Teste dos 100 Dias do Uno já está no ar
Caros, a avaliação do novo Fiat Uno já comecou.
Clique aqui para acessá-la e participe com seus comentários.
Caros, a avaliação do novo Fiat Uno já comecou.
Clique aqui para acessá-la e participe com seus comentários.

Caros leitores, com mais esta leva de conclusões encerramos o Teste dos 100 Dias com o Ford Focus.
O Fiat Uno já chegou à nossa redação e a avaliação começará em breve. Pedimos desculpas pela demora e convidamos a todos para mais esta maratona de avaliações.
Angelo Treviso
Hatch (nota 6): Gostei bastante do design dessa versão, que é atual e muito bonita. Agradou-me principalmente o desenho da parte traseira com suas lanternas elevadas, embora a luz de marcha à ré mal posicionada na parte inferior do para-choque não forneça boa iluminação durante as manobras.
Passando para a parte de dentro do Focus, senti-me muito bem acomodado tanto nos bancos dianteiros quanto nos traseiros laterais, achei o espaço para a cabeça melhor que no seu irmão maior Fusion. Seu acabamento é simples, porém, ainda existem alguns pontos em que a Ford poderia melhorar: colocar a borracha dupla para a vedação das portas traseiras e fixar melhor as calotas que se soltaram durante o nosso teste.
Quanto ao conforto, gostei da boa acomodação dos bancos e da posição de dirigir. Em relação ao desempenho, achei que o Sigma 1.6 não entrega uma boa dirigibilidade, ou seja, ele ficou fraco para a carroceria. Para mantê-lo bom de andar, principalmente na cidade, é preciso trocar muitas vezes de marcha para não perder rendimento. Seu consumo também não me agradou. Para um motor moderno e feito de alumínio eu esperava que ele fizesse médias melhores com etanol.
Sedan (nota 7,5): Por ter uma família composta por quatro pessoas, sendo que duas delas são crianças pequenas e que demandam mais espaço dentro do carro, o Sedan agrada pelo porta-malas. Sua boca facilita o acesso e o sistema pantográfico de abertura da tampa não rouba espaço dentro do compartimento. Seu motor 2.0 aliado à transmissão automática deixa o carro perfeito para dirigir, tanto na cidade quanto na estrada. Ele sim entrega um desempenho esperado. Uma pena que a sua oferta tem sido menor que a procura, afinal, tente achar um carro desses para comprar na concessionária!
Márcio Murta
Hatch (nota 9): Discretamente, o Focus 1.6 Hatch supreendeu. Não bastasse o design que me agrada, o modelo presenteia seu proprietário com atributos como bom espaço interno e porta-malas, suspensão que promove conforto sem abrir mão da ótima dirigibilidade e um motor que, além de ser relativamente esperto, é econômico. Além do mais, o hatch oferece ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS, airbag duplo, rodas de liga leve aro 16” e rádio com MP3, entre outros. Um ótimo negócio por R$ 52.600.
Porque, então, o modelo não recebeu nota máxima? Por que a Ford foi descuidada com o acabamento interno do Focus. Calotinhas que se desprendem, forração do banco e borracha das portas se soltando são falhas desanimadoras em um veículo que consegue acertar em questões mais complexas. E isso sem contar com o fundo dos bancos enferrujados.
Sedan (nota 7,5): É estável, confortável, dono de ótimos freios, tem uma extensa lista de equipamentos de série e possui bom espaço e acabamento interno. O Focus Ghia tinha bons componentes para ter boa nota, exceto por dois fatores. O primeiro é o seu câmbio automático que, com apenas 4 marchas, retira boa parte do desempenho do propulsor 2.0 16V, além de aumentar seu consumo de combustível.
O segundo fator chama-se Fusion, seu irmão mais velho. Por aproximadamente R$ 6 000 a mais, o sedã médio-grande oferece mais espaço interno, maior status e conjunto câmbio-motor muito mais bem resolvido, além de ser completo – exceto pelo teto solar. O Fusion é muito mais carro e por uma diferença que pode ser considerada pequena nesta categoria.
Leonardo Barboza, assistente de testes da Revista Carro
Hatch (nota 8): Com um preço de R$ 54 000, seu custo/beneficio é muito bom em relação a equipamentos de série, acabamento, espaço interno, consumo, estabilidade e desempenho muito bom do motor 1.6 16V Sigma Flex . Alem disso, o Focus Hatch tem um belo design que chama muito atenção.
Sedan (nota 7,5): A versão Ghia oferece uma grande quantidade de itens interessantes como teto-solar, bancos de couro, piloto automático e CD Player com viva-voz. Mas em relação ao motor e cambio, ainda deixa muito a desejar. Devido à transmissão automática de 4 marchas o Focus perde muito em desempenho.

