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Confira o novo Teste dos 100 Dias

Caros, como alguns leitores ainda estão acessando esta avaliação e não notaram a troca do link do Teste dos 100 Dias no portal Carro Online, segue o endereço do blog dos automatizados:

www.testedos100dias.com.br/automatizados

Também é possível acessá-lo por meio do link fixo na capa do Carro Online.

Cliquem, acompanhem e opinem. Abraços.

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Polo I-Motion estreia na próxima semana

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Caros, pedimos desculpas novamente pelo atraso no começo do novo Teste dos 100 Dias.

Como vocês sabem, a tentativa de ter outros carros acabou atrapalhando nosso cronograma. De qualquer forma, o Polo I-Motion que usaremos nos próximos 33 dias já chegou à redação e começa a rodar no início da semana que vem.

Até lá!

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Próximo Teste dos 100 Dias: câmbios automatizados

O próximo Teste dos 100 Dias será inovador: testaremos todas as tecnologias de câmbio automatizado disponíveis no mercado nacional (com exceção do pequeno smart). Teremos Chevrolet Meriva Easytronic, Fiat Idea Adventure Dualogic e Volkswagen Polo I-Motion divididos em períodos de 33 dias cada.

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A ideia é comparar principalmente o consumo de combustível dos motores atrelados às transmissões e como cada câmbio se comporta. Avaliaremos qual é o mais ágil, o mais suave, o mais inteligente e principalmente o que oferece o maior compromisso entre todas essas qualidades.

Já estamos em contato com as marcas para a liberação dos modelos e em breve iniciaremos a nova edição do teste.

Soul, Cerato, i30 e Tiggo: por que não eles?

Sim, caros leitores, tentamos junto à Kia, à Hyundai e à Chery incessantemente conseguir um desses modelos para o Teste dos 100 Dias. Mas a resposta, em todos os casos, foi a mesma: neste momento, as empresas têm poucas unidades dos veículos para avaliação e seria impossível emprestar um carro por um período tão longo.

Cabe ressaltar que nossa equipe entrou em contato e negociou com todas as marcas várias vezes utilizando, inclusive, o argumento do “apelo popular” constatado nos comentários do post abaixo.

Mesmo assim, infelizmente nenhuma delas se dispôs a mobilizar um carro para nossa avaliação.

Por isso, decidimos optar pelo novo formato de avaliação dos câmbios automatizados. Vale dizer que a fórmula de testar um mesmo modelo por 100 dias avaliando duas versões, como ocorreu com o Fusion, ainda será nosso ponto de partida a cada novo Teste dos 100 Dias.

Em ocasiões que julgarmos coerentes e interessantes alterações no formato para oferecer testes mais completos, como é o caso agora, porém, contamos com a compreensão e participação de todos.

O que acharam da novidade?

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Próximo carro do Teste dos 100 Dias

Caros, ainda estamos definindo qual será o próximo carro. Até o fim desta semana trago essa informação para vocês. Enquanto isso, continuem com as sugestões/especulações! Abraços.

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Conclusões - Parte IV

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Angelo Treviso, editor de testes da revista CARRO

Muito me agradou a ideia de avaliar os dois Fusion, 2.5 e V6, numa tacada só. Com essa experiência foi possível comprovar que existe uma sensível diferença entre uma versão e outra — embora se trate do mesmo carro. Nessa briga de gente grande, a conclusão óbvia de que a versão mais potente é melhor que a mais simples não é bem assim. Ao menos em minha opinião.

Lado a lado, as duas versões se equivalem em muitos pontos. A V6 se sobressai pela tração integral, o motor possante e o pacote de equipamentos recheado. A 2.5 entrega um desempenho mais tímido, mas nem por isso ruim; boa estabilidade nas rodas dianteiras e uma lista de equipamentos que condiz com a sua proposta de carro executivo americano. Só mudaria uma coisa no Fusion: agregaria o Sync nas duas versões. Acredito que com isso a versão de entrada do sedã ficaria ainda mais interessante. Quanto aos dois carros, tenho a dizer que:

Acabamento: bancos de couro, revestimentos das portas, do painel e do volante são exatamente os mesmos. Detalhes cromados, variações de luzes internas, tudo igualzinho! Por fora, até as rodas são as mesmas!

