90º Dia

Maio 20th, 2008 por Gerson Campos

O que me faria (e o que não faria) comprar o Ka

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Faltam apenas 10 dias para o fim do Teste dos 100 Dias com o Ford Ka 1.6 Flex, quase 10 000 km já foram rodados por nós e começo a pensar como um consumidor que precisa decidir logo entre a compra ou não de um modelo. Dentro desse processo de decisão, resolvi elencar pontualmente o que apreciei e o que não gostei no Ka durante esses três meses na redação. Primeiro vou falar da versão 1.6, que está conosco, mas também quero abordar aspectos da 1.0. Vamos lá:

Pontos positivos

Conjunto motor e câmbio: potente, esperto e ágil, ele conquista quem gosta de uma pegada mais esportiva e não faz feio diante de nenhum modelo 1.8 l. Pelo menos em arrancada.

Dirigibilidade: ainda seguindo a receita esportiva, o Ka conquista com sua direção direta e com a rapidez com que “aponta” para as curvas.

Suspensão: bem acertada, ela não deixa a carroceria inclinar muito e dá boa dose de conforto a um modelo popular

Porta-malas: agora maior (são 263 litros), ele é muito prático, já que seu assoalho sem “degrau” facilita a colocação de malas maiores e objetos pesados

Espaço traseiro: melhorou bastante e agora acomoda três pessoas numa boa.

Design: não há como contestar. O Ka agradou às pessoas que vieram comentar conosco sobre ele durante o teste e a maioria na redação. Me incluo aí, apesar de achar que adjetivos como “lindo” ou “maravilhoso” são bem exagerados e um pouco influenciados pelo ar de novidade.

Pontos negativos

Acabamento: não precisamos nem entrar muito em detalhes porque vocês já cansaram de ver reclamações nos posts anteriores. Realmente deixa muito a desejar.

Consumo: achei que ele bebe mais do que devia. Ok, o carro é 1.6 l, não é 1.0 l nem 1.4 l, mas pelo baixo peso (942 kg), deveria gastar menos.

Espaço interno: tenho 1,80 m e me sinto mais apertado dirigindo o Ka do que um Chevrolet Celta ou um Fiat Palio.

Ruídos: ele não é o mais barulhento dos “populares”, mas o som do pneu em contato com o asfalto irrita muito em longas viagens.

Problemas: acho que o Ka teve ocorrências demais para um modelo com 12 672 km. Tudo bem, ele acaba sendo o “pé-de-boi” da redação e leva todos para lá e para cá, mas a lista foi grande: motor morrendo, vidro que não funciona e marcador de combustível danificado já são muito para tão pouco tempo. Você acha o mesmo?

E aí você me pergunta: comprarias o Ka 1.6? Digo: não. Não acho que ele tenha uma relação custo/benefício interessante, apesar de ser um carro interessante. São coisas bem diferentes. E acho que, como a enorme maioria de vocês, também pondero bastante antes de soltar meu rico e suado dinheirinho. Claro que gostar do carro é fundamental, mas analisar o que ele cobra e o que ele entrega também é prudente.

É aí que a versão 1.0 se destaca: por R$ 25 490, ela já traz pára-choques na cor do carro (opcionais no Celta), travas elétricas das portas com alarme e acionamento na chave e abertura interna do porta-malas, que também pode ser acionado no chaveiro.

Na versão 1.0, o Ka seria, hoje, o meu candidato mais forte. Na 1.6, não. E vocês, vão mais de 1.0 ou de 1.6?

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89º Dia

Maio 19th, 2008 por Tiago Dupim

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De volta à rotina

Hoje, saí da minha casa com o Fordinho às 6h10, pensando que o trânsito estaria tranqüilo. Porém, logo cedo já tive problemas e demorei 1h10 para percorrer 33 km. Realmente, andar de carro na capital não está nada fácil.

Bom, voltando a viagem de ontem, infelizmente não medi o consumo na volta de Serra Negra. Mas posso garantir: o nosso Ka bebeu pouco. Para vocês terem uma idéia, olhem só: depois de abastecer no centro de Itatiba, percorri mais 66 km até Serra Negra. Na volta, foram mais 145 km até a minha residência, na Grande São Paulo. Hoje, mais 33 km até a Motorpress Brasil. Depois de 244 km, em alguns momentos com o ar-condicionado ligado, o marcador registrava exatos meio tanque de combustível. 