Caros, pedimos desculpas pela demora na postagem das conclusões. O Uno já está sendo providenciado junto à Fiat e chegará nos próximos dias. Acompanhem, por enquanto, o que nossos jornalistas e colaboradores acharam sobre as duãs versões testadas (obviamente, quem só andou em um deles não falará do outro modelo).
César Tizo
Uma grata experiência ficou para mim dessa convivência com a nova geração do Ford Focus: ele continua o mesmo carro confortável e com uma dirigibilidade prá lá de elogiável, características que ajudaram a fidelizar clientes desde que entrou no mercado global como sucessor do Escort.
Uma pena é que ele tenha perdido a originalidade do acabamento interno, com um conjunto ousado – para a época do lançamento – de painel e console central. Confesso que a primeira vez que entrei em um novo Focus, ao olhar para o habitáculo, fiquei bem decepcionado com o que vi. Esperava um resultado tão bom, ou até melhor, do que a primeira geração. Foi um balde de água fria, principalmente quando os olhos atingiram o painel de porta. Uma maçaneta como a da versão 1.6 em um carro do segmento do Focus é inadmissível.
Gostei do motor Sigma 1.6 Flex, moderno e elástico. Uma pena que encontrar o sedã com esse propulsor nas concessionárias da Ford é uma luta. Em contrapartida, ele cai muito bem no hatch e acho que essa é a configuração ideal do novo Ford Focus. Agora, se espaço é o que você precisa, dificilmente ficará na mão com o excelente porta-malas do Sedan e seus 526 litros. Até mesmo para uma viagem longa com a família ele dá conta do recado. Na categoria, ele só perde para os 580 litros do Citroën C4 Pallas.
Talvez por uma falta de “conversa” melhor entre o Duratec 2.0 e o câmbio automático, senti certo lapso nas respostas do carro em diversas situações. O fato de a transmissão possuir somente 4 marchas também não ajuda. Em outra ocasião, fora do Teste dos 100 Dias, tive a oportunidade de dirigir o Focus 2.0 manual, sendo que, apesar de achar o câmbio preciso, considerei as trocas de marcha justas demais, tornando a alavanca pesada. Por todos esses motivos dou nota 7 para o hatch e 8 ao sedã. Compraria, sem dúvida, mas talvez sem a mesma empolgação com que sairia da loja com um da primeira geração.
Gerson Campos
Sou um grande admirador do Focus. Tenho um da geração anterior na família e, sempre que assumo o volante dele, relembro porque considero o Ford o hatch nacional mais prazeroso de dirigir. Minha curiosidade era saber se isso se manteria na nova geração.
E sim, isso aconteceu, mas tive dois momentos com o Focus. Logo que ele foi lançado, em 2008, aprovei o design, gostei da direção direta, da posição de dirigir e do espaço, mas me decepcionei com o motor 2.0. Primeiro pelo fato de ele não ser flex, um retrocesso diante dos rivais e da geração anterior, que já oferecia o 1.6 bicombustível. Além disso, achei que a “pegada” daquele Duratec não era a de um bloco de 145 cavalos. Enfim, gostei bastante do carro, mas não sai convencido a investir o valor que a Ford pedia por ele na época.
Veio, então, o 1.6. Aí, sim, fomos surpreendidos novamente! Um carro justo, um motor excelente e um preço mais coerente por um desempenho muito próximo ao do 2.0. “Nossa, este cara é um retardado, como ele pode dizer que um motor de 115 cv tem o mesmo desempenho de um de 148 cv [potência do Duratec flex]?”, podem estar se perguntando os mais precipitados, aqueles que tanto “cornetaram” e encheram a paciência durante algum tempo aqui (o que nos anima é que eles são uma pequena minoria).
