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The End

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Com este post encerramos oficialmente os trabalhos com o Honda Fit EXL 1.5 placas EEN 2057 que participou da sexta edição do nosso Teste dos 100 Dias.

Como vocês devem imaginar, a convivência com o carro, para nós que vivemos o assunto dia-a-dia junto aos amigos do blog, deixa saudade a cada modelo que vai embora. Com o Fit não foi diferente. O Honda cumpriu sua tarefa com louvor e, acreditamos, deixou uma imagem positiva por aqui e com vocês também.

Seguem os números da maratona. Confiram:

Km em 15/5/2009: 14 307 km

Km no Teste dos 100 Dias: 12 185 km

Em estrada: 5 785 km

Na cidade: 6 400 km

Total de litros gastos: 1 464,0

De álcool: 1 172,5

De gasolina: 291,5

Consumo médio com álcool: 7,7 km/l

Consumo médio com gasolina: 10,7 km/l

Consumo médio com 50% de álcool / 50% de gasolina: 8,4 km/l

Aproveitamos novamente para agradecer as críticas, elogios e o apoio durante todo o trabalho. Nos vemos no próximo Teste dos 100 Dias, que começa na semana que vem. Até lá!

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A vida do Fit no Teste dos 100 Dias

A pedido de muitos leitores, segue a galeria de imagens dos momentos mais marcantes do Fit neste teste. Curtam aí e digam o que é mais bacana (e o que deixa a desejar) nele visualmente.

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Conclusões - Parte III

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Visualmente, o New Fit ficou muito melhor e posso dizer que o espaço interno também acompanhou a evolução positiva. No caso desta versão, apenas o preço ficou fora da realidade nacional. O carro é muito bom, mas é caro demais. Creio que a versão 1.4 automática é mais barata e competitiva.

Com a chegada do Nissan Livina, muita gente vai cogitar esse novo produto, principalmente por causa do valor mais acessível. A versão completa do Fit eu não compraria, com certeza. Procuraria um sedã na mesma faixa de preço.

Nota: 8

Raul Fernandes Jr., editor-chefe das revistas MOTOCICLISMO e MOTO VERDE

Não me surpreendi com o Fit durante esses 100 dias. Esperava um carro confiável, confortável, bom de dirigir e inteligente. E foi exatamente isso que encontrei durante os mais de três meses que o Honda ficou conosco.

Confesso que o preço alto e os barulhos desanimaram no começo, mas ver o carro circular por estradas de terra e chegar à redação coberto de lama, passar nas mãos de vários motoristas, andar com combustíveis de diversos locais cuja procedência desconhecemos e não apresentar sequer um problema grave depois de tudo isso provou que a qualidade dos carros da Honda está mesmo acima da média no quesito robustez.

Ok, as batidas secas da suspensão e o tampão do porta-malas com barulho causaram certo transtorno, mas eles não existiriam se nosso asfalto fosse decente. Ele não é, a Honda comeu bola, mas creio que seja um erro de cálculo fácil de ser corrigido nas próximas fornadas que saírem da fábrica de Sumaré (SP).

Fora isso, o Fit não dormiu uma noite sequer na concessionária. Em um teste de resistência, no qual todos os outros carros avaliados sucumbiram a esse desafio, a valentia do monovolume deixa ótima impressão para mim.

É caro? É caro, já falamos, já relatamos, já comparamos e já dissemos que o EXL 1.5 só vale a pena para quem quer porque quer. Mas sem dúvida o Fit entrega bastante pelo que cobra. A versão EX 1.5 e a LXL 1.4 sem dúvida são mais negócio.

Os únicos pontos negativos ficam por conta do consumo, que não considero ruim, mas abaixo do esperado, e do barulho muito alto do motor quando a rotação sobe.

O Fit é mais caro que os concorrentes, mas é melhor. Quer um conselho? Invista mais no seu conforto. Você não vai se arrepender.

