100º Dia

Maio 30th, 2008 por Betto Delboux

Até o próximo Teste dos 100 Dias

O Teste dos 100 Dias com o Novo Ford Ka chegou ao fim. Hoje, ao sair de casa para vir à redação, optei por um caminho diferente. Vou levar o Novo Ford Ka para conhecer a nova Ponte Otávio Frias de Oliveira. É um caminho bem maior, praticamente o dobro da distância, mas teoricamente bem mais rápido, uma vez que não há tantos semáforos (faróis, sinais, sinaleiros, dependendo de quem lê)… Quer dizer, deveria ser mais rápido, mas vocês sabem como são os paulistanos com obras novas (e olha que essa nem é tão nova assim, já tem três semanas que foi aberta). Passam devagar, ficam olhando pra cima… e acabam se esquecendo que, atrás, há gente com pressa, em emergência e o trânsito começa a se formar.

A minha teoria para o trânsito de São Paulo é essa: não é apenas culpa das vias estreitas, do desenho antigo da cidade e do volume crscente de veículos; mas é também de muita gente muito ruim que dirige nessa cidade. É incrível como, muitas vezes, o trânsito engarrafado é culpa dos próprios motoristas mal formados. Por exemplo: vira e mexe em São Paulo há uma leve colisão traseira, ou pequenos engavetamentos de três ou quatro carros. Sem feridos. O que fazem os envolvidos? Páram onde estão, descem do carro e começam a discutir, ligar para a polícia, para o reboque…

Pessoal, pelamordeDeus: se não há vítimas (não necessariamente fatais, mas com cortes, fraturas ou lesões que exijam cuidado de pára-médicos) RETIREM SEUS VEÍCULOS da via, estacionem em um local adequado e, então, vão resolver o acidente. É isso que diz a norma. Aquel papo de “esperar pela polícia de trânsito/técnica/científica para ver de quem é a culpa” é lenda urbana. Além disso, nem o B.O. (boletim de ocorrência) que a sua seguradora vai te pedir precisa ser feito ali, na hora. Você tem uma semana para emiti-lo em uma delegacia, ou pela internet. Ou seja, resumindo: bateu! Tem vítima? Não? Então tira o carro daí e deixa o trânsito fluir…

Mil perdões por fugir do tema do Teste dos 100 Dias, foi apenas um desabafo. Apenas concluindo – e acredito que com louvor – os comentários sobre o Novo Ford Ka, no trânsito de São Paulo hoje cedo,  pista molhada, visibilidade prejudicada por spray e embaçamento (para os outros, pois o ar-condicionado do Kazinho clareou tudo 100% pra mim), ele foi valente, estável e seguro. Digo mais: arrisquei umas freadas mais fortes para ver se ele se desequilibrava e NADA. Ficou firmão, ali, na mão mesmo.

Grande abraço e até o próximo (que não, ainda não está definido qual será!).

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99º Dia

Maio 29th, 2008 por Betto Delboux

No penúltimo dia, Kazinho se mostrou grande parceiro

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Fazia tempos que eu e o Novo Ford Ka não nos encontrávamos. Se não me engano, meu último post sobre ele foi há uns 50 dias… Ontem, por força das necessidades profissionais, tive a sorte de poder contar novamente com a ajuda dele. E que boa ajuda. Fomos, Bruno Guerreiro e eu, para a região de Ribeirão Pires e Paranapiacaba acompanhar um teste de duas motos, a BMW GS 1200 e a BMW GS 1200 Adventure, acompanhados do “casal” Andrea Gonzalez (designer e “motoquenta”) e Gabriel Berardi (jornalista argentino da área das duas rodas, muito gente boa).

Assim, o Novo Ka fez a viagem como “apoio” dessa pauta. E bota apoio nisso! Na busca por paisagens típicas e curiosas, o pequeno enfrentou estradas boas e outras nem tanto, trabalhou como camera car (o que exige uma marcha baixa, giro alto e velocidade constante – informação importante!); estúdio de lentes, tripés e câmeras e até como “salão de beleza” para a nossa top model!