Espaço: bom para um sedã. O Fusion é um carro projetado para levar com conforto até três pessoas no banco traseiro.

Freios: ambos vêm equipados com o mesmo sistema de discos nas quatro rodas e ABS. Na prática, ele funciona melhor no 2.5 pelo fato de ele ser mais leve que o V6. A sensação que se tem ao frear o V6 em emergência é a de que o carro não vai parar no espaço previsto.

Motor: o motor 4 cilindros 2.5 16V entrega uma boa potência de 173 cv e faz do Fusion um carro gostoso de dirigir. O V6 3.0 24V, que gera 243 cv de potência, faz do Fusion um esportivo. Achei a versão V6 um pouco exagerada para o modelo de proposta familiar.

Transmissão: com 6 marchas automáticas, esse tipo de câmbio geralmente proporciona bom desempenho, não somente em velocidade, mas também em aceleração e retomadas. A mesma relação de marchas nas duas versões — muda apenas a relação final — proporcionou bom desempenho nos dois motores.

Custo/benefício: dentro do que cada versão entrega, ambas oferecem uma boa relação custo/benefício. Mas como tenho que escolher uma, fico com a 2.5.

Notas

V6: 9

2.5: 8,5

Leonardo Barboza, assistente de testes da revista CARRO

Em relação à concorrência, acho que o melhor argumento do Fusion é o fato de ele ser competitivo em preço na casa dos R$ 100 000. A versão 2.5, que chega por R$ 84 900, concorre diretamente com o Honda Civic EXS (R$ 83 810) e o VW Jetta (R$ 78 990). Já a V6, que vem tão bem equipada e ainda tem a tração permanente, custa R$ 99 900.
 
Desde o lançamento do novo Ford Fusion eu o achei um carro espetacular. Com a oportunidade de poder dirigi-lo em suas duas versões, pude avaliar muito bem qual opção seria melhor caso eu fosse comprar o sedã. Como as duas versões são praticamente “gêmeas” na parte exterior, me aprofundei mais nos detalhes internos como equipamentos, motorização e transmissão. Cheguei à seguinte conclusão: a minha opinião é que mesmo com uma diferença de R$ 15 000 da versão SEL 2.5 para a SEL 3.0 V6 AWD, o fato de a V6 consumir mais combustível e a 2.5 apresentar melhor custo/benefício, eu ficaria com a V6. Isso por causa de itens como o sistema de áudio Sync, que é espetacular mesmo ainda necessitando de algumas atualizações (principalmente no GPS), e a tração integral, que permite muito mais dirigibilidade e segurança para quem gosta de dirigir mais esportivamente.

Em relação aos concorrentes, o Fusion 2.5 vai dar muito trabalho mesmo que os concorrentes tenham alguns pontos positivos. Devido ao espaço interno, motor e transmissão bons e uma lista de equipamentos, o consumidor vai pensar melhor na hora da comprar de um sedã. 

Notas

V6: 9

2.5: 8,5

Rafael Miotto, repórter das revistas MOTOCICLISMO e MOTO VERDE

Posso confessar que as impressões que tive do Ford Fusion foram ótimas, tanto na versão 2.5 como na 3.0 V6. Claro, o “motorzão” do 6 cilindros impressiona e cativa os apaixonados por automóveis. Porém, pensando mais com a razão, minha opção seria o Fusion com motor “pequeno”.

A meu ver, esse propulsor faz muito bem seu trabalho e está bem proporcional ao automóvel. No restante, considerei o sedã um carro muito confortável, com dirigibilidade ótima e um preço acessível (R$ 84 900) — pelo conjunto que oferece. Apesar do tamanho avantajado, o Fusion tem grande agilidade no trânsito, o que torna boa alternativa para viagens e para o dia a dia.

Notas

V6: 8,5

2.5: 9

Luiz Betti, repórter da revista CARRO

O Fusion melhorou bastante em sua segunda geração: adotou um visual mais bem resolvido e teve seu comportamento mecânico melhor acertado. É um sedã confortável que proporciona maciez ao rodar sem prescindir de uma boa dose de esportividade.