Nota: 8,5

Gerson Campos, editor-chefe do portal Carro Online

Sem dúvida a segunda geração do Honda Fit — que coincidentemente também é o segundo modelo produzido pela marca japonesa no Brasil — continua agradando às pessoas que o adquiriram. Essa foi a constatação que tive ao participar e ler os comentários postados no blog. Apesar do preço elevado desta versão e do acabamento inferior ao aplicado na primeira geração, em resumo vejo que a avaliação do Fit foi positiva.

Eu mesmo gostei bastante do carro antes dele ganhar as ruas, quando o conheci durante sua apresentação, no ano passado. O motor 1.5, que visa mais desempenho, respondeu a altura quando precisei dele durante as viagens que fiz com o carro até o litoral e o interior de São Paulo. Na cidade, ponto positivo para a direção elétrica, que me proporcionou facilidade durante as manobras. Afirmo isso como conhecedor de causa. Moro em prédio e minha vaga no segundo subsolo fica encostada na parede, o que me obriga a realizar no mínimo cinco manobras para estacionar. Também gostei da troca que a Honda fez do câmbio CVT para o automático. A nova transmissão deu mais ânimo para o carro. Ainda mais nesta versão EXL, que também permite que as trocas das marchas sejam feitas pelas borboletas atrás do volante. Para quem gosta de cambiar um carro, como eu, esse recurso torna a dirigibilidade do Fit mais gostosa.

Quanto ao espaço interno, pelo fato dele ser maior, mais largo, mais alto e com entre-eixos mais longo que o da versão anterior, a vida a bordo melhorou sensivelmente. Mas não ao ponto de eu achar que ele é um carro confortável. Por falar em conforto, o único senão do Fit nesse quesito são as rodas de 16 polegadas dele. Elas tornaram o carro duro e em algumas situações desconfortável. Se eu compraria um Fit EXL? Não. Ou melhor, talvez se eu fosse solteiro. Casado e com dois filhos, ele não atende meu perfil.

Nota: 7

Angelo Treviso, editor de testes da revista CARRO

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Conclusões - Parte II

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Segue a segunda parte da leva de conclusões sobre o Fit. Amanhã postaremos os últimos veredictos e vocês saberão qual será o próximo carro dos 100 Dias. Aliás, estamos preparando novidades para o teste. Alguém arrisca dizer qual é o modelo e quais são as novidades?

Minha conclusão, após a experiência com o Honda Fit, é positiva. O carro é bonito, tem aparência moderna e chama atenção nas ruas. Além disso, tem bom espaço interno, possui bons itens de conveniência e conforto e é versátil, podendo agradar desde o consumidor mais jovem até o chefe de família.

Um dos aspectos que mais gostei no Fit EXL 1.5 foi o câmbio automático com opções de troca por meio de borboletas junto ao volante. Além de atuar de modo convencional, essa caixa também permite trocas manuais. E o melhor: sem mexer na alavanca. Nesse modo, contudo, basta voltar a acelerar para que o câmbio retorne ao modo automático. Para deixá-lo totalmente manual, aí sim é preciso deslocar a alavanca para a posição S. Os bancos traseiros rebatíveis também são outra atração, já que permitem adequar o espaço à utilização.

O motor 1.5 Flex, de 115/116 cv (gasolina e álcool, respectivamente), mostrou-se adequado ao monovolume, em minha opinião. Ao contrário do que alguns chegaram a imaginar, o propulsor não se apresentou fraco e, mesmo nas viagens, deixou boa impressão.

Por outro lado, o principal defeito do Fit avaliado foi com relação ao conjunto rodas/pneus. Bastava passar por alguma leve irregularidade no piso para os passageiros sentirem na pele (literalmente) as pancadas provocadas pelo impacto. De acordo com alguns leitores, é possível substituir o conjunto original por outro, com pneus de perfil mais alto, a fim de eliminar esse problema. Mas por se tratar de um carro que custa quase R$ 70 000, acho uma medida inconcebível. A Honda que providencie isso.

O preço (muito elevado), aliás, é outro ponto negativo no Fit.