Vamos com calma: é claro que o 2.0 acelera mais, retoma melhor e “dá pau” no 1.6 na cidade ou na estrada, mas, na sensação de dirigir no dia a dia, no trânsito, no anda e para, ambos são muito, muito parecidos. E isso comparando um 1.6 manual com um 2.0 manual, que também pude dirigir em outras reportagens. Se a comparação for entre o 1.6 manual que testamos e o 2.0 automático, a vantagem é do manual, sem dúvida, já que a transmissão automática ”mata” o Focus em várias ocasiões.
Por isso dei nota 9 para o Hatch e 8 para o Sedan. Acho que a diferença de preço entre um Focus 1.6 e um 2.0 não vale o desempenho que o mais potente oferece. Se você quer a versão Ghia ou o câmbio automático, só disponíveis para o motor 2 litros, aí é outra história. Se fosse para gastar esse preço no sedã, como já falei aqui, partiria para um Civic ou um Corolla.
Se fosse investir em um hatch, mesmo que tivesse verba suficiente para o 2.0, ficaria no 1.6, mais econômico e com o excelente motor Sigma, que não deve nada ao Duratec se você não apertar o acelerador até o fim. Só partiria para um 2.0 se quisesse um automático.
O lado ruim fica por conta das falhas apresentadas: realmente é inadmissível comprar um carro de mais de R$ 50.000 e descobrir que há ferrugem sob o banco do motorista, como aconteceu com o Hatch, ou desembolsar um cheque superior a R$ 70.000 pelo Sedan e ter de conviver com um para-brisa “desfocado”. Isso sem falar na dificuldade absurda de se encontrar um Focus 1.6 nas concessionárias (aliás, isso já melhorou? Há pouco mais de 50 dias ainda estava um caos).
”Alô, Ford? O pessoal está querendo um pouco de atenção. E merece.”
Wilson Toume
Por conta do ritmo do trabalho, acabei não tendo tantas oportunidades de analisar o Focus como eu gostaria. Mesmo assim, posso afirmar que o carro me agradou. A versão Hatch 1.6, principalmente. Embora seja um carro mais “pelado”, o motor Sigma Flex apresentou um desempenho mais que satisfatório, em minha opinião. Além disso, apesar do trânsito quase sempre congestionado da cidade, gosto dos veículos equipados com câmbio manual.
A dirigibilidade, como outros usuários devem ter apontado, é uma das principais qualidades do hatch. O Focus é gostoso de dirigir e transmite, até, uma certa esportividade. Para a minha utilização, considero um automóvel na medida certa. Bom espaço para quatro adultos, sem ser uma “barca”, além da suspensão bem calibrada. De negativo, aponto apenas as falhas de acabamento, item no qual a Ford deve atentar.
Com relação ao Sedan, também não tenho muitas queixas. Embora prefira a configuração “sem porta-malas saliente”, o Focus três-volumes não me decepcionou. Nem mesmo durante as manobras, já que a unidade avaliada contava com um bem-vindo sensor de estacionamento. O câmbio automático sequencial proporcionou comodidade, mas achei que, no padrão manual, ele demora um pouco demais para efetuar as trocas. Mas, por outro lado, não senti falta das borboletas junto ao volante para efetuar as mudanças de marchas, por exemplo. Já o sistema de áudio e o ar-condicionado comandados por voz são show de bola.
No fim das contas, se tivesse de optar, compraria uma versão hatch 1.6, mas com alguns itens a mais de conforto, como o ar-condicionado do Sedan. Em minha avaliação, o Ford Focus foi aprovado. Não com louvor, mas com uma certa tranquilidade.

