
Segue a segunda parte da leva de conclusões sobre o Fit. Amanhã postaremos os últimos veredictos e vocês saberão qual será o próximo carro dos 100 Dias. Aliás, estamos preparando novidades para o teste. Alguém arrisca dizer qual é o modelo e quais são as novidades?
Minha conclusão, após a experiência com o Honda Fit, é positiva. O carro é bonito, tem aparência moderna e chama atenção nas ruas. Além disso, tem bom espaço interno, possui bons itens de conveniência e conforto e é versátil, podendo agradar desde o consumidor mais jovem até o chefe de família.
Um dos aspectos que mais gostei no Fit EXL 1.5 foi o câmbio automático com opções de troca por meio de borboletas junto ao volante. Além de atuar de modo convencional, essa caixa também permite trocas manuais. E o melhor: sem mexer na alavanca. Nesse modo, contudo, basta voltar a acelerar para que o câmbio retorne ao modo automático. Para deixá-lo totalmente manual, aí sim é preciso deslocar a alavanca para a posição S. Os bancos traseiros rebatíveis também são outra atração, já que permitem adequar o espaço à utilização.
O motor 1.5 Flex, de 115/116 cv (gasolina e álcool, respectivamente), mostrou-se adequado ao monovolume, em minha opinião. Ao contrário do que alguns chegaram a imaginar, o propulsor não se apresentou fraco e, mesmo nas viagens, deixou boa impressão.
Por outro lado, o principal defeito do Fit avaliado foi com relação ao conjunto rodas/pneus. Bastava passar por alguma leve irregularidade no piso para os passageiros sentirem na pele (literalmente) as pancadas provocadas pelo impacto. De acordo com alguns leitores, é possível substituir o conjunto original por outro, com pneus de perfil mais alto, a fim de eliminar esse problema. Mas por se tratar de um carro que custa quase R$ 70 000, acho uma medida inconcebível. A Honda que providencie isso.
O preço (muito elevado), aliás, é outro ponto negativo no Fit.
Resumindo, embora tenha gostado da versão, acredito que preferiria adquirir uma opção mais em conta do Honda Fit. Afinal, desembolsar R$ 67 725 pelo modelo me parece demais. Sem falar nos pequenos defeitos já citados e que são, na minha opinião, inaceitáveis para um veículo dessa faixa.
Nota: 7
Wilson Toume, editor-chefe da revista CARRO
No começo do Teste dos 100 Dias eu até compraria o New Fit por causa do belo design, por ser espaçoso e ter a marca Honda, que transmite bastante confiança.
Mas com o decorrer do teste fui ficando com a impressão que o custo/benefício não seria muito bom, já que, pelo preço de tabela do Fit, dá para comprar o seu irmão maior, o Civic LXS, que, em minha opinião, tem mais presença e um motor mais potente.
Nesse período de avaliação, como todo carro, o Fit apresentou alguns prós e contras. Vamos a eles:
Prós:
• Espaço interno
• Design
• Tecnologia de motor e transmissão
• Lista de equipamentos
Contras
• Suspensão e acabamento barulhentos
• Autonomia e consumo
• Preço elevado
• Ruído interno após 3 000 rpm
Enfim, em vez de comprar o Fit, optaria por um Civic LXS pelo mesmo preço.
Nota: 6,5
Leonardo Barboza, assistente de testes da revista CARRO e do portal Carro Online
Gostei bastante do Fit, mas lamento o fato de a nova geração não vir equipada com câmbio CVT. Ágil e compacto, o carro é ideal para ser usado na cidade, ainda mais na versão com câmbio automático de 5 marchas. Também achei o interior bem confortável tanto para quem dirige como para quem viaja no banco traseiro. A mesma coisa digo do porta-malas, que tem boa capacidade de carga. Minhas únicas reclamações ficam por conta do barulho do motor, que invade a cabine quando funciona em giros altos, e o conjunto de pneus de perfil baixo com as rodas aro 16”, que também faz um barulhão quando o carro passa por um buraco.
Nota: 8,5
Thiago Vinholes, repórter do portal Carro Online
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