Resumindo, embora tenha gostado da versão, acredito que preferiria adquirir uma opção mais em conta do Honda Fit. Afinal, desembolsar R$ 67 725 pelo modelo me parece demais. Sem falar nos pequenos defeitos já citados e que são, na minha opinião, inaceitáveis para um veículo dessa faixa. 

Nota: 7

Wilson Toume, editor-chefe da revista CARRO 

No começo do Teste dos 100 Dias eu até compraria o New Fit por causa do belo design, por ser espaçoso e ter a marca Honda, que transmite bastante confiança.

Mas com o decorrer do teste fui ficando com a impressão que o custo/benefício não seria muito bom, já que, pelo preço de tabela do Fit, dá para comprar o seu irmão maior, o Civic LXS, que, em minha opinião, tem mais presença e um motor mais potente.

Nesse período de avaliação, como todo carro, o Fit apresentou alguns prós e contras. Vamos a eles:

Prós:
• Espaço interno
• Design
• Tecnologia de motor e transmissão
• Lista de equipamentos

Contras
• Suspensão e acabamento barulhentos
• Autonomia e consumo
• Preço elevado
• Ruído interno após 3 000 rpm

Enfim, em vez de comprar o Fit, optaria por um Civic LXS pelo mesmo preço.

Nota: 6,5

Leonardo Barboza, assistente de testes da revista CARRO e do portal Carro Online

Gostei bastante do Fit, mas lamento o fato de a nova geração não vir equipada com câmbio CVT. Ágil e compacto, o carro é ideal para ser usado na cidade, ainda mais na versão com câmbio automático de 5 marchas. Também achei o interior bem confortável tanto para quem dirige como para quem viaja no banco traseiro. A mesma coisa digo do porta-malas, que tem boa capacidade de carga. Minhas únicas reclamações ficam por conta do barulho do motor, que invade a cabine quando funciona em giros altos, e o conjunto de pneus de perfil baixo com as rodas aro 16”, que também faz um barulhão quando o carro passa por um buraco.

Nota: 8,5

Thiago Vinholes, repórter do portal Carro Online

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Conclusões - Parte I

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Caros, iniciamos hoje a primeira leva de conclusões sobre o Honda Fit EXL 1.5 que participou do nosso Teste dos 100 Dias. Seguem os textos e as respectivas notas. Lembrando que até o fim desta semana serão publicadas mais análises sobre o monovolume.

Gostei muito do carro e achei uma excelente opção para utilizar em grandes cidades, já que ele pode ser tanto um modelo familiar quanto um “personal car”. Já reservei um para a minha mulher.

Nota: 8,5

Adrian A. Lualdi, diretor-gerente da Motorpress Brasil Editora

Em geral, gostei da nova geração do monovolume da Honda, mas esperava mais em alguns pontos. Na minha opinião, parte do acabamento acabou deixando a desejar, assim como o preço, um pouco acima do que deveria custar para entrar com tudo na briga dos carros do segmento. Mesmo assim, é um carro que eu indicaria, sim, para amigos meus que procurassem algo com essa proposta, já que, apesar dos poréns, tem muito ponto positivo, como conforto, espaço para bagagens, visual, entre outros.

Nota: 8

Rafael Munhoz, editor da revista RACING

Aprovo o novo Fit EXL 1.5 que utilizamos no Teste dos 100 Dias, principalmente pela robustez que apresentou nesse período e por não apresentar falhas mecânicas muito graves. Contudo, não compraria o novo modelo por considerá-lo caro demais, pouco econômico e com um motor que não entrega um desempenho tão superior assim que justifique o investimento a mais nessa versão top. Iria com o modelo de entrada e propulsor 1.4, na minha opinião, mais justo para o carro. Por mais que não agrade a todos, um aspecto questionável dessa geração é a perda do câmbio de relações continuamente variáveis (CVT), que é mais adequado e condizente com a proposta do monovolume japonês.

Nota: 6

César Tizo, repórter do portal Carro Online

A única vez em que tive a oportunidade de guiar o novo Honda Fit EXL 1.5 fiquei bem satisfeito e impressionado com seu novo design e sua performance. Um carro que, na minha modesta opinião, consegue unir o prazer de dirigir com muito conforto e a sensação de aventura! Com certeza teria o novo Honda Fit. Prefiro o automático, mas não sei qual o comportamento do carro na versão de câmbio manual!  