A não ser que alguma outra marca surpreenda com um lançamento de peso ainda neste ano, o novo Uno será a maior novidade da indústria automotiva em 2010.
Modelo mais importante da Fiat no Brasil desde o Palio, lançado em 1996, o Uno chega em quatro versões (Vivave 1.0, Way 1.0, Atractive 1.4 e Way 1.4) com preços a partir de R$ 27.350 (a versão 2 portas será lançada em breve e custará R$ 25.550).
Nossa intenção é testar primeiro o Vivace 1.0 e depois o Way 1.4, mas ainda dependemos da confirmação da Fiat em relação aos modelos que serão disponibilizados. Estamos em contato com a marca, que nos liberará o Uno nos próximos dias. Avisaremos aqui e na Carro Online. Fiquem atentos.
E, para começar a discussão, o que vocês acharam da escolha? E do carro?
DNA Ford

O Teste dos 100 Dias do Focus chega ao fim de seu período, mas não acaba aqui. Durante os próximos dias colocaremos as conclusões dos motoristas que andaram com as duas versões do modelo. Isso acontecerá até a chegada do próximo carro escolhido para a avaliação.
Hoje quem fala um pouco sobre o Focus é o André Farias, um dos designers de arte da Motorpress Brasil Editora. Dono de um Ford Fiesta e fã da marca, o André ficou um dia com a versão Sedan Ghia e, parece, gostou bastante. Vejam o que ele diz:
Me lembro quando lançaram a linha Focus. Naquela época, cheguei a profetizar que eu teria um Focus como meu primeiro carro. Bem, o tempo passou e a única verdade foi que o primeiro carro foi mesmo um Ford (mas um Fiesta, ainda não o Focus).
No modelo do Teste dos 100 Dias, me chamou atenção o conforto e o acabamento: o material é bem trabalhado, os bancos são super confortáveis e proporcionam um ótimo posicionamento ao dirigir. Sem sombra de dúvida a diferença que o estofamento de couro faz neste carro é impressionante. Muito mais luxuoso e sofisticado. O som do carro é espetacular! O espaço interno traz muito conforto e segurança.
Por ser um carro 2.0, por vezes achei que tinha colocado o câmbio em alguma posição diferente, pois o Focus demorava para ter uma boa aceleração. Os freios me deixaram tranquilo o bastante caso necessitasse utilizá-los repentinamente. Não gostei muito das mudanças que a Ford fez na linha Fiesta, principalmente na parte frontal, mas no novo Focus as alterações, na minha opinião, ficaram excelentes: o carro ficou muito mais bonito do que já era. Apesar de gostar muito mais da linha de carros hatch, o Focus Sedan realmente é um carro muito bonito e prazeroso de dirigir.
André Farias, designer da Motorpress Brasil Editora
Siga aquela Maserati!

Hoje o Focus teve que acelerar. Sua missão foi servir de câmera-car ao fotografo Caio Mattos, que captou as imagens para a reportagem do GranCabrio, novo carrão da Maserati à venda no Brasil. A matéria você confere em breve na Carro Online. Entre uma arrancada e outra com a máquina italiana, o sedã da Ford vinha logo atrás com seu motor 2.0 gritando quase tão alto quanto o V8 da marca de Modena. Mas o grito era de desespero, não de força bruta.
A suspensão independente traseira do Focus também é um deleite para fotógrafos de carros. Sua suavidade na absorção de imperfeições da pista é ótima para que a foto seja bem focada e clicada. Claro que a “pecinha” que vai atrás da câmera faz toda diferença, mas essa qualidade do carro já é uma grande ajuda em nosso trabalho.
Durante as fotos, o Caio também provou o espaço do porta-malas. Não com suas malas ou equipamentos, mas com seu corpo mesmo. Ele foi deitado no compartimento com a câmera em punhos e me orientando no comando da GranCabrio. Mas isso também acabou nos rendendo uma bronca de uma guarda da CET (não nos condene, esta é uma prática comum na imprensa automotiva para que você possa ver os lançamentos em movimento, sempre nos melhores ângulos). Melhor do que uma multa.
Consumo
Ainda abastecido somente com gasolina, o computador de bordo do Focus esta manhã mostrou médias de consumo instantâneo na ordem de 8 km/l a 9,5 km/l. É um ganho de quase 3 km em relação ao gasto rodando somente com etanol. Levando em conta que andamos somente na cidade, o consumo, ao meu ver, não é tão assustador para um carro automático. Como base de comparação, a Maserati, no mesmo ritmo, vinha apontando 6 km/l.