Na ida, escoltando as motos, a viagem foi bem tranqüila. O Novo Ka é favorecido nesse tipo de situação pois tem excelente visibiliodade para todos os lados. Em momento algum perdi a dupla das motos de vista. Gostei de ver os vidros elétricos funcionando perfeitamente! Um detalhe curioso e que, desta vez, me chamou a atenção foi a qualidade do som original de fábrica. Dá para dar uma puxada no volume sem problemas, pois ele segura bem tanto graves quanto agudos, sem distorção.

Na volta, dois ruídos estranhos apareceram quase simultaneamente. Um interno, surdo, meio seco, como se fosse uma pancada. E era! Uma garrafa de água esquecida sob o banco. Ufa… O segundo, no entanto, vinha da frente e, na viagem, Bruno e eu tivemos a impressão que se tratava da tampa do capô aberta. Era um ruído típico de porta aberta, aquele som “de panela na gaveta” com vibração. Esparamos sair da Anchieta, paramos o carro, fui checar TODAS as portas e… Nada. E, pouco depois, estranhamente o ruído parou de vez…

Mas foi só! No mais o Novo Ford Ka foi um parceirão, nos levou e nos trouxe com conforto (ar-condicionado ligado direto) e bom desempenho na estrada – vale lembrar: estávamos escoltando as motos, ou seja, fomos bem dentro do limite rodoviário.

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98º Dia

Maio 28th, 2008 por Betto Delboux

O reencontro

Passaram-se quase dois meses para que eu reencontrasse o Novo Ford Ka. Embora diariamente fosse possível vê-lo na garagem da editora, uma coisa é ver, outra é dirigir. A primeiríssima (segunda?) impressão que tive é que ele, pasme, não tem mais aquele aspecto de “carro novo”. Pode parecer óbvio, mas pense quando você encontra um anúncio de um carro semi-novo com 13 000 km e apenas três meses de uso. A primeira coisa que te passa pela cabeça é que ele é novíssimo. No entanto, com quase 100 dias, o Novo Ka parece um carro, digamos, “malhado”. Mas também, pudera, o Kazinho trabalhou duro aqui na redação durante todo esse tempo. Está bem longe de ser aquele carro “de mulher”, que usa apenas para ir ao supermercado do bairro, para ir ao salão de beleza e levar as crianças à escola.

No trajeto da Motorpress até a minha casa, nada de muito novo, a não ser pelo fato de que está tudo muito bem com ele, tudo funcionando. Alguns leitores/internautas podem achar que isso é ruim. “Pôxa, não tem nada de novo para dizer?”. É a síndrome de que notícia ruim é que é notícia boa. Mas não: se não há muito para dizer é porque as coisas estão bem e o carro suportou bastante bem nosso test-drivão de mais de três meses.

Uma coisa que é preciso ser dita: o Novo Ford Ka é um carro excelente para o dia-a-dia, para quem precisa de um veículo ágil para trabalhar. É gostoso de dirigir, fácil de estacionar e, graças a sua fantástica relação peso x potência, pau para toda obra, seja trajeto urbano, rodoviário ou rural (leia-se viagens para o sítio, fazenda). Sugiro até que seja pensado como bom carro para frotas, desde que considerado seu abastecimento sempre com álcool e que a dirigibilidade seja responsável para não haver excesso de consumo.

Outra boa utilidade para ele, dessa vez considerando o custo da versão básica, é como opção para “primeiro carro”. Jovens que recém tiraram suas cartas vão gostar de (realmente) aprender a dirigir com o Novo Ford Ka, dado seu tamanho, conforto, seu handling e o espírito de esportividade que ele tem.

Enfim, aí está mais um projeto de sucesso da Ford que deve durar muitos e muitos anos. A fila de espera pelo carro novo não me deixa mentir…

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97º Dia

Maio 27th, 2008 por Angelo Treviso

Ka passa pela segunda medição de pista 

Como aconteceu na sua estréia, em 21 de fevereiro, quando seu hodômetro marcava apenas 3 624 km, hoje, 97º dia, portanto faltando apenas três dias para o Teste dos 100 Dias terminar e com 13 094 km rodados, o Ka foi levado para a pista de testes para a segunda série de medições.