Percebi que vocês gostaram do consumo de 15,6 km/l obtido na primeira perna da viagem. Por isso, descriminarei abaixo a velocidade média desenvolvida e os detalhes dos 92 km iniciais:

Percurso: urbano

Distância percorrida: 18km 

Velocidade média: 45 km/h

Percurso: estrada (Rodovia Anhangüera)

Distância percorrida: aprox. 49 km

Velocidade média: 95 km/h

Percurso: estrada (Rodovia Constâncio Cintra)

Distância percorrida: aprox. 25 km

Velocidade média: 75 km/h

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88º dia

Maio 18th, 2008 por Tiago Dupim

Pé na estrada

Olá pessoal. Desde já, peço desculpas pela demora, mas estava em Serra Negra e não consegui acessar nenhum notebook, PC ou algo do gênero.

Pois é. Hoje resolvi colocar o nosso amigo na estrada novamente para ver como ele se comportaria em um caminho bastante sinuoso e com trechos esburacados. Saí cedo de casa, calibrei os pneus, enchi o tanque (com gasolina) e fui. 

Após percorrer a Rodovia Anhangüera até a altura de Itatiba e andar mais alguns quilômetros por essa cidade, parei em um posto para comer alguma coisa. Aproveitando o embalo, decidi abastecer de novo. Depois de rodar 92 km  (com o ar-condicionado desligado), faltavam apenas 5,89 litros, o que registra uma boa média de 15,6 km/l.

No meio de tantas curvas e de uma bela paisagem, posso dizer que o veículo se comportou muito bem. Amanhã postarei algumas fotos. Lá em Serra Negra, fui abordado por um senhor que estava curioso para ver o porta-malas do Fordinho. Depois de comentar sobre o nosso Teste dos 100 dias, abri a tampa. Ele gostou do que viu e comentou que a sua esposa quer trocar o seu Palio pelo novo Ka. Porém, ela achou um pouco salgado o preço da versão 1.6 completa. E você, leitor, acha que a Ford está exagerando no valor praticado?

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87º Dia

Maio 17th, 2008 por Tiago Dupim

O sucesso continua

Lá se vão exatos 12 038 km do nosso Ka. Ontem à noite, andei pouco e devagar, acompanhando o caótico trânsito paulistano.  Hoje, fui a Jundiaí, cidade do interior de São Paulo. Antes da rápida viagem, parei em um lava rápido para dar um trato no Fordinho. De cara, o atendente já lançou: “nossa, impressionante como está bonito esse novo Ka. Não parece nada com o antigo.”

Coincidentemente, havia um do modelo anterior no local, vermelho igual ao do “Teste dos 100 dias”. Olhamos para um, olhamos para o outro, comparamos e, juntos, concluímos: realmente, muita coisa mudou (e para melhor) na nova versão.

Bom, carro limpo e pé estrada. Ida pela Rodovia Anhangüera, volta pela Bandeirantes. Mesmo nessa útima, onde o limite de velocidade é maior, tive que segurar o compacto para ele não extrapolar. Seguro, ele mandou bem, principalmente nas curvas. Aliás, em minha opinião, a ótima estabilidade e a força do motor são as maiores qualidades dessa versão.

Agora, voltando ao assunto do sucesso do Ka, pergunto: você que já o adquiriu, está ouvindo muitos comentários sobre ele nas ruas, cafés, botequins, lojas ou afins?  

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86º Dia

Maio 16th, 2008 por Rafael Miotto

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Depois de 1 000 km o consumo foi….

Essa é a questão que todos estão curiosos para saber, mas não vou falar assim de primeira. Antes disso, vou contar como foi toda a história responsável para chegarmos ao número final. É importante saber que o Ka do Teste dos 100 dias passou por vários tipos de situações em todo o percurso da viagem. Subiu e desceu serras de terra, foi até o litoral, passou por cidades do interior, enfrentou chuva, neblina e até andou na lama, sempre acompanhado da Yamaha XTZ 250 X.