Eis a Maserati GranCabrio
Pneus deformados

Nesta manhã, após duas tentativas de falar com a concessionária Ford Caoa João Dias, conseguimos com o consultor técnico saber os defeitos do Focus e quanto sairia o orçamento.
Com a ordem de serviço em mãos, percebemos que a concessionária recomendava a troca dos pneus traseiros Bridgestone Turanza ER 30 205/55 R16 91V por estarem deformados (isso causava os barulhos que, inicialmente, pensávamos estarem localizados no eixo dianteiro, mas que vinham da parte traseira do sedã). Cada um custa R$ 498,50. O orçamento ainda pedia um alinhamento técnico traseiro que custaria R$ 147, totalizando R$ 1.144.
O consultor técnico me explicou que, mesmo com o veículo em garantia, esse valor teria de ser desembolsado pelo proprietário, já que os pneus traseiros foram deformados devido a um defeito de fabricação (no caso, teríamos de procurar algum revendedor Bridgestone para tentar realizar a troca na garantia) ou mau uso, que pode ter ocorrido em função de falta de calibragem, excesso de peso ou até algum buraco mais forte que o veículo pegou.
Na tentativa de trocarmos os pneus na garantia ligamos para a Nova Rede Pneus, revendedora autorizada Bridgestone na Vila Mariana. O vendedor nos informou que é necessário levar o veículo até o local para que seja feita uma avaliação do pneu. Aproveitando, ele me passou o preço do Bridgestone Turanza: cada um sairia por R$ 665, uma diferença de R$166,50 em relação ao valor da concessionária. Na loja, o alinhamento traseiro custaria R$ 50 e o balanceamento das duas rodas sairia por R$ 22, totalizando R$ 1.402.
Quanto ao para-brisa, segundo a Ford, “está tudo em ordem”. O motivo da distorção é o reflexo do painel, disse o consultor técnico. Ele alerta ter recebido bastante reclamações de proprietários de Fiesta e Ecosport, mas, mesmo assim, continuou insistindo no discurso de que “é tudo normal”. Ou seja: parece que estamos todos míopes mesmo e só a Ford enxerga direito através do para-brisa do Focus.
Agora faltam apenas dois dias para o término do teste do Focus e, fora os pneus deformados e o para-brisa com a tal distorção, o veículo continua bem.
Já faz mais de 24 horas que o nosso Focus dos 100 Dias está parado na concessionária Ford Caoa João Dias.
Ontem, ao deixar o veículo na concessionária, o consultor técnico me pediu para aguardar hoje até 11h para passar o orçamento do barulho nas rodas e da distorção no para-brisa. Ele disse que iria encaixar o carro dentro do cronograma da oficina.
Mas, pelo visto, a promessa não foi cumprida. Depois de varias tentativas inválidas no telefone de falar com o consultor técnico, ainda não sabemos o valor do serviço e das peças.
Pelo visto nosso Focus irá pernoitar mais uma vez na concessionária e teremos que esperar até amanha para saber quanto saíra o orçamento dos defeitos apontados.
Em nenhum momento nos identificamos como jornalistas, mas, como a concessionária checa o documento do veículo, eles notaram que trata-se de um carro de frota da Ford. Dessa forma, a garantia não cobre os serviços. Por isso, pedimos um orçamento antes da execução dos mesmos.
Assim que tivermos essas informações postaremos aqui.
Espaço de sobra, consumo em alta

Neste fim de semana fui com o Focus Sedan até Sorocaba, a 100 km de São Paulo. Logo no começo da viagem uma das grandes vantagens do sedã deu as caras: o excelente porta-malas de 526 litros abrigou com folga as bagagens de três adultos para o fim de semana (e inclua aí todos os apetrechos de uma dama vaidosa). Sapatos, cobertores, travesseiros e malas conviveram em perfeita harmonia e não foram amassados pelos braços de apoio da tampa do porta-malas, que, no Focus, são do tipo pantográfico e não invadem o bagageiro.