Nota: 9

André Farias, designer-responsável da revista RACING

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100º Dia

Livre, leve e solto

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Após uma maratona de 100 dias com o nosso Honda Fit enfrentando trânsito, chuva, sol, estradas de terra, ruas esburacadas e outras diversas situações, realizamos hoje o teste final de desempenho para verificar o que melhorou ou piorou no carro em relação ao começo da avaliação.

O resultado do Fit depois de mais de 12 000 km rodados conosco (como pegamos o carro já com mais de 2 000 km, hoje ele passou dos 14 000 km na volta da pista) foi satisfatório e, na minha opinião, pode-se dizer que o Fit dos 100 dias está mais livre, leve e solto.

• Livre: o motor está amaciado, o que proporciona acelerações melhores que as aferidas no terceiro dia de teste

• Leve: o carro parece estar mais leve e assim, no teste de frenagem, ele foi melhor. Além disso, o consumo evoluiu um pouco

• Solto: o único ponto negativo do teste foi perceber que o nível de ruído mostra o Fit mais barulhento que no início dos 100 Dias mesmo com a suspensão toda reapertada e as adequações com feltro feitas no tampão traseiro

Para entender melhor, seguem os resultados dos testes realizados no terceiro dia e hoje, 97 dias depois.

Honda Fit EXL 1.5 do Teste dos 100 Dias - 3° dia (2 281 Km) / 100° dia (13 972 Km)

Acelerações (em segundos)

0 a 60 km/h - 5s6 / 5s4
0 a 80 km/h - 8s6 / 8s2
0 a 100 km/h - 13s1 / 12s5
0 a 120 km/h - 18s7 / 18s1
0 a 400 m - 18s8 / 18s4

Retomadas de velocidade (em Drive, tempo em segundos)

40 a 100 km/h - 10s5 / 10s7
60 a 120 km/h - 13s0 / 13s4
80 a 120 km/h - 10s1 / 10s1

Frenagens (em metros)

60 km/h a 0 - 15,2 m / 13,8 m
80 km/h a 0 - 26,4 m / 23,9 m
100 km/h a 0 - 40,8 m / 37,8 m

Ruído interno

Ponto Morto - 39,6 dB / 39,9 dB
50 km/h (D) – 57,6 dB / 58,6 dB
80 Km/h (D) – 62,1 dB / 63,1dB
120 Km/h (D) – 67,2 dB / 67,5 dB 

E como de costume no último teste fazemos a prova de fading dos freios (não realizada no início por exigir demais do sistema), que consiste na realização de dez frenagens seguidas com 200 kg de lastro no porta-malas do veículo.

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Nessa avaliação, o Fit se deu muito bem, mantendo um distância média em todas frenagens devido aos freios ABS com discos nas quatro rodas. Veja o resultado:

Fadiga dos Freios

1° 42,0 m
 2° 44,6 m
 3° 42,4 m
 4° 41,7 m
 5° 40,9 m
 6° 41,7 m
 7° 41,7m
 8° 42,4 m
9º 48,0m
10° 42,7 m

P.S.: amanhã começaremos a postar as CONCLUSÕES DO TESTE DOS 100 DIAS. Fiquem atentos!

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99º dia

Deu a lógica: aprovado

Vi o teste dos 100 dias nascer. A idéia dada por Sérgio Quintanilha, ex-vice presidente da Motorpress Brasil, em uma tarde de sexta-feira deixou toda a redação em polvorosa. A Citroën, que tinha acabado de lançar o C4 Pallas, abraçou a idéia com o mesmo entusiasmo. Em duas semanas “catapimba!”, iniciava-se o primeiro teste diário on-line das publicações automotivas do país. Depois passaram por aqui Fiat Punto, Ford Ka, Fiat Palio Adventure Locker, Volkswagen Voyage e agora o Honda Fit.