Há pequenos deslizes, como a falta de iluminação no porta-luvas e de retrovisores estáticos, além da ausência de alguns mimos que cativam o motorista, como vidros one touch nas quatro portas – equipamento que a Fiat tem disponível até no Palio. A baixa altura do pára-choque dianteiro também incomoda, mas nesse caso, a culpa é mais das vias nacionais que do carro importado.

Algumas contradições são perceptíveis no veículo. A luz ice blue do painel de instrumentos, por exemplo, contrasta com as linhas e tons sóbrios do painel. No banco de trás, causa estranheza – principalmente em um veículo familiar/ executivo – a falta de saídas de ar-condicionado no túnel central, além da altura baixa do teto, o que prejudica o conforto do terceiro ocupante traseiro.

Comparando as duas versões, a diferença de R$ 15 000 entre a top (3.0 V6 de 243 cv) e a básica (4 cilindros 2.5 de 173 cv) é justificada, segundo a Ford, pela maior potência do motor V6, pela estabilidade da tração integral e pelas facilidades do Sync – cujo sistema GPS nacional, segundo a montadora informou hoje, ainda está em fase de desenvolvimento e sem previsão de entrega. 

Contudo, a motorização de 4 cilindros e 173 cv, cujas médias de aceleração, retomada e frenagem estão próximas ao V6, mostrou-se mais amigável na cidade e suficientemente vigorosa nas rodovias, além de ser mais econômica, registrando uma média de 9,1 km/l contra 7,2 km/l do irmão mais potente.

Dessa forma, eu optaria pela versão de entrada pelo simples fato de a mesma proporcionar diversão ao volante custando bem menos, não apenas no preço de compra, mas também nas despesas subsequentes, como IPVA, seguro, combustível e, possivelmente, desvalorização.

Notas

V6: 8

2.5: 8,5

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Conclusões - Parte III

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Gerson Campos, editor-chefe do portal Carro Online

Confesso que via o Fusion como “carro de tiozão” até pouco tempo. A chegada da nova geração mudou bastante esse conceito, e assumir o volante das versões que ficaram conosco nesses 100 dias ajudaram a moldar uma imagem completamente diferente daquele Ford grandalhão.

O Fusion não faz o meu estilo. Gosto de carros com tocada mais esportiva e por isso escolheria um Jetta. Mas se alguém me perguntar qual dos dois é melhor, hoje recomendaria o Fusion. Ele é maior, mais completo e confortável. Esta qualidade, aliás, é o que mais impressiona no modelo mexicano.

Acompanho o Thiago Vinholes e não tenho pudores ao comparar o conforto do Fusion com o de modelos da Audi, BMW e Mercedes-Benz. Pude viajar com as duas versões avaliadas e fazia questão de abaixar o volume do rádio para conferir o nível de ruído na estrada. A 120 km/h, a sensação é de estar a bordo de um Mercedes mesmo.

Também achava que encontraria uma suspensão mole demais, como é comum em carros feitos para os Estados Unidos. Nem lá nem cá. O Fusion não é firme como um BMW Série 3, mas oferece um balanço que não foge de sua proposta (priorizar o conforto) e ainda transmite boa confiança nas curvas.

Se fosse para escolher entre o V6 e o 2.5, ficaria com o 4 cilindros. É claro que o V6 é mais legal e equipado, mas em termos de custo/benefício, acho que a versão de entrada é mais equilibrada, econômica e não deve muito ao top de linha. Não sentiria tanta falta assim do motor mais forte, já que a pegada esportiva não é a principal qualidade do Fusion, nem do Sync, que considero mais um item de entretenimento que de funcionalidade. Eu lamentaria, sim, as ausências da tração integral e do câmbio sequencial. Como consumidor, porém, não pagaria R$ 15 000 a mais por isso. Mas essa é a visão de quem anda de hatch médio, é claro. Um dono de Fusion certamente tem uma renda que lhe permite extravagâncias desse tipo.

Falando do lado negativo, algumas características presentes nas duas versões incomodaram. O principal defeito, para mim, é a altura do carro. Na entrada de um prédio, por exemplo, senti o assoalho raspar tanto que até parei no meio do caminho. Mas não teve jeito: dar ré seria pior. No fim da rampa, lá vai o spoiler dianteiro encontrar o chão e fazer um ruído que deixou o zelador com dó de mim, o suposto dono do Fusion. Já fiquei chateado apenas como motorista temporário do carro. Se ele fosse meu, teria soltado uns palavrões.