Em todo o processo, o veículo não apresentou nenhuma falha mecânica e nem elétrica, sempre dando conta quando exigida a sua potência, por exemplo, ao subir serras. Como já foi comentado, o ruído dentro do veículo é alto e o barulho do tampão traseiro balançando é irritante.

Ao guiar por estradas de terra ou de asfalto com terra, aquelas bem esburacadas, o carro surpreendeu. Devido à sua altura mínima do solo, 175 mm, o Kazinho se deu muito bem em terrenos acidentados, em comparação com o Fiat Palio que tem a altura mínima de 150 mm, o Ka leva vantagem. Não que o veículo seja um fora-de-estrada, mas pelo menos não raspava o chassi no chão ao passar por pistas desniveladas.

Mas não se empolguem, as suspensões parecem sofrer muito com os buracos e pedras, o carro sem dúvida não está preparado para grandes aventuras. Talvez se a Ford produzir uma versão trail faça sucesso.

Sobre a viagem, é importante acrescentar como o Brasil possui lugares maravilhosos. Desde o litoral até o interior é uma paisagem mais bonita que a outra. Entre os locais que mais gostei estão São Luiz do Paraitinga e as serras nos arredores de Campos do Jordão. Nada como uma viagem assim no meio da semana! 

Bem, agora voltando ao tópico sobre o consumo, a média final foi de 10,4 km/l, somente com gasolina no tanque. Vale ressaltar que subimos serras de terra (e depois descemos né), pegamos estradas praticamente livres e por fim, para voltar à realidade, um trânsito parado na volta a São Paulo. Ou seja, vários tipos de situações possíveis.

E vocês leitores, qual a opinião sobre o consumo do Ka? E uma versão trail do Kazinho, será que pega?

Foto: Caio Mattos

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85º Dia

Maio 15th, 2008 por Rafael Miotto

Subindo e descendo

Quando você fica cerca de 12 horas seguidas ao volante de um carro você acaba criando um certo vínculo com o mesmo. Saí de minha casa, em Santo André, às 6h, e cheguei em Campos do Jordão, às 18h30, depois de descer e subir inúmeras serras. Peço desculpas aos leitores, mas como a viagem só foi interrompida para a alimentação e o abastecimento dos veículos (além do carro, a motocicleta Yamaha XTZ 250 X), só agora pude escrever como foi o dia do Kazinho.

Esse tempo todo guiando faz você “ter o carro na mão” e saber bem como serão as suas reações, como se ele fosse alguém da sua família. E como alguém da família, tem pontos positivos e negativos, mas no geral, acaba sendo um belo companheiro. O Ka teve comportamento exemplar hoje, não apresentando nenhum “apagão”. Fizemos um caminho “alternativo” até Campos do Jordão, descemos para o litoral pela rodovia dos Imigrantes e de lá seguimos até Ubatuba, sempre seguindo ao lado o oceano Atlântico.

De Ubatuba começamos a retornar para o interior do continente, passando por Taubaté, até finalmente parar em Campos do Jordão. As estradas estavam “livres” e foi prazeroso passar por tantas serras com o carro, no geral as pistas estavam bem cuidadas, mas o destaque negativo foi a Serra de Taubaté, ela apresenta o asfalto em má situação com muitos buracos e remendos.

Algo que deixou a desejar no Ka, tanto óbvio na verdade por se tratar de um compacto, foi o espaço para as bagagens. Com duas pessoas abordo, mais as malas de viagem e o equipamento de fotografia, os bancos traseiros foram lotados, sem sobrar espaço para uma terceira pessoa. Amanhã retornaremos para São Paulo e vamos mostrar como foi a média de consumo do veículo depois de andar 1 000 km. Enquanto isso, eu fico aqui curtindo o frio da cidade.

E na opinião de vocês, como está a situação das estradas brasileiras?

