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20º Dia

Este sim!

Olá, pessoal. Depois de já ter participado de quatro edições anteriores do Teste dos 100 Dias, meu primeiro contato com o novo Fusion foi algo realmente positivo. Desde antes de entrar no carro, sempre fiquei babando em suas formas. Aliás, eu já simpatizava um pouco com a versão anterior, mas, para mim, o visual pecava – e muito. Agora, com um design mais atual, moderno e imponente, para mim não falta nada, ainda mais por esse preço abaixo dos R$ 100 000.

Essa, entretanto, era a visão que eu tinha antes de entrar no carro. Acredite: quando dirigi, a sensação foi ainda melhor do que a que eu imaginava que teria. A começar pelo banco: uma verdadeira poltrona. Depois, todo aquele painel de instrumentos moderno dá uma sensação realmente boa, até mesmo para quem acaba de se acostumar com carros como o Civic.

Bom, a infinidade de coisas boas, o pessoal já disse nos dias anteriores, então vou parar de chover no molhado. Vou apenas citar alguns dos pontos, positivos e negativos, que me chamaram a atenção logo de cara (não andei tanto com o carro ainda, cerca de 50 km).

Valetas e rampas

Meu primeiro contato já teve um pequeno susto ao deixar a editora. Mesmo em baixíssima velocidade, o para-choque dianteiro deu uma raladinha ao sair da rampa. Que dó! Depois disso, comecei a tomar muito cuidado a cada lombada e valeta. Mesmo assim, ainda raspava em algumas, mesmo entrando de lado.

É uma pena, porque em buracos e pequenas ondulações o carro se comporta muito bem. Aliás, a suspensão é um ponto fortíssimo, a meu ver. Mesmo sendo um modelo enorme, você o sente inteiro ao guiar e, melhor de tudo, a suspensão não bate seca, como fazia o Honda Fit no nosso teste anterior. Agora, você tem isso tudo, um ótimo e estável carro nas mãos, e precisa passar a 2 km/h nas valetas? Não combina muito, mas é uma realidade.

Posição da entrada USB

A área circulada é onde fica a entrada USB

A área circulada é onde fica a entrada USB

Sentei no carro, coloquei o cinto de segurança e fui introduzir o meu pendrive no sistema de áudio (que som, aliás!). Cadê a entrada? Ok, já tinha passado por isso e achei rapidamente no encosto de braço central. Até aí, tudo bem, mas a posição do encaixe é realmente ruim. Ninguém nos assentos dianteiros conseguirá colocar o aparelho com facilidade, garanto. Pelo banco de trás, até tudo bem, mas tive de tirar o cinto, procurar a posição e o lado de encaixe (até a visão fica um pouco comprometida). Nessa brincadeira, juro, levei mais de 30s para conseguir colocar o aparelho.

Para ter acesso ao USB, o braço fica bem desajeitado

Para ter acesso ao USB, o braço fica bem desajeitado

Depois, outra ladainha: entender o sistema de áudio. A tela sensível ao toque é algo realmente primoroso e diferencial nesse carro, mas requer um pequeno aprendizado. Levei mais alguns minutos ate entender como fazer o USB funcionar direitinho. Depois, entretanto, só alegria! Ótimos recursos, um som realmente de tirar o fôlego e vários mimos que o fazem pensar, a cada cinco minutos: “Nossa, que carro!”.

Resumo da primeira experiência

Também notei alguns detalhes como a falha no desenho do encaixe da porta do motorista e no freio, que começa leve, precisando de uma melhor modulação, mas, como já foram pontos citados, não entrarei em detalhes e resumirei de uma vez meu primeiro contato com o Fusion.

Posso dizer, logo de cara, que o carro é muito bom. Chega um momento que você procura defeito, e não os vê. Isso é algo não muito comum nos carros vendidos por menos de R$ 100 000. Eu gostava da versão anterior do Fusion, mas essa realmente veio redondinha.

Salvo alguns detalhes já citados, só tenho elogios ao carro. O motor é incrível, mas sabe ser dócil quando você aprende a pisar mais macio no acelerador. O câmbio também faz as trocas no momento certo, sem sobras ou faltas, e você ainda pode trocar de forma manual (a posição invertida, com redução para frente e aumento para trás, lembra os modelos de corrida).

O som é muito bom, o mimo do teto solar também é um detalhe que te faz muito feliz em um dia de sol. O espaço para as pernas no banco de trás é algo que também impressiona. Isso tudo, entretanto, tem um preço: o carro é muito grande. Se você não gosta de manobras, pense duas vezes antes de ter um Fusion, apesar dos sensores de estacionamento.

Resumindo: por enquanto, 100% aprovado e eu indicaria. Posso não ser muito ligado em mercado, mas acho que tanto mimo – que não vou nem listar um por um, pois são dezenas – por menos de R$ 100 000, faria você bem feliz a um preço justo. Espero testar alguns sistemas e ideias do carro de forma mais aprofundada assim que tiver oportunidade, mas, por enquanto, gostei do que vi!