Aproveitei o tanque cheio deixado na sexta-feira (o carro só veio de São Bernardo do Campo, SP, para a capital com o combustível) e parti rumo à rodovia Castello Branco. Não enchi novamente porque sabia que pegaria trânsito provocado por um acidente. Rodei pela cidade no fim de semana, voltei a São Paulo também com trânsito e hoje pela manhã completei o tanque. Resultado: 8,2 km/l com gasolina em 70% de estrada e 30% de cidade e uso reduzido do ar-condicionado. Novamente achei o consumo alto, já que nos trechos livres da Castello pude rodar um bom tempo entre 110 km/h e 120 km/h. E vocês, o que acharam?
Na viagem, ainda mantive minha impressão anterior em relação ao Focus na estrada: por culpa do motor e do câmbio, ele é apático. Experimentei andar alguns trechos com a transmissão em modo sequencial, reduzindo para 3ª nas subidas, mas ainda faltava vigor ao propulsor Duratec antes de 3.500 rpm. Acima disso ele vai que é uma beleza, mas até chegar lá já foi preciso pisar mais forte no acelerador por um longo trecho, o que certamente contribui para o alto consumo. Não é o melhor tipo de comportamento para um motor, mas é uma reação que pode ser considerada normal em uma unidade na qual o torque máximo (18,7 kgfm com gasolina) só surge a 4 250 rpm.
Problemas com o para-brisa e visita à concessionária
Nesta manhã levei o Focus a uma loja da Carglass, especializada em reparos e trocas de vidros. Perguntei se havia alguma solução para a distorção do nosso para-brisa. “Só trocando. Isso é defeito de fabricação da peça. Se o carro ainda estiver na garantia, é melhor você ir na Ford e reclamar”, disse o funcionário.
Segundo o rapaz, esse problema não é “privilégio” do nosso Focus. “Às vezes acontece de pegarmos um para-brisa aqui e ele estar assim. É defeito de fabricação mesmo. Mandamos de volta para a fábrica e eles trocam”, completou o especialista da Carglass.
Em seguida, deixamos o Focus em uma concessionária de São Paulo e reclamamos do vidro e dos barulhos vindos do eixo dianteiro. O consultor disse que até a hora do almoço da terça-feira nos daria um retorno. Aguardemos.
Double wishbone e multilink
Alguns leitores comentaram sobre o comparativo entre Civic e Focus, publicado na edição de março da CARRO. A parte polêmica do texto diz o seguinte: “O Focus conta com suspensão independente atrás e o Civic vai além, com o ótimo sistema Double Wishbone”. Está errado e foi muito bem corrigido (por alguns educadamente, por outros nem tanto, mas isso não vem ao caso). O sistema do Focus, multibraço, é mais elaborado e, portanto, superior em relação ao do Civic. Isso, porém, não altera o resultado do duelo.
Com que cor eu vou?
Apesar do domínio do preto e prata nas ruas, o novo Focus oferece opções interessantes de cores. Segundo a fabricante, as opções metálicas acrescentam R$ 937 ao preço sugerido do modelo, enquanto as tonalidades perolizadas custam mais R$ 1.215 e contam com o mesmo efeito de brilho extra graças aos pigmentos chamados pela Ford de flakes. É a mesma tecnologia presente também no novo Fusion. Aqui na redação, nossa unidade é um Prata Geada, mas, na época do lançamento, tive contato com um Focus Vermelho Paris e achei que caiu muito bem no carro, principalmente para o hatch. Confira abaixo todas as opções disponíveis, que valem para as duas carrocerias, e nos diga sua preferida:

Azul Mônaco (perolizada)

Branco Ártico (sólida)

Cinza Ubatuba (perolizada)

Prata Geada (metálica)

Prata Madrid (metálica)

Preto Gales (perolizada)

Verde Lisboa (perolizada)

Vermelho Paris (perolizada)