Outros dois problemas são os retrovisores que não rebatem e os vidros que não sobem automaticamente quando se segura o botão do alarme na chave. Por isso, o Fusion não é nota 10. Mas está quase lá.

Notas

V6: 8,5

2.5: 9

Wilson Toume, editor-chefe da revista CARRO

Ao contrário de outras edições do Teste dos 100 Dias, acabei não tendo muito contato com o Ford Fusion. Seja por motivos profissionais ou porque havia outro “candidato a avaliador” nos dias em que poderia rodar com o sedã, me limitei a experimentar apenas a versão 4 cilindros. Mas, no geral, gostei do carro. Em minha opinião, o propulsor de 173 cv satisfaz plenamente quem busca um três-volumes como esse Fusion. Da mesma forma, o espaço interno é digno de elogios. Sinceramente, acho impossível alguém não se acomodar bem dentro do carro. A menos, claro, que ele esteja lotado com cinco adultos de grandes proporções. Mas nesse caso, convenhamos, só uma minivan poderia resolver o problema.

Entretanto, se é espaçoso e confortável, o Fusion 2.5 decepcionou em um quesito fundamental: o consumo de combustível. Lembro bem que, em um dia frio – com o ar-condicionado desligado, portanto – e no qual consegui trafegar pela cidade sem enfrentar grandes congestionamentos, a média indicada no computador de bordo foi de apenas 7,2 km/l. Senti falta, igualmente, de mais itens de comodidade para os ocupantes do banco de trás, como saídas de ventilação/ar-condicionado – equipamento presente até em veículos menos sofisticados.

Por outro lado, o comportamento do carro ao rodar impressionou positivamente. Suave sem ser macio em demasia e extremamente silencioso mesmo sobre piso irregular, o Fusion se mostrou irrepreensível nesse quesito. O mesmo merece ser dito do câmbio de 6 marchas, cujas trocas ocorreram sempre de forma tranquila e sem trancos.

Entre os aspectos que mais me incomodaram no carro da Ford, destaco o grande balanço dianteiro, que faz com que a frente raspe em qualquer valeta ou mesmo em rampas de garagem, e o comando dos limpadores do para-brisa, agrupado na alavanca de seta, o que causou estranheza e dificuldade de adaptação.

Pelos R$ 84 900 que a montadora pede pelo carro – que é produzido no México, vale lembrar – pode-se investir em um Honda Civic. O nipônico oferece menos espaço para ocupantes e bagagem, é certo. Em compensação, a esportividade é superior. Um VW Jetta também seria mais interessante que o Fusion, já que igualmente proporciona esportividade conciliada a conforto.

Se alguém me perguntar qual é o melhor entre esses três sedãs, indicaria o Volkswagen. Mas é preciso lembrar que a minha escolha não significa que os outros dois sejam inferiores. Digamos que têm outro estilo, apenas. Enquanto o do Fusion, particularmente, não me encanta.

Notas

2.5: 7

João Anacleto, editor-executivo da revista CARRO

Já conhecia o Fusion antes de ele desembarcar aqui. Mas acompanhar a sua rotina por 100 dias é diferente de testá-lo em uma avaliação rotineira. “Ter” o carro é diferente de experimentá-lo. Ao final deste Teste dos 100 Dias fracionado, creio que a Ford teve muito esmero na construção do novo Fusion. Tanto na versão V6 como na 4 cilindros, é difícil não se surpreender com a capacidade que o carro tem de lhe tratar bem. Contudo, na minha avaliação indicaria o modelo equipado com motor 2.5.

Claro que o V6 é mais legal de guiar. Ouvir o ronco grave do motor a cada acelerada mais profunda atiça qualquer apaixonado por carro, mas como é uma avaliação na qual cada um de nós é um pouco “dono” do carro, creio que ser racional é a melhor pedida. A começar pelo consumo, de quase 2 km/l a mais do V6, até os valores do seguro que, na média, chega a ser R$ 800 mais barato em favor do 2.5.

