óleo/combustível) = R$ 48,00

 

Também foi feito a nosso pedido:

Alinhamento/balanceamento de rodas = R$ 90,00

 

TOTAL = R$ 233,00

 

Fora isso também reclamei na OS do marcador de combustível que não está correto. Segundo o consultor técnico que me atendeu, esse problema é causado pelo sensor de nível do tanque que está com defeito. A peça já foi encomendada pela Ford e chega à próxima semana, quando será agendada uma nova visita a Frei Caneca para trocá-la.

 

O atendimento feito por parte da concessionária foi bom desde o meu telefonema para agendar a revisão para hoje às 8h40, até a entrega do carro no mesmo dia, devidamente revisado e lavado. Na entrega do carro o consultor levantou o Ka no elevador e mostrou de maneira didática o passo-a-passo dos serviços realizados, como reaperto e lubrificação da suspensão e rodízio dos pneus. Ponto positivo para a Frei Caneca.

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69º Dia

Abril 29th, 2008 por Ricardo Meier

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Desesperado pelo novo Ka? Então, prepare o bolso

Testemunhei neste último fim de semana a romaria de clientes interessados no novo Ka. Estava no domingo em duas concessionárias da Ford e vi na prática como o compacto tem levado gente às lojas da marca.

Até ali tudo lindo, o Ka é o centro das atenções mesmo com o Fusion e o EcoSport por perto. Mas, como vocês leitores têm deixado claro aqui, levar o carro para casa é outra história. Fila de espera, ágio e informações desencontradas viraram situação comum.

Pensando nisso, resolvi pesquisar no Webmotors quantos exemplares do novo Ka estão à venda lá. Claro, há uma boa quantidade, principalmente de modelos zero km e a diferença para a tabela da Ford, obviamente, é salgada.

O Ka 1.0 básico, por exemplo, pode ser encontrado por R$ 3 400 a mais, o Ka com o kit Fly (que inclui ar quente e limpador e desembaçador traseiro, entre outros), pode ser comprado de lojistas por R$ 28 900, ou R$ 1 800 acima do valor sugerido.

O maior abuso é com um Ka 1.0 com kit Prestige, que acrescenta uma acabamento melhorado, direção hidráulica e vidros elétricos: R$ 32 900 com pintura metálica. Se a tabela da Ford fosse real, o cliente pagaria R$ 28 861 (R$ 4 039 a menos).

Mesmo o modelo 1.6 praticamente completo (kit Performer, apenas sem os airbags), que custaria R$ 34 590 pelo site da Ford, pode ser comprado usado (com cerca de 2 000 km) por R$ 35 900, mas aqui não há necessidade de emplacamento e IPVA 2008.

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68º Dia

Abril 28th, 2008 por Tiago Dupim

Barulhos

Ontem, fui com o nosso Ka até a cidade de Embu, a 25 km de São Paulo. Nessa pequena viagem, pude comprovar a eficiência do modelo nas curvas e a potência do motor 1.6 l. O que não gostei é que, depois dos 90 km/h, senti que ele balança mais do que deveria.

O barulho da tampa persiste e, além desse, apareceu um outro, que me parece ser a placa de trás batendo na lataria. Constatei ainda que o nosso Fordinho está com um ruído interno estranho.

Foram exatos 198 km nesses dois dias e meio que fiquei com o Ka. Entre hoje e amanhã, ele deverá atingir os seus 10 000 km. É um carro que, sinceramente, compraria pela sua eficiência. Porém, pensaria duas vezes por causa do meus 1,92 m.

Falando nisso, quero esclarecer o tópico de dois dias atrás: o espaço para pernas, para pessoas do meu tamanho, é pequeno. Porém, a altura é muito boa, pois a cabeça fica longe do teto. 

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67º Dia

Abril 27th, 2008 por Tiago Dupim

Uma boa impressão 

Hoje consegui explorar mais do Ka. Gostei muito. Boa dirigibilidade, segurança e potência. Infelizmente, o problema relacionado às falhas do motor voltou a acontecer. Em duas oportunidades, liguei o carro e, três segundos depois, ele morreu. Por falar em propulsor, o 1.6 l tem boa desenvoltura. Não é  tudo aquilo de final, mas desenvolve legal e é bem esperto.  

O que me impressionou mesmo foi a confiança transmitida pelo Fordinho nas curvas. De todos os compactos que já dirigi, ele é o que mais se segura, mesmo em uma velocidade elevada.