 

Na primeira vez que o Ka esteve no campo de provas, os resultados foram obtidos com 100% de álcool. Dessa vez, a segunda medição foi realizada com 100% de gasolina. E quer saber? Comparando alguns resultados o desempenho com a gasolina foi melhor que o atingido com o álcool. Para mim confesso que isso foi uma surpresa, porém tenho uma explicação: no começo do teste o motor 1.6 não estava “afinado” como deveria, tanto que durante os primeiros dias do teste o motor “morria” em marcha lenta, falhava em alta rotação e consumia muito. Só depois que o seu sistema de injeção foi remapeado pelos técnicos da Ford na concessionária Sonnervig, utilizando o aparelho de diagnóstico PDS, que o 1.6 reanimou. Por aí é possível ter uma noção que se com gasolina ele está bom, com álcool melhor ainda. Também contribuiu para a melhora no desempenho o fato do motor estar mais solto.

 

Quanto às medições, vou mostrar apenas as principais. Todos os outros resultados, na íntegra, serão publicados em nossa próxima edição da revista CARRO, que estará nas bancas no final de junho. Não percam!

 1ª medição/Aceleração:

0 – 100 km/h = 11s4 em 200,3 m

0 – 400 m = 17s9  

Retomada de velocidade:

80 – 120 km/h (4ª) = 11s8

Ruído Interno:

a 120 km/h em 5ª marcha = 72,7 decibéis

Frenagem:

100 – 0 = 52,6 m

 2ª medição/Aceleração:

0 – 100 km/h = 10s7 em 187,5 m

0 – 400 m = 17s4  

Retomada de velocidade:

80 – 120 km/h (4ª) = 12s8

Ruído Interno:

a 120 km/h em 5ª marcha = 74,4 decibéis

Frenagem:

100 – 0 = 48,2 m     

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96º Dia

Maio 26th, 2008 por Rafael Munhoz

Rápido e barato de reparar

Pessoal, vai aqui uma notícia que pode interessar bastante a quem ainda está decidindo se comprará ou não o novo Ka. Também é bem positiva para quem já o comprou. Foi divulgado o Ranking CAR Group atualizado, um teste de impactos feito pela CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) para verificar o índice de reparabilidade (quantas peças são danificadas em uma batida e quanto custa para trocá-las) de cada modelo.

E o que isso tem a ver com o carrinho da Ford? Simples, ele ficou em segundo lugar em sua categoria! Ou seja, ele foi considerado “com boas condições de proporcionar um reparo rápido e barato, no caso de colisão”. Esse tipo de informação ajuda muito na decisão de uma compra, já que não adianta apenas pagar pouco por um carro, se a manutenção do mesmo é alta.

E você, dono do novo Ka, acha que realmente os preços das peças e a velocidade do serviço são bons? E quem ainda não tem o modelo, acha que isso é um fator decisivo em uma possível compra?

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95º Dia

Maio 25th, 2008 por Rafael Munhoz

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Novo Ka vs Ka “Antigo”

Hoje vamos fazer um comparativo. Vamos deixar claro as principais diferenças que o novo Ka tem em relação à sua versão anterior. E quem fez a avaliação foi Eduardo Valentin, dono do “pretinho” da foto.

Ele andou com o carro que está sendo usado no Teste dos 100 Dias para dizer o que achou. Quem acha que o novo Ka melhorou em quase tudo, está errado. Ao menos para Eduardo, alguns pontos pioraram.

A primeira impressão, aliás, não foi lá muito boa. Com 1,86 m de altura, ele achou que o banco não vai muito para trás como na versão anterior. Ele se achou um pouco apertado e acredita que isso poderia ser fundamental para sua consideração final.

tamanhobanco.jpg

Depois disso, várias impressões boas: sentiu o carro muito mais estável, classificando como “uma condução mais suave, não sei explicar direito o motivo”. O ruído interno do novo Ka, para Eduardo, foi menor em relação ao seu carro. O motor não vamos comparar, já que o dele é 1.0 l  e o do Teste dos 100 Dias é 1.6 l, mas ele também ficou impressionado com a aceleração, considerando que já teve veículos 1.6 l. Também citou uma melhora no visual do painel, além de ter se divertido com o som instalado pela Ford no carrinho vermelho. Leia mais »

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94º Dia

Maio 24th, 2008 por Rafael Munhoz

Minhas considerações finais

Pessoal, faria amanhã este post, mas preferi adiantar para hoje… vou falar aqui o que, pessoalmente, eu aconselho para quem está interessado no novo Ford Ka, o carro que está quase completando a tarefa dos 100 dias.