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Aviso aos navegantes

Maio 14th, 2008 por Rafael Miotto

Entre quinta-feira e sexta-feira, o Ka do Teste dos 100 dias vai andar um bocado. Nós vamos acompanhar, a bordo do veículo, a Prova dos Mil da motocicleta Yamaha XTZ 250 X, teste feito pela MOTOCICLISMO Magazine. O roteiro será o seguinte: São Paulo, Cubatão, Ubatuba, Campos do Jordão, Santa Bárbara D´Oeste, e enfim o retorno a São Paulo. 

É, a viagem vai ser longa. Aguardem, durante o dia daremos mais informações sobre como o Ka está se comportando.

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84º Dia

Maio 14th, 2008 por Tiago Dupim

Com cara de 1.8

Depois de quase 20 dias, dirigi novamente o nosso Ka. Logo de cara, constatei: o motor está ainda melhor. Em posts anteriores, já havia relatado que o propulsor que equipa o Fordinho é bem esperto. Agora, percebi que ele está andando ainda mais! Por ter um veículo 1.6 há muitos anos, foi mais fácil perceber a diferença.

Entretanto, os barulhos aumentaram. A tampa teimosa e o ruído interno incomodam, mas dou um desconto pelo seu excelente desempenho. Sei que esse assunto já foi bastante debatido aqui no blog, por isso não me estenderei muito nesse quesito.

De ontem para hoje, não andei muito, exatos 62 km. No fim de semana, pretendo colocá-lo na estrada e ver como anda o consumo, agora que ele já está com 11 078 km. Enquanto isso, pessoal, gostaria de saber: Você que já teve ou dirigiu algum carro 1.8 e possui um Ka 1.6, também acha que esse modelo anda bem? 

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83º Dia

Maio 13th, 2008 por Mário Sérgio Venditti

Recomendando a compra do novo Ka

Ontem à noite, fui a uma pizzaria em Moema (SP) com o Ka e fui recebido pela hostess da casa. Depois das perguntas habituais (”mesa para quantas pessoas?”, “fumante ou não fumante?”), ela sapecou: “E o novo Ka, é bom mesmo?”, indagou, enquanto o manobrista levava o carro embora. Falei dos prós e dos contras na minha modesta opinião, revelei alguns comentários mais recorrentes que vocês, leitores, fazem aqui no dia-a-dia (claro, aproveitei para fazer a propaganda do blog), mas, no final das contas, disse que o saldo é positivo. É que eu penso. Ela disse que possui um Ka 1.0 e está querendo trocá-lo pelo modelo novo. Bem, trata-se de uma jovem, sem marido, sem filhos e, a meu ver, esse tipo de automóvel é feito sob medida para esse perfil. Recomendei a compra, caso ela não se importe com a fila de espera. Depois de tudo que já foi falado aqui nesses 83 dias, vocês recomendariam a compra do Ka para um amigo? Que tipo de ressalva fariam?

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82º Dia

Maio 12th, 2008 por Rafael Munhoz

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 O Ka e as cores…

Aproveitando a deixa que o pessoal fez nos comentários, vamos falar, hoje, das cores. O internauta Azeredo questionou se alguém já viu um Ka branco. Realmente, nunca notei em um dessa cor na versão nova por aí, mas a marca disponibiliza, sim, o modelo.

Aliás, nessa montagem coloquei as cinco cores disponíveis para o Ka, no sentido horário: Branco Ártico, Preto Ebony, Prata Geada, Vermelho Bari e, no meio, Azul Iporanga (o meu predileto, aliás).

Por não ser uma cor muito aceita, e muito menos o Ka ter a ver com táxi, o branco tem pouca saída mesmo, mas que existe, existe. Os mais vistos por aí são realmente o Prata Geada e o Preto Ebony. Nosso colega da Carro Online, César Tiso, tem um na cor Preto Ebony e ficou legal, com um toquezinho de esportividade.

Mas vi esses dias de perto o Azul Iporanga no Extra Anchieta (aliás, o grupo Pão de Açúcar está expondo o veículo em seus supermercados) e achei muito bacana, uma cor que combinou mesmo com o carro.

E você, dono do novo Ka, de qual cor é seu carro? Você conseguiu comprar na cor que esperava? E quem ainda não tem o modelo, qual preferiu?

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