Anteriormente, havia mencionado que o motor não era tão barulhento. Porém, quando se engata a ré, o ruído é um pouco acima do normal. De resto, a tampa do porta-malas continua teimosa e não pára quieta.

Hoje, quero ver como anda o consumo do nosso Ka, que no momento está usando álcool. Em princípio, já adianto que parece estar um pouco elevado. Falando nisso, você que tem o modelo 1.6, está achando o Fordinho gastão?

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66º Dia

Abril 26th, 2008 por Tiago Dupim

Problemas com a altura

Por volta das 18h de ontem, saí com o novo Ka da Motorpress Brasil. Minha intenção era ver como o compacto se comportaria hoje em uma viagem a Serra Negra. Porém, por motivos alheios à minha vontade, não rolou. Mas, amanhã, tentarei fugir do perímetro urbano para ver se o Fordinho vai bem na estrada.

Ao entrar no carro, percebi que, no alto dos meus 1,92 m, não me sentia confortável. Pensei: com certeza isso será resolvido com um breve ajuste. Entretanto, para a minha surpresa, não dava mais regulagem. Ou seja, aquele, infelizmente, era o máximo. Bom, não é nada que chegue a travar as pernas, mas incomoda. A que mais sofre é a direita, que bate constatemente no painel central. Para a esquerda, há um espaço tremendo ao lado da embreagem, o que é ótimo para relaxar durante o costumeiro trânsito caótico de São Paulo.

Falando nisso, peguei a Marginal Pinheiros (tradicionalmente travada, ainda mais em uma sexta-feira), o que me impediu de desenvolver uma boa velocidade. Mas já deu para perceber que o carro é esperto. Anda bem. Os companheiros da CARRO haviam me alertado que o motor já apresentou falhas, mas comigo, até o momento, nada aconteceu. Aliás, diferentemente de outros colegas, não achei o propulsor tão barulhento. Há carros bem piores. O ruído que atrapalha um pouco mesmo é o do porta-malas e dos pneus sobre um asfalto mais ondulado.

Depois de percorrer exatos 31 km até a minha residência, resolvi sentar atrás do banco do motorista para analisar o espaço entre as poltronas. O bicho não é tão feio assim. Não é taãooooo apertado para pessoas da minha estatura. E você, caro leitor, acha que a Ford poderia ter pensado um pouco mais no espaço do motorista, ainda mais para aqueles de altura, digamos, um pouco exagerada? Hoje, sábado, quando o tráfego não é tão pesado (teoricamente), tentarei explorar mais do Ka. Amanhã conto como foi.

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Adendo

Abril 25th, 2008 por Gerson Campos

Pessoal, falei sobre ruídos no post abaixo, mas acabo de ser alertado pelo João Anacleto de que coloquei os números do Ka 1.0 l. Quando falo em assuntos que não estão ligados ao desempenho, de vez em quando até acabo esquecendo que estamos testanto o 1.6 l, já que eles são idênticos em quase tudo.

Portanto, coloco abaixo outra tabelinha com o comparativo do nível de ruído do Ka 1.6 Flex contra o Fiat Palio ELX 1.4 Flex e o Chevrolet Corsa 1.4 Econo.Flex, participantes do comparativo feito pelo próprio João na edição 172 (fevereiro de 2008) da CARRO. Aí o Ka perde dos dois (isso, porém, não muda minha opinião, que já não colocava o Fordinho bem na foto para mim). Confira abaixo:

1º) Fiat Palio: 58,1 decibéis

2º) Chevrolet Corsa: 58,9 decibéis

3º) Ford Ka: 61,8 decibéis

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65º Dia

Abril 25th, 2008 por Gerson Campos

Sinfonia “crek-crek” a bordo

O Ka anda barulhento. Depois de 28 dias sem dirigir nosso compacto, voltei com ele para casa ontem e, rapaz, quanto “crek-crek”. Com 9 771 km registrados até a última parada, me supreendi negativamente com o aumento dos barulhos depois de apenas 3 000 km longe do carro.

A coluna B, no lado do motorista, parece ter uma peça solta em seu interior. Mais atrás, o tampão do porta-malas insiste em nos lembrar que existe a cada ondulação. Fora isso, há mais sons estranhos espalhados pela cabine do Fordinho. Não estaria feliz se ele fosse meu.