Outro ponto que me leva a optar pelo 2.5 no dia-a-dia foi a maneira como eles se comportam na cidade. O principal item de meu descontentamento com relação ao modelo mais potente fica por conta do trabalho dos freios. Quando recorri ao manual do proprietário e vi que a empresa valeu-se do mesmo conjunto, com discos de 300 mm na frente e 279 mm atrás, comecei a entender os motivos de me sentir um tanto inseguro ao conviver com o 3.0. Dos 130 kg que ele possui a mais em relação ao modelo de entrada, 77 kg (60%) estão concentrados no eixo dianteiro. Esse peso extra deveria incorrer na adoção de discos maiores na frente.

Ao 2.5 só falta o sistema Sync, indisponível para a versão. Com ele, o consumidor certamente olharia menos para o V6. Mas, em suma, o Fusion é um carro excelente para quem leva uma vida de executivo e precisa daquele automóvel para ser “o carro da família”. Leva até cinco adultos com espaço de sobra. Para quem guia, só é preciso tomar cuidado em toda e qualquer valeta, guia e buraco. Devido ao excessivo tamanho do balanço dianteiro, ele raspa o para-choque por qualquer coisa. A iluminação também poderia ser melhor. Luzes de xenônio cairiam bem na bela face deste sedã quase completo.

Notas

V6: 8

2.5: 9

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Conclusões - Parte II

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Pablo Berardi, editor-assistente da revista MOTOCICLISMO

Me surpreendi com o Fusion desde a primeira vez que o vi na garagem. Sempre admirei os carros médios e grandes da Ford. O Fusion é um veículo extremamente moderno e seguro, além de trazer um ótimo status ao proprietário. O V6 conta com uma motorização que proporciona um desempenho até acima do esperado para um veículo executivo. Mas o principal destaque dessa versão é a tração AWD, além, é claro, do sistema de entretenimento Sync. Acho o melhor custo/benefício da categoria, superando inclusive a versão 4 cilindros.

O Fusion 4 cilindros também conta com toda a tecnologia de um carro moderno e de porte grande e o motor tem um desempenho mais que suficiente para a proposta. Apenas o câmbio poderia ter um sistema sequencial. Faz falta também o Sync, que dá um charme e diferenciação ao automóvel. Mesmo preferindo a versão 6 cilindros, acho que a 4 cilindros é melhor negócio frente aos concorrentes.

Notas

V6: 9

2.5: 8,5

César Tizo, repórter do portal Carro Online

Após três meses divididos entre as versões 2.5 e V6 do novo Ford Fusion, sobram mais elogios que críticas para o sedã. O grande puxão de orelha desta geração vai para o sistema de freios, subdimensionado para ele. Apesar de contar com a boa ajuda dos controles de tração (Advance Trac) e estabilidade (ESC) é nítida a sensação de que o Fusion não vai parar em uma frenagem de emergência, algo bem ruim em um automóvel dessa faixa.

Outra coisa que não me deixou muito contente foi a estratégia da Ford em oferecer equipamentos como o Sync e a tração integral somente na opção top de linha, com o claro objetivo de forçar uma migração dos interessados para o V6, R$ 15 000 mais caro do que a configuração de entrada. Outro detalhe que não me agradou, por incrível que pareça, foi a iluminação dos faróis, com intensidade muito baixa. O fato das lanternas dividirem o mesmo espaço tanto para o freio quanto para as luzes indicadoras de direção, também podem desagradar quem usa o modelo e confundir quem está fora.

Tirando esses dois aspectos negativos, o Fusion 2010 é só alegria. Com 2,72 m de entreeixos, o espaço interno é suficiente para cinco adultos viajarem com conforto. Aliás, se essa for a idéia, o porta-malas de 530 litros tem espaço para a bagagem de todo mundo. A suspensão é outro capítulo à parte. Do tipo independente tanto na dianteira como na traseira (multilink), é digna de nota sua eficiência para absorver as irregularidades do piso sem incomodar os passageiros. E quem acha que, por esse motivo, ela seja macia demais se engana. Andando no limite permitido nas estradas, o Fusion V6 encara as curvas sem jogar a carroceria para o lado de forma abrupta. Porém, como vocês acompanharam aqui no Teste dos 100 Dias, um problema é a baixa altura livre do solo, desencadeando constantes raspadas na parte inferior do para-choque.