Particularmente, eu creio que nenhum carro que passou por estes 700 dias de testes foi mais competente que o Honda. Todos os outros tiveram problemas bem mais crônicos do que os barulhos na parte traseira do compacto japonês. Lembro-me muito bem que o C4 Pallas, por exemplo, apagava ”do nada” no meio do trânsito. O Punto tinha problemas com o miolo da chave e o seu ABS não podia ver água que parava de funcionar.

O Ford Ka recebia reclamações diárias. Ora era o marcador de combustível, ora era a injeção eletrônica “dando pau”, isso sem falar da ressonância acústica interna, que lhe fazia ouvir o chacoalhar do combustível no tanque. Já o Palio Adventure Locker vivia engasgando em baixas rotações, sendo necessária até a substituição do corpo de borboleta ao final do teste.

Com o Voyage, testamos até o atendimento de 3º mundo de algumas concessionárias com os problemas constantes do I-System - que vivia apagando - e da suspensão traseira, apesar de ter sido um participante surpreendente.

E ele ter ido tão bem é ruim para o teste. Afinal, cada mínimo problema no carro serve de alerta para você, potencial comprador, e enche a nossa mente de idéias, também dadas por você. Mas com o Fit não houve isso. Foi de longe o carro que menos gerou comentários e discussões. Tirando o preço, a suspensão dura demais para se aliar a rodas de 16″ e a baixa capacidade do tanque, todo mundo adorou. Não trouxe problemas técnicos que comprometessem o dia-a-dia com o carro, nem mecânicos que o deixassem no estaleiro. Por fim, não há o que reclamar dele.

Ele é seguro, estável, tem consumo razoável, muito espaço interno, acabamento aceitável e, além de tudo, como diz qualquer mulher que o tenha visto, “é bonitinho demais”. Em suma, está aprovado - as conclusões de todos ainda virão em outro post - aliás, mais do que aprovado.

Foi um prazer trabalhar com a sua ajuda. Até a próxima!

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98º dia

O preço é só um detalhe?

“Como é lindo!”. “Acho que foi o melhor carro que eu já tive”. ”Não penso em comprar outro, e depois que vi o novo, tenho certeza que será outro Fit”. Essas são as frases que mais ouço quando, no meu círculo de amigos, familiares, agregados e curiosos, chego ao volante do novo Fit. O problema é o preço. Quando falo que este modelo custa R$ 67 725, muitos dão um passo atrás. Mas nem todos. Há quem tenha convicção plena de que ele vale o quanto custa. Particularmente acho caro, a melhor opção, na minha opinião, seria o mais barato. Ainda vejo o automóvel como um negócio e para perder menos dinheiro, o melhor é escolher o carro na versão mais barata (LX 1.4, R$ 49 580). A aparência muda pouco em relação ao topo de linha e na revenda ninguém paga o valor que a concessionária cobra por rodas maiores, ar-condicionado digital, bancos de couro, entre outros.

Mesmo assim ouvir que “R$ 50 000 é muito” não é incomum. Ainda mais quando se tem um exército de seminovos por pechinchas que até Deus duvida em qualquer agência de carros de bairro. Outro dia achei um Fusion por R$ 49 990. Mas para quem curte ter um carro “zerinho, zerinho” brilhando na garagem, há poucas opções tão boas por esse preço. Não digo que um Meriva 1.8, que parte de R$ 45 879, seja um carro ruim, mas dotado de câmbio Easytronic, sua única opção de transmissão, já está fora de meu portifólio. Suba um degrau e veja o Fiat Idea Adventure Locker, que começa em R$ 51 680. É honesto, mas esse estilo “aventureiro” tem tantos detratores quanto apreciadores. A tecnologia embarcada no carro não chega nem perto do que a Honda entrega no Fit. Só de abrir o capô e ver aquele sedento motor Chevrolet 1.8 roncando no Idea e depois nem sequer ouvir o movimento dos pistões do Fit 1.4 16V, já vale o negócio. Na hora de dirigir, a mesma coisa. Há quem prefira ouvir e sentir as vibrações do carro a cada acelerada. Parece que o público que venera o Fit quer distância disso. Aí você inclui também o Livina 1.8 16V, que apesar de seus R$ 50 690 de entrada, não acumula as benesses de conforto e competência que se sente no compacto japonês logo ao primeiro contato.