Pegando carona em alguns comentários anteriores, que abordaram o barulho dos pneus na cabine, resolvi comparar os números de ruídos do Ka diante de seus concorrentes e tive até uma surpresa. No confronto entre ele, Chevrolet Celta, Fiat Palio e Volkswagen Gol, o Ford é o segundo mais silencioso, registrando média de 61,7 decibéis quando divididos os números obtidos em ponto morto a 0 km/h, em 3ª marcha a 50 km/h, 4ª a 80 km/h e 5ª a 120 km/h. Veja abaixo a colocação deles:

1º) Fiat Palio: 59,7 decibéis

2º) Ford Ka: 61,7 decibéis

3º) Volkswagen Gol: 62,3 decibéis

4º) Chevrolet Celta: 64,9 decibéis

Ou seja, a rugosidade dos pneus em contato com o asfalto é bem perceptível e incômoda, mas não chega a colocar o Ka em grande desvantagem diante dos concorrentes (se ele não tiver com os barulhos do nosso, é claro). Aliás, vocês acham que esse item, o “silêncio a bordo”, é um fator importante na hora de decidir uma compra? Eu tenho a minha opinião, mas quero ver a de vocês.

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64º Dia

Abril 24th, 2008 por Ricardo Meier

Quanto custa rodar com o Ka 1.6

Várias vezes mencionado neste Teste, o consumo do Ka me motivou a levantar quanto efetivamente o carro gasta por quilômetro, um critério que passamos a adotar na edição da Revista CARRO que chega às bancas na sexta-feira (25).

Apenas para esclarecer aos que não o conhecem, o cálculo é simples: basta dividir o preço do litro do combustível pela média de distância que ele faz com esse volume. Um exemplo, se o litro do álcool custa R$ 1,30, dividimos esse valor por 10 se esse é o consumo por litro. Resultado: R$ 0,13 por litro. Quanto menor, mais barato é andar com esse veículo.

Dito isso, fiz os cálculos baseado na pesquisa de preços da ANP, a Agência Nacional do Petróleo, divididos por regiões. O consumo foi baseado na média que obtivemos com o Ka do Teste dos 100 Dias. A tabela mostra a projeção de gasto para quem roda 2 000 km por mês, metade na cidade e metade na estrada.
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63º Dia

Abril 23rd, 2008 por Angelo Treviso

Próxima parada programada: revisão dos 10 000 km 

Antes de atingir seis meses de uso, mas próximo de chegar aos 10 000 km — atualmente o hodômetro marca pouco mais de 9 600 km rodados —, chegou a hora do Ka dos 100 Dias fazer sua primeira parada programada desde que ele iniciou o seu teste para a revisão. Nela, reclamaremos de alguns defeitos que acompanham o carro como motor que falha e morre sem motivo aparente, ruído metálico ao ligar o motor pela manhã e marcador do combustível que está impreciso.

 

Além disso, seguindo o Plano de Manutenção serão efetuados os seguintes serviços:

  • Troca de óleo do motor e filtro;
  • Substituir filtro de combustível e
  • Efetuar rodízio dos pneus.

 

Aproveitei o dia em que fui fazer o orçamento de funilaria e pintura para também orçar quanto sai a 1ª revisão do Ka. Veja as respostas dos consultores:

 

LEMAR – R$ 320,00. Além do plano previsto inclui o alinhamento de direção e o balanceamento das rodas pelo fato do carro estar com 10 000 km, mais um serviço de limpeza do sistema de ar-condicionado (que não consta no plano de revisão), mas que foi oferecido pela concessionária;

 

FREI CANECA – R$ 240, 00, sendo R$ 150,00 destinado ao plano de manutenção previsto mais R$ 90,00 de alinhamento de direção e balanceamento das rodas “se preciso”;

 

PROJETO NAÇÕES/SANDRECAR – R$ 372,00. Além do plano de manutenção previsto nesse preço está incluída a limpeza do sistema de injeção (??) e também graxas e lubrificantes que serão utilizados durante o serviço. Quando contestei sobre não ter visto nada escrito sobre a limpeza do sistema de injeção, o consultor me respondeu: — Essa recomendação está no Manual do Proprietário.

 

Como nosso carro ainda não cravou os 10 000 km no hodômetro, vamos aguardar a próxima semana para levar o Ka à concessionária.

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