Tanto o V6 de 243 cv como o 2.5 de 173 cv têm um desempenho exemplar, mas o bloco mais forte surpreende pela economia de combustível, quando comparada com a obtida em modelos do mesmo porte, é bom deixar claro. Após essa convivência, o novo Fusion é um carro que compraria e recomendo para qualquer pessoa, desde que na versão V6. O motivo são os equipamentos que ela contempla, os quais, pelo menos para mim, fizeram diferença e foram sentidos na migração para o 2.5.

Notas

V6: 9

2.5: 9

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Conclusões - Parte I

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Caros, segue a primeira leva de conclusões sobre o Fusion. Os números finais de consumo serão postados na próxima semana. Até lá.

Thiago Vinholes, repórter do portal Carro Online

No quesito conforto, arrisco dizer que o novo Fusion não deve em nada para sedãs da Mercedes-Benz e BMW. O espaço para os passageiros, tanto na frente como atrás, é avantajado e assegura excelente comodidade em qualquer viagem em trechos pavimentados. Não acho válida a comparação dinâmica do modelo com carros como Volkswagen Jetta e Honda Civic. Mas quando o parâmetro é o preço, aí sim vale a briga. Mas em questão de porte e motorização (ao menos para o Fusion V6), o carro da Ford esta mais para concorrentes como o Accord, Azera e até mesmo Passat.

Gosto muito de carros com tração integral, ainda mais se tratando de um sedã. Nas oportunidades que tive de andar com o Fusion V6, o que mais me agradou foi sua excelente dirigibilidade e os 243 cv de seu motor 3.0 6 “canecos”. Onde mais notei a performance da versão foi numa viagem até Itatiba, no interior de São Paulo. Na ocasião, viajei pela sinuosa serra que leva até a cidade de Serra Negra, onde o carro mostrou ser ótimo em curvas. Ainda tive a companhia do sistema multimídia Sync, com uma série de discos gravados em seu HD.

Porém, os números de teste a respeito da frenagem do Fusion V6 me deixaram com um pé atrás com a versão. O resultado da prova de fading foi um tanto assustador, com variações de distância de frenagem gritantes. Porém, quando o assunto é acelerar, o modelo é sem dúvida um dos melhores do segmento. Mas isso também reflete no maior consumo de combustível, cuja média entre ciclo urbano e rodoviário é de 9,5 km/l. Um Accord, também com motor 6 cilindros em V, por exemplo, possui tecnologias que colaboram para a redução do consumo, como o VCM2, que corta o suprimento de gasolina para até três cilindros, dependendo da situação. A Ford, que fabrica carros há mais 100 anos, já poderia ter criado algo parecido.

Já o Fusion 2.5 eu achei um pouco limitado na dirigibilidade. Percebi esse revés ao encarar a serra Mogi-Bertioga, repleta de curvas de todos os tipos. Neste caso, a direção mais direta do V6 fez uma tremenda falta. Mas ao andar da cidade, a versão 4 cilindros se comporta da mesma forma que o modelo mais potente e com tração integral. Mesmo com 70 cv a menos, o Fusion de entrada acelera muito bem e gasta menos gasolina.

Mas quando o assunto é custo/beneficio, o Fusion V6 vale mais a pena. A diferença de preço entre as versões é de R$ 15 000, mas o modelo top vem com tração integral, sistema multimídia Sync (que é legal demais), sem falar no motor 6 cilindros, que tem um ronco todo especial e o câmbio de seis marchas com trocas seqüenciais (recurso também ausente no Fusion 2.5, apesar de vir com o mesmo câmbio de 6 marchas do V6). O ideal seria uma versão do sedã com motor quatro cilindros e o sistema de áudio do modelo mais caro, mas isso com certeza mataria as vendas do V6.

Notas

V6: 8

2.5: 7

Márcio Murta, repórter do portal Carro Online

“Coerente e equilibrado”. Foi assim que classifiquei o Fusion em nosso último contato, e é com essa impressão que me despeço do modelo.