Saindo dos adversários comuns e diretos do Honda e partindo para a análise de preço em geral há o Focus. Na casca da primeira geração, você paga, de acordo com a tabela, R$ 49 680 por um GLX 1.6 completão. Mas você faria isso com um carro que está com os dias contados? E por R$ 55 015, coloca na garagem um GLX 2.0 do modelo novo, contudo, não se esqueça de que ele não é flex. Se a facada da bomba de combustível não lhe irritar para resto dos dias de convívio com o carro, tudo bem. Mas eu duvido que quando chega para abastecer com ele, o dono não pense “puxa vida, porque eu não comprei um carro flex?”. Por mais que o Focus seja uma excelente opção se você considerar apenas a máquina, esse “detalhezinho” fere o subconsciente.

E o Astra 2.0 por R$ 53 372? Esse mistura os dois dons do Focus. Suas qualidades soberbas de “máquina” acompanhadas da certeza de que ele está na mira da “Dona Morte”. Isso sem falar que o seguro, em alguns casos, pode flertar com os R$ 5 000 anuais. Em um ano o que eram R$ 53 372, pulam para R$ 58 372, só que, passados doze meses, está valendo R$ 46 000. É o mesmo caso do Golf Plus, que sai por R$ 49 780, mas seu seguro espanta até o mais precavido. Há o Kia Cerato por R$ 49 900, que tal? Não, ainda. Espere o modelo reestilizado chegar. Esse valerá a pena no ano que vem. Um 307 1.6, que tal? Custa R$ 52 500, bem equipado por dentro, mas vem com calotas por fora. Na minha opinião, um grande concorrente, mas parece que o consumidor cansou dele. Vai saber…  Ainda pode-se apostar em um Mégane Sedan 1.6 16V, por R$ 51 790. E por que ninguém aposta neles e lota as concessionárias da Honda?

É isso mesmo, o Fit vende mais que todos esses concorrentes. Os motivos? De cara só porque “é o Fit”. Tem gente que é conservadora, oras. Mas há carros que vendem por respeitarem os padrões de qualidade e estarem na vanguarda das soluções tecnológicas ano após ano, geração a geração. Quem achou que o preço do Fit seria um empecilho, justamente por carros maiores e mais equipados estarem na mesma faixa monetária, queimou a língua. Abaixo você confere o desempenho de cada um dos carros citados acima, no mês de abril:

Honda Fit - 4 645

Chevrolet Meriva - 2 513

Fiat Idea - 2 018

Nissan Livina - Não divulgado

Ford Focus - 1 170

Chevrolet Astra - 1 755

Volkswagen Golf - 1 678

Kia Cerato - 26

Peugeot 307 - 668

Renault Mégane - 285

Se a voz do povo for a mesma de Deus, por favor, esqueça essa história de preço do Fit. Quem quer compra e pronto. E você, qual opção melhor que o Fit você sugere na casa dos R$ 50 000?

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97º dia

Pezinho na chopeira

Incumbido de conduzir o Fit ao fim do teste depois dos mais variados assuntos e polêmicas, afirmo que não foi difícil conviver com ele. O duro é achar pautas consecutivas devido à qualidade e previsibilidade do Honda durante os 100 dias. Mas essa conclusão fica para o 99º dia. Com0 parte do ritual de extrema-unção do japonesinho, passei boa parte do dia de hoje procurando referências estilísticas além dos monovolumes e minivans os quais cremos que sejam os reais rivais do Honda.

Classicamente urbano, com soluções e detalhes de estilo que agradam, o Fit, por incrível que pareça, não bebe mais em fontes nipônicas quanto ao desenho. Apesar da cara de “mangá”, com faróis recortados como se por espadas, carroceria mais encorpada e traseira alta, me parece que os japoneses foram buscar em seus aliados na Segunda Guerra a inspiração do desenho de tal renovação. Pois é, quem nunca viu o Mercedes-Benz Classe A, ou até o Classe B, em suas versões mais atuais e pensou “olha um F… Ah, não, é um Mercedinho”. Bom, se você contraria essa situação, seguem abaixo algumas fotos que podem comprovar isso.