Postado em Acabamento, Comportamento, Câmbio, Equipamentos, Freios, Suspensão Tags , ,

8 comentários

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  1. Sérgio Afonso said

    Em hipótese alguma deve-se atravessar lombadas “de lado”.
    Embora todo veículo deva ser resistente o bastante para resis-
    tir a muitas situações encontradas no dia a dia é prudente não
    “tentar a sorte”. É comum, nesses casos, acontecer, por exem-
    plo, uma rachadura do párabrisas, devido a torção do monoblo-
    co. Abraços.

  2. Fernando said

    Olá Rafael, desculpe-me, mas coloquei o meu pen drive e consegui tocar as musicas bem mais rápido do que você!! hehehe, aliás já consigo dominar o Sync!!! Tente falar com a “moça” mexicana, pois acho que você vai conseguir se comunicar melhor!! Já tentou o telefone? Muito bom mesmo! Agora a impressão que o Gerson teve, eu mesmo já havia relatado!!! Nas curvas o carro fica no chão!! Nunca havia dirigido um carro assim e estou muito feliz com a compra! Aqui em Vitória todos os lotes que chegaram já foram vendidos!! Impressionante!!!!

  3. Emerson said

    Ao ler este e outros posts sobre o fato de raspar a frente, mudei a idéia de adquirir um Fusion, pois enfrento diariamente, nada menos que 12 valetas… imagine o estado do parachoque ao final de 1 ano, visto que não há uma proteção na parte de baixo.
    O Fusion foi projetado para o mercado norte americano, e não pra enfrentar as valetas brasileiras.
    Seu concorrente direto, apesar de perder em design, não padece deste mal crônico e ainda possui proteção plástica na parte inferior do parachoque.
    Muitos fatores precisam ser ajustados ainda, o preço também.

  4. SrAlves said

    Muito bons os últimos dois posts. Eu tenho três dúvidas:
    - Existe alguma diferença do sistema AWD com um sistema 4×4 sem reduzida ou ambos são sinônimos? O Fusion sempre roda em AWD ou só é acionado em algumas condições pela eletrônica?
    - Existe alguma adaptação no carro aqui para ele rodar com a nossa gasolina alcóolica? Ou ele já é adaptado no México mesmo? Ou não fazem nada?
    - Será que com a queda do dólar o preço não vai diminuir?

    Esse lance das valetas é complicado mesmo. Acontece a mesma coisa com o Civic de 2ª geração e com o C4, por exemplo. É muito irritante. Depois ficam perguntando porque os nossos carros não são alinhados com os do primeiro mundo. Os carros projetados pra lá geralmente não são eficazes para rodar nas crateras tupiniquins…

  5. nelson said

    Estamos falando de Ford Fusion e não de Gol e Voyage que esta rechando o parabrisa direto. Torção?, só ser for em
    veiculo mal projetado

  6. jonas junior (Goiânia) said

    Tem-se criticado os comentários que não são escritos no português padrão. A linguagem escrita é intencional, abrigando signos e símbolos pelos quais se transmite o conteúdo, estabelecendo um meio de comunicação. Na dialética contemporânea, e levando em conta o destinatário da mensagem, fazendo-se entendido, foi estabelecida a comunicação, independentemente dos erros de pontuação, grafia, de concordância verbal ou nominal, ou mesmo da utilização do Internetês.

    O que vocês acham de colocar um comentarista assíduo também para testar o carrão mexicano? Como sugestão, indicaria o Sr. Alves, sob condição do escolhido convidar o João Anacleto para um suculento churrasco no Lancaster Grill.
    ´´´´
    Mauro, como médico atuante na área, seria conveniente você repetir o motivo do Fit não vir com o dispositivo de acionamento a distância de fechamento automático dos vidros do veículo, tendo inclusive, segundo informações do Jubert da Haikar, ter sido proibida a venda e instalação do modulo nas concessionárias da Honda. Assim, os dedinhos dos filhinhos dos proprietários do NF (New Fit) e os dedinhos dos netinhos dos proprietários do NG (New Galaxie) agradecem.

  7. sérgio afonso said

    nelson, não é questão dos veículos serem mal projetados. é
    uma característica própria de “todos” eles, lógico, uns “torcem
    mais, outros menos, mas “todos”, insisto, tem movimentos
    em sua estrutura monobloco. evitar isso completamente, os
    tornaria extremamente pesados. leia mais a respeito do as-
    sunto. a coisa não é tão simples assim.

  8. Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. said

    Comprei um Fusion V6 0km e, para minha surpresa, no primeiro dia de uso o controle de tração apresentou problemas. O sistema, além de ligar sozinho durante a circulação do veículo, impedia que as marchas fossem mudadas (mesmo o câmbio estando na posição Drive). Além disso, ao tentar dar partida com o motor quente, a ignição não acontecia.

    Levado de volta ao concessionário (3 dias após a compra do veículo) este constatou que o problema era no câmbio, que deveria ser trocado!!

    Como pode a Ford disponibilizar um carro para a venda com falha mecânica de tamanha proporção e seriedade? Atualmente o carro encontra-se parado no concessionário para a troca dô câmbio.

    Por tudo isso, perdi literalmente o “tesão” pelo novo Fusion.

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(requerido, mas nunca divulgado)

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