O Fusion cumpre muito bem sua função de transportar os ocupantes com espaço, conforto e mesmo na versão 2.5 (não cheguei a testar a V6) com considerável agilidade, se necessário. Em minha opinião, é um modelo cujo maior aspecto positivo se encontra no conjunto de suspensão, freios, motor e câmbio, que trabalham com bom afinamento e balanço. Os sistemas de freios e suspensão são proporcionais à potência gerada pelo motor e ao peso do veículo, e o câmbio esteve sempre esperto, correspondendo às necessidades de maior ou menor uso de potência. Sua suspensão é muito confortável e não menos interativa com o motorista.

Quanto ao consumo, até então minha maior queixa, um pouco mais de reflexão me levou a crer que ele foi bom para a boa disposição que o Fusion possui, apesar de seus 1 520kg. Não me parece muito lógico, entretanto, equipar o sedã com um motor 4 cilindros que promove um desempenho e consumo de combustível tão próximo do V6. A diferença na aceleração de 0 aos 100km/h entre os dois modelos é de  consideravelmente baixos 1s2, por exemplo – o 2.5 cumpre a tarefa em 9s8 e o V6 em 8s7. Essa diferença entre as duas versões poderia ser maior, fosse o V6 (média de 7,2 km/l) mais potente e promovendo ainda mais desempenho ao Fusion, ou o 4 cilindros (média de 9,1km/l) mais econômico em detrimento de um pouco de potência e desempenho. Mas isso é uma opinião visando puramente a racionalidade do projeto.

O Fusion peca em detalhes bobos, como os retrovisores não retráteis, vidros que não sobem ao ativarmos o alarme, ou até mesmo a falta de uma simples luz no porta-luvas. Para um veículo que pode ter até as cores da luz do console alteradas, tais falhas não são compreensíveis. Mas ao mesmo tempo ele é um modelo portentoso, bonito e muito mais dinâmico do que aparenta. Por 84 900, eu considero uma ótima escolha para quem busca conforto, status e uma considerável dose de desempenho disponível.

Nota

2.5: 8,5

Rafael Munhoz, editor da revista RACING

Confesso que eu já simpatizava com o Fusion anterior, mas a nova versão me deixou ainda mais de queixo caído. E não é só por se tratar de um carrão que pode ser considerado de luxo, mas, sim, porque é realmente bom, tanto na versão 2.5 quanto na V6.

Se compararmos as duas opções dadas pela Ford, aliás, a briga acaba sendo acirrada. O V6 conta com um motor que dispensa comentários, o sistema Sync, tração integral e outros mimos, mas custa R$ 15 000 a mais que o 2.5, que vem com um motor menos potente e sistema de som mais simples. Apesar de parecer que o primeiro leva muita vantagem, o segundo não fica devendo muito. Então, em minha opinião, considerando o custo/benefício, acaba sendo mais atrativo o 2.5. Como prós, a versão de entrada gasta menos combustível, é um pouco mais leve etc.

Em relação aos concorrentes, admito que, quando dirigi um Honda Civic, achei que ele daria sempre uma lavada nos rivais. Mas a Ford caprichou no novo Fusion e conseguiu criar um páreo interessante. Como o Fusion é mais caro, porém, eu acho que ficaria com o sedã japonês. Já em relação ao Volkswagen Jetta, carro do qual sempre fui fã, a disputa acaba sendo um pouco mais acirrada. O modelo mexicano tem mais classe e acaba sendo um verdadeiro “gentleman” com seus ocupantes, mas quem gosta de esportividade acaba pendendo pelo VW. Mesmo gostando de modelos menos “tiozões”, acho que, entre esses dois últimos, ficaria com o Fusion.

Notas

V6: 8,5

2.5: 9

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100° Dia

Ao término de 50 dias com o Fusion 2.5 e depois de uma maratona de trechos rodoviários, urbanos, sol e muita chuva, nesta sexta-feira foi realizado o último teste de desempenho no Campo de Provas TRW, em Limeira, SP.

