
Angelo Treviso, editor de testes da revista CARRO
Muito me agradou a ideia de avaliar os dois Fusion, 2.5 e V6, numa tacada só. Com essa experiência foi possível comprovar que existe uma sensível diferença entre uma versão e outra — embora se trate do mesmo carro. Nessa briga de gente grande, a conclusão óbvia de que a versão mais potente é melhor que a mais simples não é bem assim. Ao menos em minha opinião.
Lado a lado, as duas versões se equivalem em muitos pontos. A V6 se sobressai pela tração integral, o motor possante e o pacote de equipamentos recheado. A 2.5 entrega um desempenho mais tímido, mas nem por isso ruim; boa estabilidade nas rodas dianteiras e uma lista de equipamentos que condiz com a sua proposta de carro executivo americano. Só mudaria uma coisa no Fusion: agregaria o Sync nas duas versões. Acredito que com isso a versão de entrada do sedã ficaria ainda mais interessante. Quanto aos dois carros, tenho a dizer que:
Acabamento: bancos de couro, revestimentos das portas, do painel e do volante são exatamente os mesmos. Detalhes cromados, variações de luzes internas, tudo igualzinho! Por fora, até as rodas são as mesmas!
Espaço: bom para um sedã. O Fusion é um carro projetado para levar com conforto até três pessoas no banco traseiro.
Freios: ambos vêm equipados com o mesmo sistema de discos nas quatro rodas e ABS. Na prática, ele funciona melhor no 2.5 pelo fato de ele ser mais leve que o V6. A sensação que se tem ao frear o V6 em emergência é a de que o carro não vai parar no espaço previsto.
Motor: o motor 4 cilindros 2.5 16V entrega uma boa potência de 173 cv e faz do Fusion um carro gostoso de dirigir. O V6 3.0 24V, que gera 243 cv de potência, faz do Fusion um esportivo. Achei a versão V6 um pouco exagerada para o modelo de proposta familiar.
Transmissão: com 6 marchas automáticas, esse tipo de câmbio geralmente proporciona bom desempenho, não somente em velocidade, mas também em aceleração e retomadas. A mesma relação de marchas nas duas versões — muda apenas a relação final — proporcionou bom desempenho nos dois motores.
Custo/benefício: dentro do que cada versão entrega, ambas oferecem uma boa relação custo/benefício. Mas como tenho que escolher uma, fico com a 2.5.
Notas
V6: 9
2.5: 8,5
Leonardo Barboza, assistente de testes da revista CARRO
Em relação à concorrência, acho que o melhor argumento do Fusion é o fato de ele ser competitivo em preço na casa dos R$ 100 000. A versão 2.5, que chega por R$ 84 900, concorre diretamente com o Honda Civic EXS (R$ 83 810) e o VW Jetta (R$ 78 990). Já a V6, que vem tão bem equipada e ainda tem a tração permanente, custa R$ 99 900.
Desde o lançamento do novo Ford Fusion eu o achei um carro espetacular. Com a oportunidade de poder dirigi-lo em suas duas versões, pude avaliar muito bem qual opção seria melhor caso eu fosse comprar o sedã. Como as duas versões são praticamente “gêmeas” na parte exterior, me aprofundei mais nos detalhes internos como equipamentos, motorização e transmissão. Cheguei à seguinte conclusão: a minha opinião é que mesmo com uma diferença de R$ 15 000 da versão SEL 2.5 para a SEL 3.0 V6 AWD, o fato de a V6 consumir mais combustível e a 2.5 apresentar melhor custo/benefício, eu ficaria com a V6. Isso por causa de itens como o sistema de áudio Sync, que é espetacular mesmo ainda necessitando de algumas atualizações (principalmente no GPS), e a tração integral, que permite muito mais dirigibilidade e segurança para quem gosta de dirigir mais esportivamente.
Em relação aos concorrentes, o Fusion 2.5 vai dar muito trabalho mesmo que os concorrentes tenham alguns pontos positivos. Devido ao espaço interno, motor e transmissão bons e uma lista de equipamentos, o consumidor vai pensar melhor na hora da comprar de um sedã.
Notas
V6: 9
2.5: 8,5
Rafael Miotto, repórter das revistas MOTOCICLISMO e MOTO VERDE
Posso confessar que as impressões que tive do Ford Fusion foram ótimas, tanto na versão 2.5 como na 3.0 V6. Claro, o “motorzão” do 6 cilindros impressiona e cativa os apaixonados por automóveis. Porém, pensando mais com a razão, minha opção seria o Fusion com motor “pequeno”.
A meu ver, esse propulsor faz muito bem seu trabalho e está bem proporcional ao automóvel. No restante, considerei o sedã um carro muito confortável, com dirigibilidade ótima e um preço acessível (R$ 84 900) — pelo conjunto que oferece. Apesar do tamanho avantajado, o Fusion tem grande agilidade no trânsito, o que torna boa alternativa para viagens e para o dia a dia.