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Principalmente com relação ao Classe A, repare que as lanternas traseiras têm o mesmo intuito. Em formas pouco usuais, preenchem a totalidade do espaço entre para-lamas traseiros, vidro da tampa do porta-malas e para-choques. Não há um grama de metal que apareça ao lado delas. Só a partir das laterais. Outro fato que contribui para a semelhança à primeira vista fica por conta do desenho da última  janela lateral do Fit, que apesar de maior, tem o mesmo intuito de completar essa linha ascendente, que vem do para-lama dianteiro e sobe até o encontro com a lanterna traseira. Até nas medidas eles quase que se ”imitam”. O Fit é apenas 7 cm mais comprido (3,90 m) que o Classe A (3,83). Já o Mercedes é bem mais largo (1,76 m), leva vantagem dos mesmos 7 cm em cima do Honda (1,69 m), assim como também é mais alto, são 6 cm (1,59 m x 1,53 m). Mas ironias à parte, as dimensões são intrigantemente semelhantes, não?

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De diferente mesmo, só o fato de o Fit ter uma janelinha adiantada ao lado do retrovisor externo e o Classe A não. Já a semelhança com o Classe B (4,27 de comprimento, 1,77 m de largura e 1,60 m de altura) ocorre porque ele se parece muito com o Classe A, pois nos detalhes não há as mesmas inspirações do japonês, é só o conceito de monovolume mesmo. Mas está na cara que a Honda xeretou o portifólio europeu para dar mais vida ao seu compacto, que antes se apresentava com linha de cintura reta e olhos de gafanhoto, não? Ah, esses japoneses… 

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Postado em Design, Geral

96º Dia

Cotando peças para o Fit

Leitores do blog comentaram aqui em dias anteriores perguntando sobre preços de peças para o novo Fit. O nosso sempre disposto assistente de testes, Leonardo Barboza, foi em busca dos preços do jogo de pastilhas de freio e amortecedores, para-lama esquerdo e retrovisor externo do lado direito. O Léo também comparou os preços das peças do carro da Honda com seus principais rivais no mercado, Fiat Idea e Chevrolet Meriva. Vamos aos valores.

As quatro pastilhas para o Fit saem por R$ 177,45, preço mais em conta que o pedido pelo mesmo componente para o Idea e o Meriva, que tem preço sugeridos em R$ 231 e R$ 180, respectivamente. A situação se inverte na cotação de valores dos amortecedores, que custam R$ 251 a unidade (lembrando que são necessários quatro amortecedores, daí a conta sobe R$ 1004), contra R$ 168 do carro da Fiat e R$ 130 da minivan da GM.

Quem amassar o para-lama esquerdo do novo Fit tem de desembolsar R$ 192,24. Se a pancada for de Idea, a conta saí R$ 231,82. Para a Meriva, a mesma peça custa R$ 166. Se uma moto acertar o retrovisor do lado direito do monovolume da Honda, ainda mais na versão que tem repetidor de seta embutido, a conta não é nada agradável: R$ 545. Novos retrovisores para o modelo da Fiat e GM saem por R$ 192 e R$ 260.

E aí, o que você achou dos preços? Eu achei o preço do retrovisor um tanto abusivo, mas altos valores são comuns em peças desse tipo com as luzes integradas. Um retrovisor com repetidor de seta para um Audi A3 dos novos, por exemplo, custa mais de R$ 4 000. Ainda bem que não estamos de Audi e nem quebramos o retrovisor durante esses 96 dias de testes com o Fit.

Conta total (jogo de amortecedores, pastilhas de freio, retrovisor e para-mala):

Fit: R$ 1 918,69

Idea: R$ 1 326,82

Meriva: R$ 1 126,00

Postado em Assistência técnica, Equipamentos, Geral, Manutenção, Mecânica, Suspensão, freio