Fusion no Campo de Provas TRW

Com aproximadamente 10 000 km rodados, o Fusion se manteve praticamente igual do começo ao fim dos 50 dias tanto em consumo quanto em desempenho. Os valores a seguir provam isso:

Fusion c/ equipamento instalado

Acelerações                         66°Dia                        100° Dia

0 – 40 km/h                         2s7                                   2s8
0 – 60 km/h                         4s4                                   4s5
0 – 80 km/h                         6s6                                   6s7
0 – 100 km/h                       9s8                                   9s9
0 – 120 km/h                       13s5                                  13s6
0 – 140 km/h                       18s6                                  19s1
0 – 400 m                             17s0 (134,1 km/h)   17s1 (133,4 Km/h)

Retomadas                         66°Dia                             100° Dia
40 – 100 km/h                   8s5                                     8s6
60 – 120 km/h                   10s1                                  10s3
80 – 120 km/h                   7s7                                     7s5

Frenagem                                             66°Dia                             100° Dia
60 km/h a 0                                           15,8 m                             15,3 m
80 km/h a 0                                            27,5 m                            27,1 m
100 km/h a 0                                         42,8 m                            42,2 m
120 km/h a 0                                         62,2 m                            61,0 m
100 km/h frio e carregado                  44,4 m                            44,3 m
100 km/h quente e carregado           47,1 m                              45,7m

Fadiga                                               66°Dia                 100°Dia
1°                                                         44,4 m                  43,8 m
2°                                                         44,5 m                  44,5 m
3°                                                         44,8 m                  45,2 m
4°                                                         44,7 m                  43,5 m
5°                                                         44,7 m                  43,2 m
6°                                                         44,3 m                  44,9 m
7°                                                         45,7 m                  44,6 m
8°                                                         45,1 m                   46,3 m
9°                                                         47,1 m                   44,4 m
10°                                                       46,2 m                   45,7 m

Fusion teste de Fadiga dos freios

Condições de Teste: Temperatura: 23 °C / Umidade: 63% / Pressão atmosférica: 778 mmHg

O teste foi muito semelhante ao realizado no inicio dos 50 dias, quando o Fusion estava com 5 500 km. Agora, com cerca de 9 600 km, o sedã continua no mesmo padrão. E aproveitando que o Fusion está com essa quilometragem, resolvemos parar na concessionária Ford CAOA para perguntar o preço e o que seria trocado na revisão.

 O consultor técnico da concessionária me disse que o preço de revisão é padrão em todas concessionárias e custa R$ 210. A autorizada troca o óleo de motor 5w30 e o filtro de óleo, mas também faz o alinhamento, balanceamento e limpeza do ar-condicionado. Só este serviço sairia mais caro que a revisão caso eu aprovasse, em torno de R$ 277, totalizando R$ 487 pela revisão completa.

Enfim, mesmo com tantas polêmicas como o sistema de freio da versão V6, o sistema de áudio do 2.5, que tendo a tecla no rádio de telefone não apresenta Bluetooth, o Fusion é um excelente carro com o seu design, equipamentos e principalmente conforto de quem está a bordo. É um carro que vai deixar saudades.

A partir de hoje e até a próxima semana postaremos as conclusões de todos que andaram nas duas versões do Fusion nestes 100 Dias. A seguir também revelaremos qual será o próximo modelo a ser avaliado nesta maratona.

E você, o que achou do Fusion durante o Teste dos 100 Dias? Aprovado? Qual a versão mais interessante? Até a semana que vem, quando começa o próximo teste, o blog ainda estará ativo. Participe!

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99º Dia

Considerações finais

Ontem fiz meu post em tom de despedida, achando que seria a última vez que eu estava dirigindo o Fusion 2.5 SEL. Mero engano meu. O fato do carro que uso pertencer ao rodízo municipal de veículos me obrigou a ficar mais um dia com o sedã. Como de costume fiz o mesmo trajeto do dia anterior, entre a editora e minha casa e vice-versa. Só que desta vez não me incomodei com o trânsito. Ao contrário, aproveitei o congestionamento para curtir pela última vez as comodidades oferecidas pelo sedã.

Como forma de agradecimento ao carro pelas horas agradáveis que passei com ele, hoje pela manhã levei-o para fazer “barba, cabelo e bigode”: a lavagem trouxe de volta a cor verde do Fusion, que nos últimos dias andou meio apagada pela sujeira; a calibragem dos quatro pneus deixou a rodagem do carro mais suave e o tanque cheio aumentou a autonomia para o sedã prosseguir até Limeira (SP), onde o Fusion passará pela sua segunda avaliação. Amanhã o assistente de testes Leonardo Barboza trará os resultados dos testes. Confira as novidades!

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