Inicialmente, digo que os comentários que fiz no 92° dia foram totalmente pessoais, minha visão sobre o carro. Não quero convencer vocês disso, apenas disse o que acho, o que não acho etc.

Agora, vamos ao que interessa. Vou lembrar, primeiramente, que minhas opiniões e sugestões serão feitas tomando por base o Ka do nosso teste, e não globalizando tudo, já que podemos ter sido “premiados”, como já comentamos algumas vezes. Se você está de olho no Ka para ter um carro 0 km e não se preocupar com manutenção por um tempo, além de gastar pouco com manutenção e dores de cabeça, acho que ainda não é a hora de comprá-lo.

Essa dica, aliás, dou para a grande maioria (com boas exceções, é claro) dos modelos populares completamente novos: espere até a marca desenvolver e arrumar direitinho o carro para, depois, pensar em comprá-lo. O mesmo Ka, daqui a alguns meses, ou um ou dois anos, estará mais “evoluído” e, por conseqüência, terá menos problemas. Leia mais »

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93º Dia

Maio 23rd, 2008 por Rafael Munhoz

Um pouco de história

Pessoal, muita gente defende o Ka, outras pessoas criticam, mas nem todos sabem a história do veículo da Ford. Não vou dar detalhes, mas vou contar mais ou menos de onde surgiu etc, ok?

O primeiro indício de que a marca norte-americana trabalhava no modelo foi dado em 1994, no Salão de Genebra, quando foi apresentado um automóvel conceito com linhas circulares e ovais. A versão oficial, entretanto, foi desenhada, em 1996, por Claude Lobo, que comandava a área de projetos da marca na Europa.

Ainda naquele ano, em abril, o estúdio Ghia revelou o Saetta, que, apesar de ser um roadster de dois lugares, já usava linhas muito próximas às que foram introduzidas no Ka, que surgiu pela primeira vez em versão de produção no Salão de Paris daquele ano, na França.

A primeira impressão abalou muita gente, já que as formas nunca haviam sido vistas em outros automóveis anteriormente, o que fez o Ka ganhar bastante adeptos, já que era um carro totalmente diferente, tanto externa quanto internamente.

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O primeiro Ka

O primeiro Ka chegou à Europa no fim de 1996, utilizando mecânicas derivadas do Fiesta e anunciando que era feito para quatro pessoas.

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92º Dia

Maio 22nd, 2008 por Rafael Munhoz

Curva descendente

Pessoal, estou aqui de volta para falar do Ka. Infelizmente, no momento não estou mais tão empolgado com o carrinho. Para mim, o “gráfico” foi interessante. No início, a expectativa era grande e as novidades empolgavam. Depois, com os problemas que passamos com ele, fiquei um pouco decepcionado. Assim que tudo foi arrumado (depois de várias tentativas), a empolgação voltou e comecei a curti-lo novamente. Por fim, ele começou a perder um pouco de pontuação em meu conceito.

O motivo de isso estar acontecendo bem agora? Simples, parece que o novo Ka não fica o tempo todo bom nunca. Sempre tem alguma coisinha para incomodar ou dar dor de cabeça. Poxa vida, alguém que compra um carro zero não quer saber de problemas por um bom tempo, certo? Pois bem, quando tudo parecia estar bem, novos rangidos, barulhos nada delicados na tampa do porta-malas quando o piso não é muito regular, entre outros pontos.

Isso tudo me deixou um pouco chateado com o carro da Ford. Parece que as coisas não são feitas para funcionar o tempo todo bem. Se a intenção da marca era criar um modelo barato e fácil de cuidar, ainda não acertou a mão, já que causa mais dor de cabeça do que um automóvel usado.