Notas
V6: 8,5
2.5: 9
Luiz Betti, repórter da revista CARRO
O Fusion melhorou bastante em sua segunda geração: adotou um visual mais bem resolvido e teve seu comportamento mecânico melhor acertado. É um sedã confortável que proporciona maciez ao rodar sem prescindir de uma boa dose de esportividade.
Há pequenos deslizes, como a falta de iluminação no porta-luvas e de retrovisores estáticos, além da ausência de alguns mimos que cativam o motorista, como vidros one touch nas quatro portas – equipamento que a Fiat tem disponível até no Palio. A baixa altura do pára-choque dianteiro também incomoda, mas nesse caso, a culpa é mais das vias nacionais que do carro importado.
Algumas contradições são perceptíveis no veículo. A luz ice blue do painel de instrumentos, por exemplo, contrasta com as linhas e tons sóbrios do painel. No banco de trás, causa estranheza – principalmente em um veículo familiar/ executivo – a falta de saídas de ar-condicionado no túnel central, além da altura baixa do teto, o que prejudica o conforto do terceiro ocupante traseiro.
Comparando as duas versões, a diferença de R$ 15 000 entre a top (3.0 V6 de 243 cv) e a básica (4 cilindros 2.5 de 173 cv) é justificada, segundo a Ford, pela maior potência do motor V6, pela estabilidade da tração integral e pelas facilidades do Sync – cujo sistema GPS nacional, segundo a montadora informou hoje, ainda está em fase de desenvolvimento e sem previsão de entrega.
Contudo, a motorização de 4 cilindros e 173 cv, cujas médias de aceleração, retomada e frenagem estão próximas ao V6, mostrou-se mais amigável na cidade e suficientemente vigorosa nas rodovias, além de ser mais econômica, registrando uma média de 9,1 km/l contra 7,2 km/l do irmão mais potente.
Dessa forma, eu optaria pela versão de entrada pelo simples fato de a mesma proporcionar diversão ao volante custando bem menos, não apenas no preço de compra, mas também nas despesas subsequentes, como IPVA, seguro, combustível e, possivelmente, desvalorização.
Notas
V6: 8
2.5: 8,5
8 comentários
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Bravo, Luis Betti. Boa avaliação. Pouco se comentou sobre a desvalorizacao futura do modelo. Tendo em meu curriculo dois carros V6 que tinham no mercado tambem a versao 4 cilindros ( Renault Laguna e Citroen C5 ), sei o quanto as mais potentes sao desvalorizadas na hora da revenda. Nao deve ser privilegio de carro frances, nao. Os vendedores bem que tentavam, todos, cotar o carro com o mesmo preço da versao 4 cilindros - desesperador. Se bem que 15 mil é um distanciamento bem mais razoavel ( acho que em qualquer outro carro no mercado, as diferencas de preço devido a motorizacao sao BEM maiores ).
Tb acho que o 2.5 seria a escolha mais lógica (no meu caso particular). Mas percebo que o mercado de usados tende a valorizar mais as versões “TOP” (contrariando o pensamento do Eduardo acima). Não digo que o V6 com 5 anos de uso valerá um bom dinheiro a mais que um 2.5 igualmente usado, mas indiscutivelmente será mais comercial.
Comparem o CVIC LX com o EX, o FUSION com teto e sem teto, AZERA “completo” e o “completíssimo”
gostaria de ver o Kia Soul, novo Focus ou city no teste. obrigado.
Eu comprei o 2.5 com teto que atualmente ja esta com 6.000km. A diferença de R$ 15.000 comprei um fusca Itamar para colecionar e paguei R$ 12.000. Então tenho os dois carros e ainda sobrou dinheiro mas é uma questão pessoal porque para mim o 2.5 serve muito bem e não vejo muita diferença para o 6 cilindros. Ja tive veiculos 6 cilindros e neste porte sempre acreditei que teria que ser 6 cilindros. Entretanto, o Fusion com este motor mostrou-se muito bem e fiz a opção certa no meu caso.
O Luiz Betti só falou dos defeitos, parece q o carro é bem sem graça e sem itens de conveniencia, o q não é verdade. Ele deve ter uma BMW 750iL em casa pelo jeito…
O momento é da Kia, então peço o Kia Soul 1.6 intermediário de 52.990, pois acho que será o de maior vendagem.
Segiro tbm que diminuam os dias de teste, eu mesmo não suporto ler do mesmo carro por mais de 3 meses, a novidade passa e o carro nem passou dos 30 dias haja paciência.
Esqueci de falar no belo trabalho que todos realizam. P A R A B É N S.
Na minha profissão (não sou manobrista) tenho oportunidade de trabalhar com vários automóveis de varias marcas
e modelos, todos importados mas poucos trás o conforto e uma dirigibilidade agradável do fusion
e bom conjunto mecânico, e por não ter um fico bem à-vontade para fazer este comentário