Não discuto, em momento algum, que o carro é bom, anda muito bem, melhorou muito o visual, é bem acertado e o preço não é muito caro, mas falta muita coisa também. E o que mais irrita é que são coisas que dava para ter criado com mais cuidado, bobeiras que podem decepcionar bastante quem comprá-lo. Continuo gostando de vários pontos, mas depois do “ar de novidade”, você começa a enxergar algumas coisas que não via antes.

Até domingo, ou no máximo segunda, faço um post de “conselho”, pesando bastante as coisas para ambos os lados e dizendo o que eu aconselho, ok?

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91º Dia

Maio 21st, 2008 por Renato Rodrigues

Para quem voa baixo 

Após oito anos dirigindo um Fiesta GL 1.0 e há dois meses com um Clio Sedan 1.0 16V, não pensei por 2 seg antes de aceitar o convite do pessoal da Carro para testar o novo Ka – ainda mais o modelo 1.6.

Minha primeira impressão foi ótima. O carrinho (bem, não tão carrinho assim), está mais para Fiesta do que para o Kazinho do passado. O novo visual é agradável e bastante moderno, embora possa desagradar quem gostava do apelo “Kinder ovo” do antigo compacto da Ford.

Ao volante, o novo Ka tem tudo para agradar aos homens, mais que às mulheres. Digo isso pelo comportamento algo bruto do carro. Apesar de a aceleração não ser a de um F1, o Ka entrega potência mesmo em baixas rotações e alcança velocidades acima de 120 km/h em um tempo incrivelmente curto para quem está acostumado ao mundo dos 1.0. A retomada 40-100 é ótima e o motorista não precisa ficar trocando muito as marchas.

Chego a dizer que o motor 1.6 desse Ford é superdimensionado para o tráfego ignominável (na falta de um xingamento melhor) de São Paulo, cidade em que dirigir a mais de 60 km/h é uma benção. O lado bom desse “excesso” de potência é permitir manobras mais ousadas, como ultrapassagens e aceleração em curto espaço – desde que o motorista saiba o que está fazendo, claro. Outra característica “masculina” do Ford é o câmbio. Apesar de preciso, os engates são um pouco duros, principalmente se comparados ao do meu bom e velho Fiesta Rocan (aquilo sim era uma máquina!) e ao Renault, carro que este jornalista de 35 anos gosta de rotular, com orgulho, como de “tiozinho”. Por fim, a suspensão algo dura permite boa diversão em curvas, mas sente o piso ruim de algumas ruas paulistanas (não serei injusto, elas têm melhorado). Em apenas uma noite de uso, não notei se o carro tem tendência a sobresterçar (sair de traseira) ou algo do tipo.

Por falar em câmbio e suspensão duros, chama a atenção também o acabamento espartano do carro de quase R$ 40 000, preço que me causou espanto quando soube. Tem plástico preto para tudo o que é lado e até metal aparente nas portas. Sou eu que estou ficando velho ou antigamente carros desse nível de preço vinham com mais acolchoados e firulas? Destaque negativo principalmente para o encaixe dos botões dos vidros elétricos, rebarbados demais para um automóvel que não pode ser chamado de popular. O espaço interno para os ocupantes da frente e a ergonomia da direção são muito bons, assim como a iluminação do painel. Os bancos são adequados para uso urbano, mas não prometem horas agradáveis caso você vá enfrentar aquela estrada até a casa de campo lá no interior.

O som de fábrica faz muito barulho por pouco. Os alto-falantes coaxiais misturam as freqüências e fazem uma salada sonora que irrita quem gosta de um pouco mais de apuro. Como não há twitters, os agudos vão para a casa do chapéu. Se o usuário forçar os graves, as caixas, coitadinhas, reverberam e distorcem. Se você curte som de qualidade, invista em um kit duas vias.

Em resumo, achei o Ka um carro interessante para o motorista que gosta de voar baixo e não liga muito para o conforto a bordo.  Devo confessar que me diverti com a potência 1.6 do Ka, mas duvido muito que empregaria quase 40 mil pilas nesse modelo. Ou seja, não será agora que vou largar meu recém-adquirido Clio Sedan Tiozinho.

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